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Especialistas: aumenta o risco de guerra entre os EUA, a Rússia e a China

O desenvolvimento de novos tipos de armas nucleares de "baixa potência" aumenta o risco de uma guerra entre os EUA, a Rússia e a China, segundo especialistas consultados por Newsweek.
Sputnik

O Pentágono está desenvolvendo dois novos tipos de armas nucleares, para acompanhar os progressos da Rússia e da China nesse terreno. Os especialistas tiveram acesso às minutas do projeto de doutrina nuclear norte-americana, que acusa Moscou e Pequim de ampliar as suas capacidades nucleares. 


Esse documento afirma a necessidade de "desenvolver e incorporar novos meios de contenção e de defesa dos objetivos, quando a contenção não funciona".

Entre outras medidas, o projeto revela a intenção de desenvolver ogivas nucleares de baixa potência para mísseis Trident, utilizados por submarinos da classe Ohio. Além disso, o departamento de Defesa dos EUA planeja desenvolver um míssil nuclear de baixa potência para suas bases marítimas.

O Pentágono considera o atual arsenal nuclear a disposi…

OTAN prepara-se para um possível conflito militar com a Rússia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a Rússia estão se preparando para um possível confronto militar, segundo disse um grupo de análise de política militar.


Sputnik

"A Rússia está se preparando para um conflito com a OTAN, e a OTAN está se preparando para um possível confronto com a Rússia", afirmou a Rede de Liderança Europeia (ELN na sigla em inglês).


Exercícios da OTAN na Lituânia
© AP Photo/ Mindaugas Kulbis

O instituto, com sede em Londres, mencionou dois grandes exercícios militares realizados este ano como base para o seu prognóstico.

A OTAN realizou os exercícios Allied Shield, com a participação de 15 000 militares de 19 Estados-membros em diversos países do Leste Europeu, em junho. Eles incluíram as manobras Trident Joust na Roménia, as BALTOPS, Saber Strike e Noble Jump — a primeira missão conjunta da OTAN de elevada prontidão na Polónia.

Em março, 80 000 militares russos e milhares de unidades de equipamentos participaram de inspeções de prontidão de combate em todo o país.

A ELN argumentou que a natureza intensificada e a escala de ambos os exercícios mostram que “cada lado está a treinar-se tendo em mente as capacidades militares e, muito provavelmente, os planos militares do outro”.

O grupo de análise de política militar não sugere que tenha sido tomada uma decisão explícita, ou que o conflito Rússia-OTAN seja inevitável, mas disse que a mudança no perfil dos exercícios é um "fato" que alimenta tensões geopolíticas.

"Essas tensões estão ainda mais agravadas e o sentido de imprevisibilidade é aumentado quando os exercícios não são previamente notificados ou anunciados antecipadamente de forma pública", observou.

O ELN propôs um caminho de quatro etapas para aliviar as tensões, incluindo o reforço da comunicação OTAN-Rússia, o controlo dos exercícios em áreas perto das fronteiras, utilizando a OSCE e as medidas de confiança. Além disso, o grupo propôs a adoção de um novo tratado de controle de armas convencionais.

As relações da Rússia com os Estados Unidos, a União Europeia e outros países ocidentais deterioraram-se acentuadamente na sequência do conflito ucraniano, bem como da expansão contínua da OTAN para o leste.

Moscou tem repetidamente declarado que as ações relacionadas com o aumento das forças da OTAN perto das fronteiras da Rússia prejudicam a estabilidade regional.



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