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VÍDEO mostra fragata norueguesa afundando, tendo colidido após manobras da OTAN

A mídia divulgou novos vídeo e fotos da fragata norueguesa KMN Helge Ingstad, que colidiu com o navio petroleiro Sola TS junto à costa norueguesa em circunstâncias desconhecidas ao regressar das manobras da OTAN.
Sputnik

A fragata ficou com um grande rombo a estibordo atravessando a linha de água, sete marinheiros ficaram feridos. A tripulação abandonou o navio acidentado, que depois foi rebocado para águas menos profundas para evitar seu afundamento total.


Uns dias após o acidente (8), a fragata continua parcialmente acima da superfície da água, mas está completamente assente no fundo. Mais de 10 toneladas de combustível para helicópteros vazou para o mar.

Até o momento, não há nenhumas informações sobre o estado do armamento a bordo, incluindo mísseis de cruzeiro e antiaéreos, torpedos e artilharia.

O petroleiro Sola TS, por sua parte, não sofreu nenhum dano durante a colisão.

As razões do incidente estão sendo investigadas. Entre as possíveis causas estão a navegação da fragata em reg…

Marinha da Rússia ganha reforço na Frota do Norte

Novo navio de reconhecimento é capaz de monitorar sistemas de defesa antimísseis norte-americanos.


OLEG KULECHOV, ESPECIAL PARA GAZETA RUSSA

Durante as comemorações do Dia da Marinha de Guerra, no final de julho, a bandeira de Santo Andrei, que representa a Marinha Russa, foi hasteada no mais novo navio de comunicação Iúri Ivânovo, do projeto 18280. Com calado de cinco metros, o navio tem 4.000 toneladas e está equipado com um poderoso complexo de reconhecimento eletromagnético.


Iúri Ivânovo é um dos quatro modelos da mesma classe que serão construídos em um futuro próximo
Iúri Ivânovo é um dos quatro modelos da mesma classe que serão construídos em um futuro próximo Foto:Vitáli Nevar/TASS

Apesar de ser considerado um navio de comunicação, trata-se, na prática, de um veículo de reconhecimento. Sua principal tarefa é assegurar as comunicações e o controle da frota, bem como o reconhecimento eletromagnético e de guerra eletrônica.

“Tendo em vista a instalação de sistemas norte-americanos de defesa antimíssil perto das fronteiras da Rússia, a prioridade agora é rastrear os componentes móveis do sistema de radares Aegis”, explica o editor do jornal “The Independent Military Review”, Vladímir Cherbakov.

O navio foi concebido para rastrear as emissões dos diversos componentes dos sistemas de defesa antimíssil dos Estados Unidos. Os seus equipamentos são capazes de detectar sinais em uma ampla faixa de frequência e determinar com exatidão a procedência deles.

A expectativa é que o novo equipamento supervisione os arsenais estratégicos de diversos países, incluindo os lançamentos de mísseis interceptadores e balísticos. Além disso, terá capacidade de controlar o lançamento de mísseis balísticos intercontinentais russos, mesmo quando lançados de submarinos.

O Iúri Ivânovo poderá ainda acompanhar os testes de novos e avançados mísseis estratégicos estrangeiros, bem como de aviões hipersônicos, ogivas de alta precisão e mísseis de cruzeiro, fornecendo informações abrangentes e atualizadas ao Comando Militar russo.

A embarcação, que completou recentemente todos os testes, prepara-se agora para a transferência ao setor operativo da Frota do Norte em uma das bases da península de Kola.

Está prevista a construção de, pelo menos, quatro navios da mesma classe, destinados às frotas do Norte, Pacífico, Báltico e do Mar Negro.

Herdeiro da Frota Espacial


O Iúri Ivânovo não é o único navio de reconhecimento da Marinha russa. No tempo da Marinha soviética, essas tarefas eram realizadas por embarcações do Complexo de Aferição (KMC), envolvidas no controle de voo dos mísseis balísticos e determinação dos parâmetros de suas trajetórias.

Os navios do KMC não acompanhavam somente os mísseis soviéticos, mas também monitoravam aparatos espaciais de outros países.

Na década de 1960, essas navios eram capazes de extrair dados sobre explosões nucleares norte-americanas realizadas no espaço. Devido às missões realizadas, eles passaram a ser chamados de “Frota Espacial da União Soviética”.

Desses navios, apenas o Marchal Krilov se mantém em operação. Em 1998, foi oficialmente denominado navio de comunicação e, em 2012, passou por modernização.

Atualmente monitora os testes de mísseis da Marinha russa, bem como fornece informações sobre voos de testes para projetistas aeroespaciais de aparatos espaciais e de veículos de lançamento.


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