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Adeus a tecnologias 'stealth': novo radar russo pode detectar aviões furtivos

Tecnologias russas capazes de detectar aviões furtivos do inimigo podem vir a fazer parte do sistema da defesa antiaérea unida da OTSC – Organização do Tratado de Segurança Coletiva, declarou o chefe do Estado-Maior Conjunto da aliança, Anatoly Sidorov.
Sputnik

Inovações russas capazes de desativar tecnologias furtivas do inimigo podem vir a ser usadas na criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, declarou militar, citado pelo jornal Rossiyskaya Gazeta. Sidorov comentou que essas inovações seriam eficazes tanto contra aviação do inimigo como contra ataques com mísseis.



O sistema Rezonans-NE funciona graças ao princípio de reflexão ressonante de ondas de rádio da superfície de aparelhos aéreos, facilitando vigilância de aeronaves e mísseis do inimigo, explicou Aleksandr Scherbinko, vice-diretor executivo da empresa de design Rezonans.

"Este modelo pode ser de grande interesse, levando em consideração criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, cuja inauguração est…

Obama: para vencer Estado Islâmico é necessário remover Assad

A ideologia do Estado Islâmico (EI) é uma séria ameaça para o mundo todo e não só para o Iraque e a Síria, disse o presidente dos EUA, Barack Obama.


Sputnik

A única maneira para derrotar o EI na Síria, disse Obama, é a formação de um novo governo sírio sem a participação do atual presidente Bashar Assad.


Presidente dos EUA, Barack Obama
Barack Obama © REUTERS/ Jonathan Ernst

“A única maneira de lidar com o EI na Síria é formar um novo governo sem Assad que sirva a todos os sírios… Eu deixei claro que os EUA vão continuar a trabalhar para essa mudança de poder”, afirmou Obama no seu discurso que a luta contra o grupo extremista na segunda-feira no Pentágono.

Ele acrescentou que, no final de maio, "discutiu isso com a liderança dos países do Golfo Pérsico, em Camp David e durante uma conversa telefónica recente com o presidente russo Vladimir Putin”.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a conversa teve realmente lugar, mas a Rússia mantém a mesma posição e está pronta para apoiar Damasco oficial.

O especialista em questões islâmicas Georgy Engelgardt comentou para a Sputnik a declaração de Obama, notando a sua inflexibilidade – para os Estados Unidos a remoção de Assad é um objetivo que não depende das mudanças na Síria.

“Eles ‘colam’ o seu objetivo a qualquer novo contexto. Eles estabeleceram esse objetivo como uma prioridade que deve ser alcançada e não podem admitir que toda a luta requer a participação do governo de Assad como força principal. Obviamente, no contexto das relações muito difíceis com a Rússia, os EUA estão tentando amarrar Moscou à sua política através desta retórica”, disse Engelgardt.

Obama disse no seu discurso que a luta contra o grupo extremista não será rápida, que haverá "períodos de progresso e retrocesso". No entanto, ele está confiante de que a posição do Estado Islâmico está bastante enfraquecida.

O assessor do ministro da Informação da Síria, Ali al-Ahmad, observou que há uma contradição nos planos de Obama sobre a eliminação do EI porque “o Ocidente faz tudo o que pode para desvalorizar as instituições da Síria, incluindo o seu exército, para enfraquecê-lo, para criar um estado de caos e tumulto”.

Já na opinião de Engelgardt, há razões para crer que o EI tem continuado a expandir sua influência no mundo islâmico radical. Ele também apontou a inutilidade das tentativos dos EUA de preparar apoiantes entre a população local para combaterem os radicais.

“Os americanos se deparam com o seguinte: eles podem preparar as pessoas, mas não podem controlar sua ideologia. O fato é que os americanos compreendem bastante mal o difícil contexto local e os seus objetivos estão sempre muito longe de quaisquer metas dos grupos étnico-políticos locais que têm o verdadeiro poder. Qualquer grupo local sente que ele é usado e paga com a mesma moeda. Eles [os grupos] usam as novas capacidades técnicas para atingir seus objetivos. Eles não se importam com o que os americanos possam querer deles”, explicou o especialista.


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