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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Para Conselho de Segurança, missão de paz gerida pela ONU na Somália seria uma ‘iniciativa de alto risco’

Diante das ameaças representadas por militantes do Al-Shabaab, o secretário-geral assistente para as operações de paz da ONU, Edmond Mulet, considera uma missão de paz das Nações Unidas na Somália um passo arriscado.


Agência ONU

Apesar dos avanços feitos pela Missão da União Africana na Somália (AMISOM), uma missão de paz das Nações Unidas no país seria uma “iniciativa de alto risco” considerando as ameaças representadas por militantes do Al-Shabaab, alertou o secretário-geral assistente para Operações de Paz da ONU ao Conselho de Segurança nesta quinta-feira (16).


Mercado nas ruas de Mogadiscío, capital da Somália. Foto: AU-ONU-IST/Stuart PriceMercado nas ruas de Mogadiscío, capital da Somália. Foto: AU-ONU-IST/Stuart Price

“O progresso não seria possível sem o sacrifício continuo das tropas da AMISOM e do Exército Nacional Somali. Seu heroísmo merece nossa homenagem coletiva”, disse Edmond Mulet. “Entretanto, diante dos avanços, o Al-Shabaab continua se adaptando, com ataques assimétricos e bloqueio ao acesso de algumas das áreas recém-recuperadas”, alertou.

O representante sublinhou a necessidade neste momento de ampliar a autoridade do Estado em todo o território somali e solicitou o apoio internacional neste sentido. Uma estratégia foi designada para criar um ambiente favorável para o processo político em Mogadíscio, capital da Somália, e outras regiões durante os próximos 18 meses, e seria guiada por três objetivos interligados: permitir o processo político em todos os níveis; reiniciar operações ofensivas contra o Al-Shabaab assim que possível; e permitir esforços de consolidação.

Reconhecendo que a eficiência e eficácia da AMISOM devem melhorar, Mulet mencionou que as tropas serão mantidas até o final de 2016, conforme recomendação do secretário-geral da ONU. E citou que a União Africana e o Conselho de Segurança autorizaram a reconfiguração da missão para alcançar um melhor desempenho.

No entanto, frisou, “a estratégia proposta de segurança somente irá funcionar se as instituições de segurança somalis forem apoiadas para, progressivamente, assumirem maior responsabilidade pela sua própria segurança.”


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