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PropHiper - Mais rápido do que uma bala

Pesquisadores brasileiros desenvolvem veículo aéreo que se deslocará em velocidade hipersônica
DefesaNet

Se tudo correr como planejado, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizará dentro de dois anos o ensaio em voo do primeiro motor aeronáutico hipersônico feito no país. O teste integra um projeto mais amplo cujo objetivo é dominar o ciclo de desenvolvimento de veículos hipersônicos, que voam, no mínimo, a cinco vezes a velocidade do som, ou Mach 5.
Mach é uma unidade de medida de velocidade correspondente a cerca de 1.200 quilômetros por hora (km/h). O programa é coordenado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), um dos centros de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da FAB, em parceria com a empresa Orbital Engenharia, ambos de São José dos Campos (SP).

Além do motor hipersônico, o projeto Propulsão Hipersônica 14-X (PropHiper), iniciado em 2006, prevê a construção de um veículo aéreo não tripulado (VANT), onde o motor será instalado. Batizado de 14-X, …

EUA poderão bombardear tropas governamentais na Síria

O presidente dos EUA Barack Obama deu a permissão de usar a aviação militar para defender as tropas treinadas com apoio americano, escreve o jornal estadunidense The Wall Street Journal.


Sputnik

Aviões americanos poderão ser usados tanto no caso de ataques de grupos terroristas quanto no caso de confrontos entre a oposição síria apoiada pelos EUA e as forças governamentais leais ao presidente da Síria Bashar Assad. 

Kobane após ataques aéreos realizados pela aviação americana
Bombardeio dos EUA a Kobane, na Síria © AP Photo/ Vadim Ghirda

Segundo os dados do The Wall Street Journal, os responsáveis americanos opinam que esta decisão pôs fim aos debates ocorridos nos EUA durante os últimos meses sobre o papel que os soldados americanos devem ter no apoio aos seus aliados no campo de batalha na Síria. Trata-se da assim chamada “oposição moderada síria” que luta contra o Estado Islâmico e contra o regime de Assad.

A permissão de bombardear as tropas governamentais sírias pode aumentar o risco de conflito aberto entre os EUA e Bashar Assad, sublinha a edição.

Porém, os militares americanos tentam acalmar a situação dizendo que a possibilidade de confrontos com forças governamentais não é muito alta neste momento.

“As forças recentemente treinadas visam combater contra o grupo radical Estado Islâmico, mas não contra o regime [de Assad] e, por isso, não ficarão instaladas nas áreas que estão sob controle deste último”, alega o The Wall Street Journal as palavras dos militares.

Entretanto está claro que a decisão mencionada abre um espaço por provocações americanas contra o regime legítimo de Assad.

Curiosamente, os próprios EUA confessam que treinaram um número muito pequeno de oposicionistas sírios “moderados”:

“Até 3 de julho foram preparados 60 combatentes. Esse número é muito menor do que esperávamos. Em parte, isso aconteceu devido ao processo de verificação dos futuros soldados”, disse o secretário da Defesa dos EUA Ashton Carter nas audições no Senado.

Isto significa que as forças da oposição síria treinadas pelos americanos ainda não podem ser consideradas como um fator militar significativo no teatro sírio de operações. Assim, a permissão de bombardear as tropas governamentais sírias deve antes ser vista como uma tentativa de minar as negociações sobre a regularização da crise na Síria que devem acontecer hoje (3) na capital do Qatar, Doha.

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