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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Opinião: Pentágono só tem uma versão do futuro – a guerra

A nova estratégia militar dos EUA, segundo um jornalista americano, é um guia sobre a forma de governar o mundo usando a força militar.


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Segundo Mike Whitney, o Pentágono não vê outro futuro para o seu país além da agressão a fim de proteger a segurança nacional. Enquanto isso, as principais "ameaças à ordem mundial" — a Rússia e a China — estão planejando estabelecer uma zona de livre comércio.


Soldados norte-americanos no Afeganistão
© AFP 2015/ Johannes EISELE

Em 1 de julho a Secretaria da Defesa dos EUA publicou a sua nova estratégia militar, que o jornalista chamou, no seu artigo na publicação Counter Punch, de “guia de 24 páginas sobre a forma de governar o mundo usando a força militar”.

A principal mensagem da nova estratégia, de acordo com o jornalista, é alcançar os objetivos usando quaisquer meios e, em muito, é a estratégia de perseguir os seus interesses usando a violência.

Whitney sublinha que o documento “Estratégia Militar Nacional para 2015” dá a sensação de que os EUA não têm qualquer remorso por todas as mortes e destruições que Washington provocou com suas operações em outros países.

A única justificativa para uma política destas, destaca o jornalista, é como sempre "a segurança nacional". O autor ironicamente escreveu que os EUA não começam a agressão contra países inocentes com vastos recursos naturais. Eles protegem "os interesses da segurança nacional."

Mike Whitney sublinhou:

“Guerra, guerra e ainda mais guerra. Esta é o único futuro que o Pentágono vê. Essa visão difere da russa e chinesa, em uma altura em que os dois países estão planejando uma área de livre comércio, que poderá aumentar o nível de emprego, melhorar a infraestrutura e elevar o padrão de vida, enquanto os EUA têm à frente apenas a morte e destruição.”

Entre os inimigos principais dos EUA são indicados o Irã, a Rússia e a China. E apesar do fato de que nenhum dos países mostra desejo de iniciar um confronto militar aberto, Washington vê-los como a grave ameaça para a segurança de toda a comunidade mundial. O jornalista também comentou a situação na Ucrânia:

“Um dos temas principais da nova estratégia militar dos EUA é a Rússia, que teve a audácia de defender os seus interesses nacionais, após o Departamento de Estado dos EUA ter realizado um golpe de Estado na Ucrânia."

Whitney opina que o Pentágono mais uma vez apresentou aos seus cidadãos a Doutrina Bush, suavizando um pouco a retórica. Não há necessidade de assustar as pessoas gritando sobre uma agressão não provocada, desrespeito do direito internacional. Todo o mundo sabe que os EUA farão tudo o que querem e a nova estratégia militar só confirma este fato triste, resumiu Mike Whitney.


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