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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Marinha da Rússia ganha reforço na Frota do Norte

Novo navio de reconhecimento é capaz de monitorar sistemas de defesa antimísseis norte-americanos.


OLEG KULECHOV, ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

Durante as comemorações do Dia da Marinha de Guerra, no final de julho, a bandeira de Santo Andrei, que representa a Marinha Russa, foi hasteada no mais novo navio de comunicação Iúri Ivânovo, do projeto 18280. Com calado de cinco metros, o navio tem 4.000 toneladas e está equipado com um poderoso complexo de reconhecimento eletromagnético.


Iúri Ivânovo é um dos quatro modelos da mesma classe que serão construídos em um futuro próximo
Iúri Ivânovo é um dos quatro modelos da mesma classe que serão construídos em um futuro próximo Foto:Vitáli Nevar/TASS

Apesar de ser considerado um navio de comunicação, trata-se, na prática, de um veículo de reconhecimento. Sua principal tarefa é assegurar as comunicações e o controle da frota, bem como o reconhecimento eletromagnético e de guerra eletrônica.

“Tendo em vista a instalação de sistemas norte-americanos de defesa antimíssil perto das fronteiras da Rússia, a prioridade agora é rastrear os componentes móveis do sistema de radares Aegis”, explica o editor do jornal “The Independent Military Review”, Vladímir Cherbakov.

O navio foi concebido para rastrear as emissões dos diversos componentes dos sistemas de defesa antimíssil dos Estados Unidos. Os seus equipamentos são capazes de detectar sinais em uma ampla faixa de frequência e determinar com exatidão a procedência deles.

A expectativa é que o novo equipamento supervisione os arsenais estratégicos de diversos países, incluindo os lançamentos de mísseis interceptadores e balísticos. Além disso, terá capacidade de controlar o lançamento de mísseis balísticos intercontinentais russos, mesmo quando lançados de submarinos.

O Iúri Ivânovo poderá ainda acompanhar os testes de novos e avançados mísseis estratégicos estrangeiros, bem como de aviões hipersônicos, ogivas de alta precisão e mísseis de cruzeiro, fornecendo informações abrangentes e atualizadas ao Comando Militar russo.

A embarcação, que completou recentemente todos os testes, prepara-se agora para a transferência ao setor operativo da Frota do Norte em uma das bases da península de Kola.

Está prevista a construção de, pelo menos, quatro navios da mesma classe, destinados às frotas do Norte, Pacífico, Báltico e do Mar Negro.

Herdeiro da Frota Espacial


O Iúri Ivânovo não é o único navio de reconhecimento da Marinha russa. No tempo da Marinha soviética, essas tarefas eram realizadas por embarcações do Complexo de Aferição (KMC), envolvidas no controle de voo dos mísseis balísticos e determinação dos parâmetros de suas trajetórias.

Os navios do KMC não acompanhavam somente os mísseis soviéticos, mas também monitoravam aparatos espaciais de outros países.

Na década de 1960, essas navios eram capazes de extrair dados sobre explosões nucleares norte-americanas realizadas no espaço. Devido às missões realizadas, eles passaram a ser chamados de “Frota Espacial da União Soviética”.

Desses navios, apenas o Marchal Krilov se mantém em operação. Em 1998, foi oficialmente denominado navio de comunicação e, em 2012, passou por modernização.

Atualmente monitora os testes de mísseis da Marinha russa, bem como fornece informações sobre voos de testes para projetistas aeroespaciais de aparatos espaciais e de veículos de lançamento.


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