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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Rússia pode lucrar com o contrato dos navios Mistral

Caso os porta-helicópteros tipo Mistral encomendados pela Rússia à França forem vendidos a um terceiro país, a Rússia fica em uma posição vantajosa, opinou um analista francês na publicação Boulevard Voltaire.


Sputnik

Quem os vier a comprar poderá vendê-los à Rússia e, neste caso, a França deve fazer um bom desconto para achar um comprador.


Porta-helicópteros Vladivostok, da classe Mistral
© AFP 2015/ FRANK PERRY

O analista Jacques Martinez escreveu que a parte francesa continua tentando desembaraçar-se dos porta-helicópteros, cujo equipamento russo foi retirado.

Entre os possíveis compradores foram mencionadas o Canadá, a Índia, Singapura e a China, refere o autor do artigo.

Se o Canadá, que integra a OTAN, comprar os Mistrais, provavelmente não os venderá. Mas se a China os comprar, país agora aliado da Rússia, é muito possível que Moscou receba os navios por preço mais baixo do que estava previsto no contrato com a França.


Lembramos que a empresa francesa DCNS/STX e a russa Rosoboronexport assinaram um contrato de 1,12 bilhão de euros em 2011 para a construção dos dois navios em França. Paris deveria ter entregado o primeiro navio, chamado Vladivostok, em novembro de 2014, mas não cumpriu o compromisso alegando a escalada do conflito na Ucrânia e uma suposta participação de Moscou no conflito.

Na quarta-feira passada (5), foi relatado que o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo francês, François Hollande, decidiram rescindir o contrato sobre a construção e entrega dos dois Mistrais. Embora o valor do reembolso total ainda não tenha sido divulgado, o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, disse que a França já tinha feito um primeiro pagamento no montante nada menos que 1,2 bilhões de euros (1,32 bilhões de dólares) para um banco russo.

Quando a França pagar o montante total à Rússia e algumas multas extras por rescisão do contrato, os estaleiros franceses terão que substituir os equipamentos e sistemas eletrônicos dos navios, desmantelar uma série de elementos, alterar a plataforma de aquecimento, o sistema de comunicação, interface de hardware e toda a documentação, que está toda escrita em cirílico.

Só depois disso tentará vender as embarcações o mais breve possível, visto que, cada mês que passa, a França perde com os navios entre 1 a 5 milhões de euros em gastos de manutenção.

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