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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Indústria bélica alemã usa Rússia como motivo para fazer negócio

A indústria da Defesa alemã usa uma suposta ameaça russa para justificar gastos militares, explicou um legislador do país à Sputnik.


Sputnik

Após uma queda nos últimos anos no percentual de seu PIB, a Alemanha revelou planos para aumentar drasticamente seu orçamento do setor de Defesa pelos próximos cinco anos.


German soldiers stand guard during the NATO Secretary-General Jens Stoltenberg's first visit as head of NATO at German NATO base, Camp Marmal, in Mazar-i Sharif, Afghanistan, Friday, Nov. 7, 2014
Soldados alemães no Afeganistão © AP Photo/ Massoud Hossaini

Alexander Neu, integrante do parlamento alemão (Bundestag) pelo partido de esquerda Die Linke e membro do Comitê de Defesa do Bundestag, afirma que a indústria de armas do país "quer fazer mais negócios."

"Eles usam o argumento da Rússia para conseguir dinheiro e comprar armas."

A Alemanha gastou 31,55 bilhões de euros em 2011 e planeja aumentar seus gastos para 34,2 bilhões em 2016 e, mais tarde, para 35 bilhões de euros em 2019.

"É muito alto. Se aumentarmos (o orçamento militar) para 2% do PIB, serão quase 60 bilhões de euros. É completamente maluco."

O objetivo de manter 2% do PIB exigido pela OTAN foi ratificado em setembro do ano passado, na Cúpula da aliança no País de Gales.

A defesa coletiva é um dos principais compromissos da aliança militar, que mudou seu foco para passar a ver a Rússia como beligerante em vez de um parceiro após o conflito ucraniano.

A OTAN e seus aliados do Ocidente alegam que a Rússia está diretamente envolvida na operação militar do governo ucraniano contra as milícias independentistas de Donbass, enquanto Moscou afirma que se trata de um problema interno de Kiev.

A Rússia vê a expansão da OTAN rumo ao leste europeu e os planos para o posicionamento de mísseis nucleares na região como ameaças para a segurança internacional.



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