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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
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O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Japão considera se unir à OTAN na produção de mísseis Sea Sparrow

Na sequência da recente expansão da OTAN e do aumento de sua atividade na Europa Oriental, especulações sugerem que a aliança militar pode expandir ainda mais sua influência na Ásia, com relatos de que o Japão está considerando colaborar com a organização ocidental em um consórcio multinacional de mísseis de última geração.


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De acordo com a agência Reuters, autoridades japonesas estão considerando a possibilidade de tomar parte em um consórcio de construção de mísseis conhecido como NATO Sea Sparrow, composto por 12 países da OTAN. Se o relato for confirmado, este seria o primeiro projeto internacional de defesa do país asiático.




O consórcio da OTAN gere a produção e o desenvolvimento de mísseis superfície-ar Sea Sparrow, usados para proteger navios de guerra do ataque de mísseis e aeronaves.

O projeto é compartilhado entre Bélgica, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha, Turquia, EUA e Austrália – que atualmente é a única do grupo que não faz parte da OTAN.

Citando uma fonte oficial norte-americana, a Reuters informou que dois oficiais navais japoneses discutiram a possível participação de seu país no consórcio durante uma viagem a Haia, em maio passado.

Embora a inclusão do Japão no grupo pudesse distribuir os custos do projeto, a ânsia de autoridades norte-americanas para trazer Tóquio a bordo pode ser creditada a objetivos geopolíticos maiores, segundo apontam alguns analistas.

Como um aliado estratégico de Washington, os EUA acreditam que o Japão pode desempenhar um papel significativo em uma série de parcerias militares multinacionais na Ásia, especialmente com a China despontando como uma potência capaz de desbancar a pretensão de hegemonia norte-americana na região, modernizando suas forças militares e expandindo sua influência política na vizinhança.

“Acreditamos que este projeto vai permitir ao Japão lançar as bases para outros programas de exportação [na área] de defesa no futuro", disse a fonte dos EUA citada pela Reuters. "Receberíamos bem este tipo de atividade de cooperação de segurança por parte do Japão na região", completou.

Os relatos sugerindo que o Japão pode estar pensando em tomar parte no consórcio da OTAN são entendidos por muitos analistas como mais um passo na política do primeiro-ministro Shinzo Abe de aumentar a cooperação internacional em matéria de defesa.

Desde que assumiu o cargo de premiê no final de 2012, Abe tem supervisionado uma série de projetos de pesquisa e desenvolvimento e de produção cooperativa com países como EUA, Reino Unido, França e Austrália, depois de levantar um embargo auto-imposto que proibia há décadas a exportação de armas pelo Japão.

A proibição, com base em três princípios, anteriormente proibia o país de exportar armas para Estados comunistas, nações envolvidas em conflitos ou países sujeitos a embargos da ONU.

Se o Japão de fato aderir ao consórcio de produção de mísseis da OTAN, a influência da aliança militar se fortaleceria em territórios além da Europa Ocidental e da América do Norte.

Neste quadro, Moscou reitera que a recente expansão dos recursos militares da OTAN no Leste Europeu – em um esforço para supostamente combater uma alegada “agressão russa” na Ucrânia – representa, de fato, uma ameaça à segurança nacional da Rússia, à medida que a aliança ocidental se aproxima das fronteiras do país.


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