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Argentina concorda em construir bases norte-americanas em seu território

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, aprovou a construção no país de várias bases militares dos EUA, informou no sábado (21) o portal mexicano Aristegui Noticias com referência a fontes informadas.
Sputnik

De acordo com o portal, trata-se de ao mínimo três bases militares a serem construídas nas províncias de Neuquén (onde fica a jazida de gás de xisto Vaca Muerta), Misiones e Tierra del Fuego, de onde se pode controlar a Antártida.

A sua criação deve ser financiada pelo Comando Sul dos EUA. Um dos principais adeptos da criação de bases seria a ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich.

Além disso, nota o portal mexicano, a ministra elogiou a chegada ao país de instrutores americanos que efetuam a preparação dos policiais argentinos antes da cúpula do G20 em novembro. Isso viola as atuais leis argentinas, porque é necessário obter a autorização do Congresso para tais ações, algo que não foi feito.

WikiLeaks: espionagem total da NSA na Europa

Apenas alguns dias depois de ter sido revelado que a NSA realizou espionagem económica contra a França, os novos documentos do WikiLeaks revelam que os governos dos EUA e do Reino Unido grampearam a chanceler alemã Angela Merkel e outros funcionários durante as discussões sobre a crise financeira grega.


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"A publicação de hoje mostra ainda que a campanha de espionagem económica dos Estados Unidos estende-se à Alemanha e às instituições europeias-chave, como o Banco Central da UE, envolvendo também a crise na Grécia", diz o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. 


A chanceler alemã Angela Merkel fala com o presidente dos EUA Barack Obama
Angela Merkel e Barack Obama © REUTERS/ Michael Kappeler

Os novos documentos destacam dezenas de altos responsáveis alemães que a Agência de Segurança Nacional considerava como "objetos de alta prioridade". Os funcionários são classificados pelo seu cargo em "assuntos políticos" e "desenvolvimento das finanças internacionais".

Os documentos também revelam a extensão da cooperação da NSA e da GCHQ (Government Communications Headquarters, serviço secreto inglês) na espionagem contra outros países aliados.

"Nossa publicação de hoje também mostra como o Reino Unido está ajudando os EUA na espionagem sobre questões centrais da Europa. Teriam a Alemanha e a França seguido com o plano de resgate do BRICS para a Grécia se estas informações não tivessem sido coletadas e entregues aos EUA, que devem ter ficado horrorizados com as implicações geopolíticas", lê-se no documento divulgado pelo WikiLeaks.

Entre as informações interceptadas há conversas de Angela Merkel com o seu assistente pessoal que revelam deliberações contraditórias em relação à solução da crise grega.

"Merkel teve medo de que Atenas fosse incapaz de superar seus problemas mesmo com uma margem de avaliação adicional, uma vez que não seria capaz de lidar com a dívida".

"Além disso, ela tinha dúvidas de que o envio de peritos financeiros para a Grécia ajudasse a manter o sistema financeiro sob controle".

Finalmente a solução preferida de Merkel foi "adotar um imposto sobre as transações financeiras (ITF)" já no próximo ano.

Outro documento indica o apoio da Alemanha ao plano de resgate do FMI financiado pelos países dos BRICS.

"Primeiro, o governo alemão queria soluções que funcionassem no contexto da atual legislação europeia", diz-se no documento. Por outro lado, os alemães iriam apoiar um fundo especial do FMI em que os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reuniriam meios financeiros com o objetivo de reforçar os resgates da zona do euro.

Na segunda-feira, o WikiLeaks divulgou documentos que provam que a espionagem dos EUA contra a França foi ainda mais profunda do que se acreditava anteriormente. A espionagem praticada pela agência de segurança nacional (NSA) dos Estados Unidos na Alemanha e na França foi muito além do "grampo" no celular da chanceler Angela Merkel, e envolveu vários ministros europeus bem como espionagem sobre a questão da crise na Grécia.



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