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Países muçulmanos reconhecem Jerusalém como capital do Estado da Palestina

Os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) acordaram nesta quarta-feira reconhecer Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidaram as outras nações a fazer o mesmo, em resposta à decisão dos EUA de declarar Jerusalém como capital de Israel.
EFE

"Declaramos Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidamos todos os países a reconhecer o Estado da Palestina com Jerusalém Oriental como sua capital ocupada", indica a minuta da declaração preparada nesta quarta-feira em Istambul por esta organização, formada por 57 países de maioria muçulmana.


A OCI, formada por 57 países de maioria muçulmana, inclui desde sua fundação em 1969 a Palestina como membro pleno, com sua capital em Jerusalém.

O documento, apresentado pelos "reis, chefes de Estado e de Governo dos Estados membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI)", apresenta em 23 pontos a postura do mundo muçulmano perante a decisão dos EUA.

Nesse texto, a OCI &quo…

Futuro dos navios Mistral continua sombrio

O presidente francês, François Hollande, declarou que tomará uma decisão sobre o fornecimento dos dois porta-helicópteros tipo Mistral à Rússia nas próximas semanas.


Sputnik

A declaração foi feita durante o jantar anual com jornalistas na tarde de segunda-feira (27).


"Continuamos uma discussão prolongada [com a Rússia] que conduzirá necessariamente a uma decisão […] que eu tomarei nas próximas semanas", disse François Hollande, citado pelo jornal Ouest France.

Porta-helicópteros Vladivostok, da classe Mistral
© AFP 2015/ FRANK PERRY

O dignatário francês destacou que o seu país "tem obrigações contratuais" com Moscou.

Mais cedo, o assessor do presidente russo Vladimir Kozhin anunciou que a assinatura de um acordo com os franceses sobre a devolução do dinheiro que Moscou tinha transferido para adquirir os navios "já está perto".

A Rússia e a França assinaram um contrato no valor de US$1,3 bilhão para a construção de dois navios de assalto anfíbios da classe Mistral. A entrega dos navios foi adiada até o fim de 2014, depois que Paris acusou a Rússia de interferir na crise e na guerra civil ucraniana — alegações que Moscou nega repetidamente.

Jean-Claude Blanchard, prefeito da cidade de Saint-Nazaire, onde se localizam os estaleiros que fabricaram os navios, acredita que o passo dado pelas autoridades francesas é bastante incompreensível:

"Lamentavelmente, aqui na França, nós temos uma virada atrás de outra. O nosso ministro da Defesa tinha afirmado que os navios não iriam ser entregues à Rússia. Hoje, François Hollande declarou que irá pensar umas semanas. Os trabalhadores do estaleiro e os habitantes de Saint-Nazaire não compreendem estas viradas. E nós estamos preocupados com isso. Os navios foram encomendados pela Rússia, pagos pela Rússia. Nós não estamos em estado de guerra com a Rússia. Aqui, todos acreditam que os navios devem ser entregues o mais rápido possível".

A incerteza, segundo Blanchard, não é só dos trabalhadores e dos contribuintes locais, senão do próprio presidente:

"Eu suponho que nem François Hollande, nem o governo socialista sabem o que vai acontecer com esses navios. Há diferentes opções. O estaleiro já gastou mais de um milhão de euros de fundos próprios. Eu não falo de populismo. Eu acredito que, no presente momento, François Hollande está completamente desconcertado. Nós perdemos os contratos com a Rússia dos nossos agricultores devido ao boicote, nós perdemos as possibilidades de exportação. E não compreendemos as constantes vacilações do presidente Hollande em relação a estes navios. Os habitantes de Saint-Nazaire têm claro que o contrato foi fechado, assinado, pago, e por conseguinte, não há nenhuma razão para não cumpri-lo".

O acordo foi suspenso em maio e agora a França tem de fornecer os navios ou devolver o dinheiro. Vender os navios a terceiros países é uma tarefa complicada, uma vez que a França precisa da permissão de Moscou para tal transação. A Rússia tem afirmado repetidamente que não iria permitir tal solução, porque os Mistrais foram personalizados especificamente para a Marinha russa, tornando esta uma questão de segurança nacional.


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