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Países muçulmanos reconhecem Jerusalém como capital do Estado da Palestina

Os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) acordaram nesta quarta-feira reconhecer Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidaram as outras nações a fazer o mesmo, em resposta à decisão dos EUA de declarar Jerusalém como capital de Israel.
EFE

"Declaramos Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidamos todos os países a reconhecer o Estado da Palestina com Jerusalém Oriental como sua capital ocupada", indica a minuta da declaração preparada nesta quarta-feira em Istambul por esta organização, formada por 57 países de maioria muçulmana.


A OCI, formada por 57 países de maioria muçulmana, inclui desde sua fundação em 1969 a Palestina como membro pleno, com sua capital em Jerusalém.

O documento, apresentado pelos "reis, chefes de Estado e de Governo dos Estados membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI)", apresenta em 23 pontos a postura do mundo muçulmano perante a decisão dos EUA.

Nesse texto, a OCI &quo…

Para Conselho de Segurança, missão de paz gerida pela ONU na Somália seria uma ‘iniciativa de alto risco’

Diante das ameaças representadas por militantes do Al-Shabaab, o secretário-geral assistente para as operações de paz da ONU, Edmond Mulet, considera uma missão de paz das Nações Unidas na Somália um passo arriscado.


Agência ONU

Apesar dos avanços feitos pela Missão da União Africana na Somália (AMISOM), uma missão de paz das Nações Unidas no país seria uma “iniciativa de alto risco” considerando as ameaças representadas por militantes do Al-Shabaab, alertou o secretário-geral assistente para Operações de Paz da ONU ao Conselho de Segurança nesta quinta-feira (16).


Mercado nas ruas de Mogadiscío, capital da Somália. Foto: AU-ONU-IST/Stuart PriceMercado nas ruas de Mogadiscío, capital da Somália. Foto: AU-ONU-IST/Stuart Price

“O progresso não seria possível sem o sacrifício continuo das tropas da AMISOM e do Exército Nacional Somali. Seu heroísmo merece nossa homenagem coletiva”, disse Edmond Mulet. “Entretanto, diante dos avanços, o Al-Shabaab continua se adaptando, com ataques assimétricos e bloqueio ao acesso de algumas das áreas recém-recuperadas”, alertou.

O representante sublinhou a necessidade neste momento de ampliar a autoridade do Estado em todo o território somali e solicitou o apoio internacional neste sentido. Uma estratégia foi designada para criar um ambiente favorável para o processo político em Mogadíscio, capital da Somália, e outras regiões durante os próximos 18 meses, e seria guiada por três objetivos interligados: permitir o processo político em todos os níveis; reiniciar operações ofensivas contra o Al-Shabaab assim que possível; e permitir esforços de consolidação.

Reconhecendo que a eficiência e eficácia da AMISOM devem melhorar, Mulet mencionou que as tropas serão mantidas até o final de 2016, conforme recomendação do secretário-geral da ONU. E citou que a União Africana e o Conselho de Segurança autorizaram a reconfiguração da missão para alcançar um melhor desempenho.

No entanto, frisou, “a estratégia proposta de segurança somente irá funcionar se as instituições de segurança somalis forem apoiadas para, progressivamente, assumirem maior responsabilidade pela sua própria segurança.”


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