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Erdogan: exército sírio parou de avançar para Afrin

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou que as tropas do governo sírio deixaram de avançar para a cidade de Afrin "após consultas", realizadas pelo líder turco nesta segunda-feira.
Sputnik

As tropas do governo sírio "foram realmente detidas ontem (segunda-feira)", afirmou Erdogan, segundo a agência de notícias Anadolu. Segundo o chefe de Estado, isso aconteceu "após consultas". No entanto, Erdogan não especificou à que consultas estaria se referindo.


Nesta segunda-feira, o líder turco discutiu a situação em Afrin durante conversa telefônica com seus homólogos russo e iraniano, Vladimir Putin e Hassan Rouhani.

Erdogan também afirmou que as milícias pró-governo que tentaram entrar em Afrin nesta terça-feira, e que foram repelidas pelas tropas turcas, o fizeram por iniciativa própria.

"A milícia síria decidiu entrar em Afrin por conta própria. Isso é inaceitável e não ficará sem resposta", alertou Erdogan.

Anteriormente, a imprensa infor…

Opinião: Pentágono só tem uma versão do futuro – a guerra

A nova estratégia militar dos EUA, segundo um jornalista americano, é um guia sobre a forma de governar o mundo usando a força militar.


Sputnik

Segundo Mike Whitney, o Pentágono não vê outro futuro para o seu país além da agressão a fim de proteger a segurança nacional. Enquanto isso, as principais "ameaças à ordem mundial" — a Rússia e a China — estão planejando estabelecer uma zona de livre comércio.


Soldados norte-americanos no Afeganistão
© AFP 2015/ Johannes EISELE

Em 1 de julho a Secretaria da Defesa dos EUA publicou a sua nova estratégia militar, que o jornalista chamou, no seu artigo na publicação Counter Punch, de “guia de 24 páginas sobre a forma de governar o mundo usando a força militar”.

A principal mensagem da nova estratégia, de acordo com o jornalista, é alcançar os objetivos usando quaisquer meios e, em muito, é a estratégia de perseguir os seus interesses usando a violência.

Whitney sublinha que o documento “Estratégia Militar Nacional para 2015” dá a sensação de que os EUA não têm qualquer remorso por todas as mortes e destruições que Washington provocou com suas operações em outros países.

A única justificativa para uma política destas, destaca o jornalista, é como sempre "a segurança nacional". O autor ironicamente escreveu que os EUA não começam a agressão contra países inocentes com vastos recursos naturais. Eles protegem "os interesses da segurança nacional."

Mike Whitney sublinhou:

“Guerra, guerra e ainda mais guerra. Esta é o único futuro que o Pentágono vê. Essa visão difere da russa e chinesa, em uma altura em que os dois países estão planejando uma área de livre comércio, que poderá aumentar o nível de emprego, melhorar a infraestrutura e elevar o padrão de vida, enquanto os EUA têm à frente apenas a morte e destruição.”

Entre os inimigos principais dos EUA são indicados o Irã, a Rússia e a China. E apesar do fato de que nenhum dos países mostra desejo de iniciar um confronto militar aberto, Washington vê-los como a grave ameaça para a segurança de toda a comunidade mundial. O jornalista também comentou a situação na Ucrânia:

“Um dos temas principais da nova estratégia militar dos EUA é a Rússia, que teve a audácia de defender os seus interesses nacionais, após o Departamento de Estado dos EUA ter realizado um golpe de Estado na Ucrânia."

Whitney opina que o Pentágono mais uma vez apresentou aos seus cidadãos a Doutrina Bush, suavizando um pouco a retórica. Não há necessidade de assustar as pessoas gritando sobre uma agressão não provocada, desrespeito do direito internacional. Todo o mundo sabe que os EUA farão tudo o que querem e a nova estratégia militar só confirma este fato triste, resumiu Mike Whitney.


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