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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Obama: para vencer Estado Islâmico é necessário remover Assad

A ideologia do Estado Islâmico (EI) é uma séria ameaça para o mundo todo e não só para o Iraque e a Síria, disse o presidente dos EUA, Barack Obama.


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A única maneira para derrotar o EI na Síria, disse Obama, é a formação de um novo governo sírio sem a participação do atual presidente Bashar Assad.


Presidente dos EUA, Barack Obama
Barack Obama © REUTERS/ Jonathan Ernst

“A única maneira de lidar com o EI na Síria é formar um novo governo sem Assad que sirva a todos os sírios… Eu deixei claro que os EUA vão continuar a trabalhar para essa mudança de poder”, afirmou Obama no seu discurso que a luta contra o grupo extremista na segunda-feira no Pentágono.

Ele acrescentou que, no final de maio, "discutiu isso com a liderança dos países do Golfo Pérsico, em Camp David e durante uma conversa telefónica recente com o presidente russo Vladimir Putin”.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a conversa teve realmente lugar, mas a Rússia mantém a mesma posição e está pronta para apoiar Damasco oficial.

O especialista em questões islâmicas Georgy Engelgardt comentou para a Sputnik a declaração de Obama, notando a sua inflexibilidade – para os Estados Unidos a remoção de Assad é um objetivo que não depende das mudanças na Síria.

“Eles ‘colam’ o seu objetivo a qualquer novo contexto. Eles estabeleceram esse objetivo como uma prioridade que deve ser alcançada e não podem admitir que toda a luta requer a participação do governo de Assad como força principal. Obviamente, no contexto das relações muito difíceis com a Rússia, os EUA estão tentando amarrar Moscou à sua política através desta retórica”, disse Engelgardt.

Obama disse no seu discurso que a luta contra o grupo extremista não será rápida, que haverá "períodos de progresso e retrocesso". No entanto, ele está confiante de que a posição do Estado Islâmico está bastante enfraquecida.

O assessor do ministro da Informação da Síria, Ali al-Ahmad, observou que há uma contradição nos planos de Obama sobre a eliminação do EI porque “o Ocidente faz tudo o que pode para desvalorizar as instituições da Síria, incluindo o seu exército, para enfraquecê-lo, para criar um estado de caos e tumulto”.

Já na opinião de Engelgardt, há razões para crer que o EI tem continuado a expandir sua influência no mundo islâmico radical. Ele também apontou a inutilidade das tentativos dos EUA de preparar apoiantes entre a população local para combaterem os radicais.

“Os americanos se deparam com o seguinte: eles podem preparar as pessoas, mas não podem controlar sua ideologia. O fato é que os americanos compreendem bastante mal o difícil contexto local e os seus objetivos estão sempre muito longe de quaisquer metas dos grupos étnico-políticos locais que têm o verdadeiro poder. Qualquer grupo local sente que ele é usado e paga com a mesma moeda. Eles [os grupos] usam as novas capacidades técnicas para atingir seus objetivos. Eles não se importam com o que os americanos possam querer deles”, explicou o especialista.


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