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Morte made in Brazil: conflitos no Oriente Médio alavancam exportação de armamento do país

Uma missão árabe chegou ao Brasil interessada na compra de cargueiros KC-390 fabricados pela Embraer. A visita é resultado do esforço do Grupo Parlamentar Brasil-Arábia Saudita, criado no início deste mês, para aproximar os dois países no campo de defesa militar.
Sputnik

O KC-390 vai substituir os Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB), é o maior avião produzido na América e foi concebido como um jato militar de transporte, anunciado pela primeira vez na edição de 2007 da Latin America Aero & Defence (LAAD), no Rio de Janeiro. A produção do avião, com capacidade para 23 toneladas de carga, envolve parcerias com fornecedores de peças de Argentina, Portugal e República Tcheca. Com um custo unitário de US$ 85 milhões, o KC-390, em fase final de testes, tem recebido propostas de compra de vários países.



A compra do cargueiro, porém, é apenas um detalhe na exportação brasileira de armamentos não só para a Arábia Saudita, como também para vários países do Oriente Médio e do Norte d…

Kiev quer manter Ucrânia em guerra deliberadamente

Na véspera da reunião do presidente ucraniano Pyotr Poroshenko com os seus colegas francês e alemã, François Hollande e Angela Merkel, em Berlim, parece que já é tarde demais e a trégua não é nada necessária para a Ucrânia, nota a edição alemã Telepolis.


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Kiev cumpriu e continua cumprindo os acordos de Minsk só formalmente. Na realidade, as autoridades ucranianas tentam manter o país em um estado de guerra, e fazer assim que ela não tem que fornecer o estatuto especial ao Donbass, escreve o jornal alemão Telepolis.


Presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko
Piotr Poroshenko © AP Photo/ Efrem Lukatsky

O ponto mais problemático dos acordos de Minsk para a Ucrânia é a prestação deste estatuto especial às repúblicas não reconhecidas, relata a edição alemã.

Não é um segredo, diz a edição, que o atual governo ucraniano tentou ignorar os acordos de Minsk tentando conter ainda mais por meios políticos, econômicos e militares o que ela chama de "agressão russa". O objetivo perseguido por Kiev é provocar milícias, segundo afirma o jornal.

Telepolis, no entanto, observa que as milícias e Kiev recusam-se de negociações bilaterais.

A Ucrânia está preparando uma blitzkrieg na Donbass. Este ponto de vista é compartilhado por os especialistas militares que estudam a dinâmica dos eventos no sudeste da Ucrânia.

"Houve um deslocamento de tropas e de equipamento militar ucraniano para as linhas de frente em três direções", diz o especialista militar Ivan Konovalov.

"Três grupos com nomes simples. O "Sul", cujo objetivo é cortar a capital de Donbass da fronteira russo-ucraniana. O "Norte" deve dividir RPD [autoproclamada República Popular de Donetsk] e RPL [autoproclamada República Popular de Lugansk] uma da outra e o grupo "Centro" para atacar a cidade de Donetsk".

Na linha de frente, de acordo com as estimativas dos peritos, Kiev juntou cerca de 65 mil soldados, assim como quase dois mil veículos blindados pesados e cerca de mil armas diferentes, incluindo os lançadores de foguetes tipo Grad.

No dia 24 de agosto em Berlim, pela iniciativa de Pyotr Poroshenko, será realizada a reunião entre os líderes da Ucrânia, França e Alemanha.

A Rússia reagiu à falta de um convite para esta reunião. O Ministro das Relações Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, observou que a reunião em Berlim não é o "formato de Normandia". Ele também expressou a esperança de que a reunião trilateral será de carácter educativo e Hollande e Merkel vão empurrar Kiev para cumprir os acordos de Minsk.

O jornal supõe que Poroshenko em Berlim provavelmente vai pedir a França e a Alemanha para "tomar medidas decisivas para combater a suposta agressão russa". Kiev declara que as milícias não cumprem os acordos de Minsk, apesar do fato de que os representantes da OSCE têm acusado disso o lado ucraniano.

Do ponto de vista do jornal alemão, parece que e nem Kiev nem as milícias não mostram mais interesse na trégua. Por tanto, Merkel e Hollande vão fazer tudo para evitar a "vergonha", já que os acordos de Minsk estão firmemente associados com os seus nomes.


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