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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
Sputnik

O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

Comandante da Marinha aponta programa nuclear e construção de submarinos como prioridades

Poder Naval

Apesar da compressão orçamentária imposta pela atual crise econômica, o comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, demonstrou entusiasmo quanto ao desenvolvimento de projetos estratégicos em curso na pasta. A questão foi tratada, nesta quinta-feira (27), em debate na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).




– A Marinha sentiu [o corte]. Saiu de um orçamento de R$ 5,2 bilhões para R$ 3,9 bilhões. O primeiro passo é estabelecer prioridades claras, que são o programa nuclear e de construção de submarinos, além da manutenção de nossa esquadra operando – comentou Bacellar.

Para o comandante da Marinha, qualquer ameaça à soberania brasileira viria necessariamente pelo mar. Daí a grande preocupação, conforme revelou, de manter o Atlântico Sul livre de conflitos. A estratégia para alcançar este objetivo estaria focada, assim, no combate ao tráfico de drogas, armas e pessoas (imigração ilegal via navio mercante) e na defesa das bacias petrolíferas, inclusive as do pré-sal.

Em relação a outros desafios impostos, reconheceu a obsolescência do poder naval, observando que algumas fragatas têm quase 60 anos. A necessidade de investimentos na área seria de cerca de R$ 600 milhões anuais, mas a Marinha só estaria recebendo um terço disso.

– Não adianta uma capacidade de defesa boa sem regularidade de recursos – declarou Bacellar.

A preocupação do comandante da Marinha com o impacto da crise orçamentária sobre os projetos estratégicos da pasta foi compartilhada pelo presidente da CRE, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), e pelos senadores Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Ana Amélia (PP-RJ), Cristovam Buarque (PDT-DF), Lasier Martins (PDT-RS), Jorge Viana (PT-AC) e Raimundo Lira (PMDB-PB), que se manifestaram durante o debate.


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