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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

Kiev quer manter Ucrânia em guerra deliberadamente

Na véspera da reunião do presidente ucraniano Pyotr Poroshenko com os seus colegas francês e alemã, François Hollande e Angela Merkel, em Berlim, parece que já é tarde demais e a trégua não é nada necessária para a Ucrânia, nota a edição alemã Telepolis.


Sputnik

Kiev cumpriu e continua cumprindo os acordos de Minsk só formalmente. Na realidade, as autoridades ucranianas tentam manter o país em um estado de guerra, e fazer assim que ela não tem que fornecer o estatuto especial ao Donbass, escreve o jornal alemão Telepolis.


Presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko
Piotr Poroshenko © AP Photo/ Efrem Lukatsky

O ponto mais problemático dos acordos de Minsk para a Ucrânia é a prestação deste estatuto especial às repúblicas não reconhecidas, relata a edição alemã.

Não é um segredo, diz a edição, que o atual governo ucraniano tentou ignorar os acordos de Minsk tentando conter ainda mais por meios políticos, econômicos e militares o que ela chama de "agressão russa". O objetivo perseguido por Kiev é provocar milícias, segundo afirma o jornal.

Telepolis, no entanto, observa que as milícias e Kiev recusam-se de negociações bilaterais.

A Ucrânia está preparando uma blitzkrieg na Donbass. Este ponto de vista é compartilhado por os especialistas militares que estudam a dinâmica dos eventos no sudeste da Ucrânia.

"Houve um deslocamento de tropas e de equipamento militar ucraniano para as linhas de frente em três direções", diz o especialista militar Ivan Konovalov.

"Três grupos com nomes simples. O "Sul", cujo objetivo é cortar a capital de Donbass da fronteira russo-ucraniana. O "Norte" deve dividir RPD [autoproclamada República Popular de Donetsk] e RPL [autoproclamada República Popular de Lugansk] uma da outra e o grupo "Centro" para atacar a cidade de Donetsk".

Na linha de frente, de acordo com as estimativas dos peritos, Kiev juntou cerca de 65 mil soldados, assim como quase dois mil veículos blindados pesados e cerca de mil armas diferentes, incluindo os lançadores de foguetes tipo Grad.

No dia 24 de agosto em Berlim, pela iniciativa de Pyotr Poroshenko, será realizada a reunião entre os líderes da Ucrânia, França e Alemanha.

A Rússia reagiu à falta de um convite para esta reunião. O Ministro das Relações Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, observou que a reunião em Berlim não é o "formato de Normandia". Ele também expressou a esperança de que a reunião trilateral será de carácter educativo e Hollande e Merkel vão empurrar Kiev para cumprir os acordos de Minsk.

O jornal supõe que Poroshenko em Berlim provavelmente vai pedir a França e a Alemanha para "tomar medidas decisivas para combater a suposta agressão russa". Kiev declara que as milícias não cumprem os acordos de Minsk, apesar do fato de que os representantes da OSCE têm acusado disso o lado ucraniano.

Do ponto de vista do jornal alemão, parece que e nem Kiev nem as milícias não mostram mais interesse na trégua. Por tanto, Merkel e Hollande vão fazer tudo para evitar a "vergonha", já que os acordos de Minsk estão firmemente associados com os seus nomes.


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