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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Ex-diplomata da Austrália defende reintegração da Crimeia à Rússia

O ex-primeiro-secretário da Embaixada da Austrália em Moscou, Gregory Clark, assinou um artigo no diário Japan Times intitulado “A Rússia quer ser compreendida”. No texto, ele argumenta que a postura de Moscou da Crimeia ser uma parte essencial da Federação Russa merece ser levada em consideração, mas o Ocidente prefere não atender.


Sputnik

O ex-diplomata australiano lembrou que durante os tempos soviéticos o leste da Ucrânia se assemelhava “um pouco à Rússia”. Ele especificamente ressaltou o fato de que mais de um milhão de refugiados dos combates no leste da Ucrânia decidirem ir para a Rússia, em vez de se mudar em outro lugar do território ucraniano.


Crimeia
Crimeia © Sputnik/ Taras Litvinenko

“A Crimeia era totalmente russa nos tempos soviéticos. Ainda é muito russa, embora também aconteçam esforços genuínos para reviver a língua turca dos povos tártaros da Crimeia”, disse Clark.


Clark observou que as autoridades de Kiev não conseguiram alcançar sucesso na popularização da língua ucraniana na Crimeia. Além disso, acrescentou o ex-diplomata, Moscou tem uma série de argumentos judiciais para chamar a península como uma parte essencial da Rússia. Em particular, apontou a decisão do então líder soviético Nikita Khrushchev de entregar a região para a Ucrânia em 1954. “Foi tecnicamente ilegal, porque nunca chegou a ser ratificada pelo Soviete Supremo.”

Além disso, Clark jogou água fria sobre as acusações dos EUA que insistem que a decisão de Moscou de separar a Crimeia da soberania da Ucrânia é uma clara violação do direito internacional e merece sanções.

“Mas, nesse caso o Ocidente seria muito culpado sobre o Kosovo, onde foram utilizadas bombas para negar a soberania sérvia. Na Crimeia, eles dizem que baseou-se essencialmente em um referendo”, concluiu Clark.

A península da Criméia se separou da Ucrânia para se juntar a Rússia em março de 2014 após um referendo em que mais de 96% da população votaram a favor da secessão. O governo central ucraniano e seus aliados ocidentais chamaram a votação uma “anexação”, enquanto a Rússia assinalou que as ações da população local estavam dentro do quadro do direito internacional.

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