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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
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Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Japão considera se unir à OTAN na produção de mísseis Sea Sparrow

Na sequência da recente expansão da OTAN e do aumento de sua atividade na Europa Oriental, especulações sugerem que a aliança militar pode expandir ainda mais sua influência na Ásia, com relatos de que o Japão está considerando colaborar com a organização ocidental em um consórcio multinacional de mísseis de última geração.


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De acordo com a agência Reuters, autoridades japonesas estão considerando a possibilidade de tomar parte em um consórcio de construção de mísseis conhecido como NATO Sea Sparrow, composto por 12 países da OTAN. Se o relato for confirmado, este seria o primeiro projeto internacional de defesa do país asiático.




O consórcio da OTAN gere a produção e o desenvolvimento de mísseis superfície-ar Sea Sparrow, usados para proteger navios de guerra do ataque de mísseis e aeronaves.

O projeto é compartilhado entre Bélgica, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha, Turquia, EUA e Austrália – que atualmente é a única do grupo que não faz parte da OTAN.

Citando uma fonte oficial norte-americana, a Reuters informou que dois oficiais navais japoneses discutiram a possível participação de seu país no consórcio durante uma viagem a Haia, em maio passado.

Embora a inclusão do Japão no grupo pudesse distribuir os custos do projeto, a ânsia de autoridades norte-americanas para trazer Tóquio a bordo pode ser creditada a objetivos geopolíticos maiores, segundo apontam alguns analistas.

Como um aliado estratégico de Washington, os EUA acreditam que o Japão pode desempenhar um papel significativo em uma série de parcerias militares multinacionais na Ásia, especialmente com a China despontando como uma potência capaz de desbancar a pretensão de hegemonia norte-americana na região, modernizando suas forças militares e expandindo sua influência política na vizinhança.

“Acreditamos que este projeto vai permitir ao Japão lançar as bases para outros programas de exportação [na área] de defesa no futuro", disse a fonte dos EUA citada pela Reuters. "Receberíamos bem este tipo de atividade de cooperação de segurança por parte do Japão na região", completou.

Os relatos sugerindo que o Japão pode estar pensando em tomar parte no consórcio da OTAN são entendidos por muitos analistas como mais um passo na política do primeiro-ministro Shinzo Abe de aumentar a cooperação internacional em matéria de defesa.

Desde que assumiu o cargo de premiê no final de 2012, Abe tem supervisionado uma série de projetos de pesquisa e desenvolvimento e de produção cooperativa com países como EUA, Reino Unido, França e Austrália, depois de levantar um embargo auto-imposto que proibia há décadas a exportação de armas pelo Japão.

A proibição, com base em três princípios, anteriormente proibia o país de exportar armas para Estados comunistas, nações envolvidas em conflitos ou países sujeitos a embargos da ONU.

Se o Japão de fato aderir ao consórcio de produção de mísseis da OTAN, a influência da aliança militar se fortaleceria em territórios além da Europa Ocidental e da América do Norte.

Neste quadro, Moscou reitera que a recente expansão dos recursos militares da OTAN no Leste Europeu – em um esforço para supostamente combater uma alegada “agressão russa” na Ucrânia – representa, de fato, uma ameaça à segurança nacional da Rússia, à medida que a aliança ocidental se aproxima das fronteiras do país.


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