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Venezuela está disposta a 'defender soberania e independência de Nicarágua'

Jorge Arreaza, chanceler da Venezuela, avisou da capital nicaraguense, Manágua, que o presidente Nicolás Maduro está disposto a apoiar a Nicarágua em defesa de sua soberania se for necessário.
Sputnik

"Se [nós] o povo bolivariano, os revolucionários da Venezuela, tivéssemos que vir à Nicarágua para defender a soberania e a independência nicaraguense, e oferecer nosso sangue pela Nicarágua, iríamos como Sandino, até à montanha de Nueva Segovia", expressou Arreaza.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela fez essas declarações durante a comemoração dos 39 anos do triunfo da Revolução Sandinista em Nicarágua, país para o qual viajou em 19 de julho.

O socialismo, enfatizou Arreaza, é o caminho certo, e assegurou que a Venezuela passou por uma situação semelhante da qual a Nicarágua enfrenta desde abril deste ano.

"Caros compatriotas, dizemos-lhes porque vivemos essa mesma experiência que vocês vivem nos últimos meses, nós as chamamos de guarimbas [termo para protesto popu…

Austrália expande ataques aéreos contra EI provocando mais crítica

Na quarta-feira (9), o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, disse que o país expandirá ataques aéreos contra o Estado Islâmico no território sírio no âmbito da coalizão internacional liderada pelos EUA.


Sputnik

A Austrália faz parte da coalizão, mas antes o seu papel na Síria se limitava às atividades de reabastecer combustível e recolher informações. Segundo o jornal libanês The Daily Star, a Austrália realizava ataques aéreos no território iraquiano, mas não participava dos bombardeamentos na Síria. Para participar das operações da coalizão a Austrália usa 6 aviões de combate a jato e tem enviado 500 soldados inclusive 170 soldados das forças especiais.


Primeiro-ministro australiano Tony Abbott, Sydney, Austrália, 6 de fevereiro de 2015
Tony Abbott © AP Photo/ Rick Rycroft

Planeja-se que agora a Austrália iniciará ataques aéreos também no leste da Síria que está sob o controle dos terroristas do Estado Islâmico.

Em 9 de setembro no site do Ministério da Defesa da Austrália foi divulgado o comentário do ministro da Defesa australiano, Kevin Andrews, sobre a intenção do país de expandir a sua participação na operação aérea contra o Estado Islâmico.

"Como sabemos, o Estado Islâmico não respeita a fronteira entre o Iraque e a Síria e está ameaçando a segurança do Iraque dentro do país e ao longo da fronteira com a Síria. Estamos decisivos no nosso desejo de destruir o EI e por isso não podemos limitar as nossas atividades só às no Iraque. Temos de admitir que [terroristas] têm campos de treinamento e têm estruturas de comando que se localizam no leste da Síria".

Segundo Andrews, o prazo aproximado da participação australiana na operação militar na Síria e de dois ou três anos.

Em acordo o artigo do professor dos estudos políticos na Universidade Nacional da Austrália, Amin Saikal, publicado no jornal australiano The Canberra Times, a atitude que se baseia em aumentar o número dos bombardeamentos contra as instalações do Estado Islâmico é muito simplista. As ações militares da Austrália na Síria podem se tornar tão ineficientes como as no Iraque. Se os líderes da Austrália querem liquidar a ameaça do Estado Islâmico devem alterar as condições que fomentaram o desenvolvimento do EI e grupos semelhantes.

Estas condições são principalmente relacionadas com intervenções dos poderes ocidentais no Oriente Médio e disparidades sociais e econômicas. Nenhuma destas intervenções teve resultados positivos. O final é sempre mesmo, o povo está afastado do processo de determinação do seu futuro.

Em entrevista à Sputnik, Clarke Jones, especialista em assuntos de radicalização e terrorismo, também criticou a atitude da coalizão internacional contra o Estado Islâmico.

"É muito caro realizar bombardeios para um país. É por isso que um leque de países está fazendo isso. Não acho que os bombardeamentos resolverão o problema do Estado Islâmico. É necessária uma operação terrestre, mas ao mesmo tempo é um conflito entre muitos países que afetarão muitos civis. Não estou seguro que seja um passo razoável", disse.

Mais antes as autoridades iranianas, iraquianas e russas repetidamente destacaram a ineficiência da coalizão internacional na luta contra os grupos terroristas incluindo o Estado Islâmico.



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