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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Mistral: França fica sem dinheiro e com navios que não poderá usar

Para políticos franceses, a do Mistral é uma história “escandalosa”.


Sputnik

Nesta quinta-feira, a França finalmente devolveu à Rússia o montante do pagamento preliminar pelos navios porta-helicópteros Mistral, que Moscou tinha se comprometido a comprar no ano passado. Mesmo assim, quase um ano de recusas e vacilações fazem do assunto uma “história escandalosa”, acredita Yvan Blot, ex-deputado do Parlamento Europeu e antigo conselheiro do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.


Mistral em Saint Nazaire. Foto de arquivo
© AFP 2015/ Jean-Sebastien Evrard

“É uma história escandalosa. Primeiro, a França, como Estado, está passando por sérias dificuldades financeiras. Pagar 1,2 bilhões de euros à Rússia por não ter fornecido dois navios é pouco oportuno agora. Segundo, é um duro golpe contra a nossa reputação internacional. A França sempre atuou como um significante vendedor de armamentos. E muitos países hoje podem pensar se realmente adianta comprar algo da França. É um grande erro do ponto de vista econômico”, disse Blot à Sputnik.


O ex-conselheiro presidencial acredita que o presidente atual, do Partido Socialista, fez uma escolha errada. Estava com duas opções – continuar com o contrato russo, entregando os dois navios e ficando com a totalidade do dinheiro previsto pelo contrato. Ou cessar de cumprir as obrigações previstas pelo contrato para atender à exigência dos EUA que culpam a Rússia pelo conflito na Ucrânia.

“Uma escolha incomum para um socialista a de M. Hollande”, acha Blot. “A América não irá salvar-nos das dificuldades econômicas. Mas agora, os EUA se sentem à vontade dando ordens à França, especialmente vista a relação íntima com o Partido Socialista que originou logo depois da Segunda Guerra Mundial, sob o pano de fundo anticomunista”, adverte.

Não só os EUA, porém: o político cita também a Alemanha, afirmando que a França está dependente do país vizinho, “por isso as relações da França com a Rússia dependem das relações da Alemanha com a Rússia”.

A presidente do partido Frente Nacional, terceiro maior partido da França, Marine Le Pen, coincidiu com Blot em um comunicado:

“O fim oficial do contrato dos porta-helicópteros Mistral é um erro sério de François Hollande e causa um prejuízo sério à reputação da França”, disse Le Pen.

Agora, a França ficou com dois navios com os quais gastou uma fortuna e os quais não poderá implantar na sua Marinha. Entre os países que poderiam comprá-los, salvando Paris, já foram listados o Canadá e até mesmo o Brasil. O último desmentiu oficialmente tal possibilidade.

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