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Análise: presidente ucraniano mata sua indústria ao introduzir novas sanções contra Rússia

O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, assinou um decreto sobre as sanções contra a Rússia adotadas pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia. O especialista Eduard Popov falou com a Sputnik e indicou qual o principal objetivo perseguido pelo governo ucraniano com tal iniciativa.
Sputnik

Em 2 de maio, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia ampliou as medidas restritivas em relação a diversas pessoas físicas e jurídicas russas, bem como prolongou a vigência das sanções introduzidas anteriormente.

Segundo informou a assessoria de imprensa da entidade, as sanções são aplicadas a pessoas "relacionadas com a agressão no ciberespaço e no campo informacional" contra a Ucrânia, "ações criminosas" contra os cidadãos ucranianos detidos na Rússia, bem como aos deputados da Duma de Estado e do Conselho da Federação da Rússia.

O diretor do Centro de Cooperação Pública e Informativa "Europa", Eduardo Popov, disse ao serviço russo da Rádio Sp…

Mistral: França fica sem dinheiro e com navios que não poderá usar

Para políticos franceses, a do Mistral é uma história “escandalosa”.


Sputnik

Nesta quinta-feira, a França finalmente devolveu à Rússia o montante do pagamento preliminar pelos navios porta-helicópteros Mistral, que Moscou tinha se comprometido a comprar no ano passado. Mesmo assim, quase um ano de recusas e vacilações fazem do assunto uma “história escandalosa”, acredita Yvan Blot, ex-deputado do Parlamento Europeu e antigo conselheiro do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.


Mistral em Saint Nazaire. Foto de arquivo
© AFP 2015/ Jean-Sebastien Evrard

“É uma história escandalosa. Primeiro, a França, como Estado, está passando por sérias dificuldades financeiras. Pagar 1,2 bilhões de euros à Rússia por não ter fornecido dois navios é pouco oportuno agora. Segundo, é um duro golpe contra a nossa reputação internacional. A França sempre atuou como um significante vendedor de armamentos. E muitos países hoje podem pensar se realmente adianta comprar algo da França. É um grande erro do ponto de vista econômico”, disse Blot à Sputnik.


O ex-conselheiro presidencial acredita que o presidente atual, do Partido Socialista, fez uma escolha errada. Estava com duas opções – continuar com o contrato russo, entregando os dois navios e ficando com a totalidade do dinheiro previsto pelo contrato. Ou cessar de cumprir as obrigações previstas pelo contrato para atender à exigência dos EUA que culpam a Rússia pelo conflito na Ucrânia.

“Uma escolha incomum para um socialista a de M. Hollande”, acha Blot. “A América não irá salvar-nos das dificuldades econômicas. Mas agora, os EUA se sentem à vontade dando ordens à França, especialmente vista a relação íntima com o Partido Socialista que originou logo depois da Segunda Guerra Mundial, sob o pano de fundo anticomunista”, adverte.

Não só os EUA, porém: o político cita também a Alemanha, afirmando que a França está dependente do país vizinho, “por isso as relações da França com a Rússia dependem das relações da Alemanha com a Rússia”.

A presidente do partido Frente Nacional, terceiro maior partido da França, Marine Le Pen, coincidiu com Blot em um comunicado:

“O fim oficial do contrato dos porta-helicópteros Mistral é um erro sério de François Hollande e causa um prejuízo sério à reputação da França”, disse Le Pen.

Agora, a França ficou com dois navios com os quais gastou uma fortuna e os quais não poderá implantar na sua Marinha. Entre os países que poderiam comprá-los, salvando Paris, já foram listados o Canadá e até mesmo o Brasil. O último desmentiu oficialmente tal possibilidade.

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