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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Brasil receberá novas aeronaves SC-105 Amazonas em 2017

Modelo terá equipamentos específicos para a missão, como radar e sistema eletro-ótico


Poder Aéreo

A frota da Aviação de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB) vai ser reforçada: está previsto para 2017 o início da entrega de três SC-105 Amazonas projetados especificamente para missões de busca e salvamento (SAR). Os aviões terão equipamentos de bordo para aumentar as possibilidades de localizar aeronaves, embarcações ou pessoas desaparecidas, inclusive no período noturno.


SC-105 Amazonas - imagem FAB
Foto: FAB

Os três novos aviões, adquiridos da empresa europeia AIRBUS Defence & Space, contarão com um sistema eletro-óptico de busca por imagem e por espectro infra-vermelho. Isso permitirá realizar buscas pelo calor, permitindo detectar, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação, ou uma pessoa no mar.

No nariz, os aviões terão o radar EL/M-2022A(V)3, capaz de realizar buscas sobre terra ou mar, com alcance de até 360 quilômetros. Um sistema de comunicação via satélite também permitirá o contato com outras aeronaves ou centros de coordenação de salvamento (Salvaero), mesmo quando os SC-105 voarem a baixa altura.

Cada um dos SC-105 terá uma tripulação de pelo menos oito militares: dois pilotos, um mecânico, dois operadores de sistemas de missão (Radar e FLIR) e quatro observadores, especialistas que sentarão diante de quatro janelas em formato de bolha para poderem realizar a busca visual. Dependendo da missão, no entanto, podem ser levados mais militares para realizarem o revezamento nas posições durante os voos que podem durar até dez horas.

Também podem embarcar paraquedistas e um mestre de carga, loadmaster, responsável pelo lançamento de botes salva-vidas ou de mantimentos para sobreviventes localizados. A variação revela o caráter multimissão do SC-105: busca, transporte de carga, lançamento de paraquedistas, evacuação aeromédica e vigilância.

As aeronaves devem operar com o Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV), sediado em Campo Grande (MS), de onde podem se deslocar para qualquer parte do território nacional. Os aviões são semelhantes aos dez C-105 Amazonas de transporte operados por unidades de Campo Grande e de Manaus e aos dois SC-105 Amazonas hoje em uso pelo Esquadrão Pelicano, mas de uma versão mais básica, com apenas duas janelas de observação e sem os equipamentos específicos para a missão SAR.

Ao lado dos P-3AM Orion e dos KC-390, os três novos SC-105 serão os principais aviões da FAB responsáveis por garantir o cumprimento do papel do Brasil nos acordos internacionais de busca e salvamento. Como signatário da Organização da Aviação Civil Internacional e da Organização Marítima Internacional, o Brasil é responsável por uma área que se estende até o meridiano 10. Somado ao território continental, são mais de 22 milhões de quilômetros quadrados sob responsabilidade brasileira.


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