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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Estado Islâmico prepara “guerra do fim do mundo” com participação dos EUA

Um documento alegadamente encontrado na terça-feira no Paquistão traz detalhes sobre o possível plano do Estado Islâmico de travar uma guerra que provocará “o fim do mundo”.


Sputnik

O documento de 32 páginas, intitulado “Uma Breve História do Califado do Estado Islâmico, o Califado conforme o Profeta”, é escrito em urdu, língua paquistanesa, e revela uma estratégia para fazer os EUA participarem de uma guerra global através de um atentado terrorista na Índia.

Além disso, o documento relata vários roteiros de ataques aos soldados norte-americanos que iriam se deslocar desde o Afeganistão, assim como também a políticos – tanto os diplomatas estadunidenses, como funcionários públicos paquistaneses.


Rebeldes da Frente Islâmica em combate com militantes do Estado Islâmico
© AFP 2015/ AHMED DEEB

Jihadismo global

Segundo a mídia, o texto foi passado para o Instituto Americano da Mídia (AMI, instituição de jornalismo investigativo) por um cidadão paquistanês ligado ao Talibã do Paquistão. O AMI informa que o documento foi examinado pela CIA, e agora já pode-se dizer que o texto maneja uma linguagem muito parecida à linguagem que usa o Estado Islâmico.

Para o ex-diretor da Agência de Inteligência da Defesa, tenente-general Michael Flynn, que integra a equipe que examinou o documento, a “Breve História” “representa o plano de campanha do Estado Islâmico”.

Uma das peculiaridades deste plano é a inclusão do Talibã e Al-Qaeda nas atividades do Estado Islâmico, movimento extremista reconhecido como organização terrorista e proibido na Rússia e uma série de outros países.

O Estado Islâmico e o Talibã têm sido movimentos adversários no Oriente Médio, chegando até a anunciar jihad (guerra sagrada) um contra outro.

Se o documento for verídico e realmente refletisse as aspirações do movimento terrorista mais temível no mundo atual, as tensões na região podem aumentar. Isso significaria a criação de um exército jihadista internacional, unindo até aqueles muçulmanos radicais que antes não eram admitidos no Estado Islâmico, grupo islamista mais severo e com regras mais rígidas até agora.

Armadilha

O plano descrito na “Breve História” prevê um ataque terrorista em algum lugar na Índia, com o intuito de atrair as forças dos EUA. No caminho da Índia, as tropas estadunidenses estariam sendo eliminadas pelo exército terrorista. Os EUA teriam que responder militarmente, o que provocaria mais um conflito armado na região.

“Mesmo se os EUA tentarem atacar com todos os seus aliados, — o que eles farão, sem dúvida, — a ummah [comunidade islâmica que abrange todos os muçulmanos do mundo] estará unida, o que resultará na batalha final”, reza o documento.

Os EUA participam de operações militares contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Em breve, podem também ajudar a Turquia a combater os islamistas na sua fronteira com a Síria. Vários especialistas têm observado que a estratégia do país no combate a este grupo terrorista é pouco eficaz.


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