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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Putin: Forças exteriores preparam sabotagem na Crimeia

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que ainda existe a ameaça de a situação na Crimeia poder ser desestabilizada por parte de forças do exterior e que esta ameaça deve ser considerada.


Sputnik

Durante o discurso na reunião sobre segurança de Crimeia, Putin declarou que estão sendo treinados agentes diversionistas para a realização de sabotagens.


O presidente da Rússia, Vladimir Putin
© Sputnik/ Aleksey Nikolskyi

“É óbvio que se mantém a ameaça, por parte de forças exteriores, de desestabilizar de uma ou de outra forma a situação na península – pode ser jogar a cartada nacionalista ou, aproveitando certos erros e falhas, ações ineficazes do governo, dirigir a preocupação justa dos cidadãos para a via destrutiva.”

Segundo o presidente russo, em algumas capitais são ouvidos “apelos à necessidade de realizar ações de sabotagem, são criadas estruturas para esse efeito, são recrutados agentes para realização de ações de sabotagem e propaganda radical”.

Putin sublinhou que o objetivo de tal atividade é claro: "Desestabilizar a situação, impedir a vida normal das pessoas e o desenvolvimento socioeconômico da região."

O presidente também disse que a ameaça deve ser considerada por ambos os governos – o federal e o local, que devem reagir adequadamente. Enquanto isso, o presidente pediu para não exagerar a situação e não aumentar as tensões, mas só para as pessoas estarem preparadas a reagir rapidamente.

A Crimeia e a cidade de Sevastopol adotaram declarações de independência em 11 de março de 2014. Cinco dias depois, realizaram um referendo no qual 96,77% dos habitantes da Crimeia e 95,6% dos eleitores de Sevastopol escolheram se separar da Ucrânia e se juntar à Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, assinou os acordos de reunificação em 18 de março do mesmo ano.

O ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou em diversas ocasiões que os habitantes da Crimeia escolheram o seu destino através de um pleito democrático realizado em conformidade com todas as normas do direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Enquanto isso, o governo da Ucrânia, que chegou ao poder no resultado dos acontecimentos, que a Rússia considera de golpe de Estado, nega reconhecer a península de Crimeia como parte da Rússia.


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