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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
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O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Obama: para vencer Estado Islâmico é necessário remover Assad

A ideologia do Estado Islâmico (EI) é uma séria ameaça para o mundo todo e não só para o Iraque e a Síria, disse o presidente dos EUA, Barack Obama.


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A única maneira para derrotar o EI na Síria, disse Obama, é a formação de um novo governo sírio sem a participação do atual presidente Bashar Assad.


Presidente dos EUA, Barack Obama
Barack Obama © REUTERS/ Jonathan Ernst

“A única maneira de lidar com o EI na Síria é formar um novo governo sem Assad que sirva a todos os sírios… Eu deixei claro que os EUA vão continuar a trabalhar para essa mudança de poder”, afirmou Obama no seu discurso que a luta contra o grupo extremista na segunda-feira no Pentágono.

Ele acrescentou que, no final de maio, "discutiu isso com a liderança dos países do Golfo Pérsico, em Camp David e durante uma conversa telefónica recente com o presidente russo Vladimir Putin”.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a conversa teve realmente lugar, mas a Rússia mantém a mesma posição e está pronta para apoiar Damasco oficial.

O especialista em questões islâmicas Georgy Engelgardt comentou para a Sputnik a declaração de Obama, notando a sua inflexibilidade – para os Estados Unidos a remoção de Assad é um objetivo que não depende das mudanças na Síria.

“Eles ‘colam’ o seu objetivo a qualquer novo contexto. Eles estabeleceram esse objetivo como uma prioridade que deve ser alcançada e não podem admitir que toda a luta requer a participação do governo de Assad como força principal. Obviamente, no contexto das relações muito difíceis com a Rússia, os EUA estão tentando amarrar Moscou à sua política através desta retórica”, disse Engelgardt.

Obama disse no seu discurso que a luta contra o grupo extremista não será rápida, que haverá "períodos de progresso e retrocesso". No entanto, ele está confiante de que a posição do Estado Islâmico está bastante enfraquecida.

O assessor do ministro da Informação da Síria, Ali al-Ahmad, observou que há uma contradição nos planos de Obama sobre a eliminação do EI porque “o Ocidente faz tudo o que pode para desvalorizar as instituições da Síria, incluindo o seu exército, para enfraquecê-lo, para criar um estado de caos e tumulto”.

Já na opinião de Engelgardt, há razões para crer que o EI tem continuado a expandir sua influência no mundo islâmico radical. Ele também apontou a inutilidade das tentativos dos EUA de preparar apoiantes entre a população local para combaterem os radicais.

“Os americanos se deparam com o seguinte: eles podem preparar as pessoas, mas não podem controlar sua ideologia. O fato é que os americanos compreendem bastante mal o difícil contexto local e os seus objetivos estão sempre muito longe de quaisquer metas dos grupos étnico-políticos locais que têm o verdadeiro poder. Qualquer grupo local sente que ele é usado e paga com a mesma moeda. Eles [os grupos] usam as novas capacidades técnicas para atingir seus objetivos. Eles não se importam com o que os americanos possam querer deles”, explicou o especialista.


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