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Adeus a tecnologias 'stealth': novo radar russo pode detectar aviões furtivos

Tecnologias russas capazes de detectar aviões furtivos do inimigo podem vir a fazer parte do sistema da defesa antiaérea unida da OTSC – Organização do Tratado de Segurança Coletiva, declarou o chefe do Estado-Maior Conjunto da aliança, Anatoly Sidorov.
Sputnik

Inovações russas capazes de desativar tecnologias furtivas do inimigo podem vir a ser usadas na criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, declarou militar, citado pelo jornal Rossiyskaya Gazeta. Sidorov comentou que essas inovações seriam eficazes tanto contra aviação do inimigo como contra ataques com mísseis.



O sistema Rezonans-NE funciona graças ao princípio de reflexão ressonante de ondas de rádio da superfície de aparelhos aéreos, facilitando vigilância de aeronaves e mísseis do inimigo, explicou Aleksandr Scherbinko, vice-diretor executivo da empresa de design Rezonans.

"Este modelo pode ser de grande interesse, levando em consideração criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, cuja inauguração est…

Guerra de Kiev leva revisionistas a declarar “província da Romênia” dentro da Ucrânia

A recém-criada Assembleia da Bucovina do Norte, grupo que pretende representar a minoria romena nacional da Ucrânia, declarou a região de Chernivtsi, na parte ocidental do país, como uma "província da Romênia", segundo relatou a revista Timer, de Odessa.


Sputnik

A declaração foi feita durante uma assembleia constituinte realizada na quarta-feira (29) pelos representantes dos romenos étnicos que vivem em Chernivtsi, oblast situado no norte da região histórica da Bucovina, a qual, por sua vez, é politicamente dividida entre a Ucrânia e a Romênia.


Chernivtsi, em destaque no mapa

A organização da comunidade romena étnica da região tem por objetivo "salvaguardar os direitos dos romenos que vivem em uma província romena, que agora faz parte da Ucrânia". Segundo Dorin Kirtoake – prefeito da capital da Moldávia, Chisinau, defensor do alinhamento com a Europa e a OTAN, bem como da unificação da Moldávia e da Romênia, além de um dos organizadores da assembleia em Chernivtsi – disse que os representantes da minoria romena vão lutar para ganhar um estatuto especial dentro da Ucrânia.

"Os recentes acontecimentos em Mukachevo (…) mostraram que os romenos da Bucovina não podem se sentir seguros e, por isso, são forçados a assegurar esse direito por eles mesmos", disse o político, acrescentando que, por ora, o movimento está “falando sobre autonomia, nada mais".

Cornelia Rusu, outra ativista que também ajudou a organizar a assembleia, disse que “a atual crise econômica e social está destruindo os próprios fundamentos da região e os romenos que vivem ali". Segundo ela, "enquanto a Romênia progride nos trilhos da União Europeia, a Bucovina do Norte se degrada”.

"É por isso que nós estabelecemos a Assembleia dos Romenos da Bucovina para buscar um estatuto autônomo como parte da Ucrânia", disse Rusu, também citada pela Timer.

Os participantes apoiaram unanimemente as demandas apresentadas e concordaram em realizar uma segunda conferência para eleger a estrutura governante da organização recém-criada.

No início do ano passado, muitas vozes se elevaram na imprensa romena e nos círculos nacionalistas em defesa de um possível aproveitamento da crise na Ucrânia para recuperar os "territórios perdidos" da Romênia. O jornal Adevarul chegou a fazer pressão pela invasão militar na Bucovina do Norte e na Bessarábia do Sul – ambas as regiões estiveram sob ocupação romena entre 1918 e 1940 e entre 1941 e 1944, na era da União Soviética.

"A Ucrânia está à beira de uma guerra civil, que poderia eventualmente dividir o país em um oeste pró-europeu e um leste pró-russo. Bucareste está pronta para intervir a fim de proteger os romenos étnicos que vivem na Bucovina do Norte e na Bessarábia do Sul?", publicou o diário.

Se a manobra for levada adiante, ficará ainda mais evidente que a crise política interna da Ucrânia, alimentada pela ofensiva militar de Kiev contra os movimentos de independência no leste do país, é a mais forte ameaça à própria integridade territorial ucraniana.

Além disso, a situação abriria a possibilidade de um país membro da OTAN enviar tropas para a Ucrânia, perto das fronteiras russas, no que seria considerado por Moscou como mais uma medida provocativa por parte da Aliança ocidental.



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