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ONG: EUA mobiliza terroristas no sul da Síria para atacar Ghouta Oriental

Os militares norte-americanos estão mobilizando combatentes de diversos grupos armados com objetivo de atacar os subúrbios orientais de Damasco, disse à Sputnik o chefe da rede de direitos humanos na Síria, Ahmad Kazem.
Sputnik

"Neste momento os EUA estão juntando os combatentes do Daesh e outros grupos, inclusive os de Idlib, e tenta os transferir para At-Tanf e depois para Ghouta Oriental (subúrbio de Damasco), com objetivo de se contrapor ao exército sírio, que pretende liberar a região dos terroristas", disse Kazem. 


Segundo o defensor dos direitos humanos, os financiadores da Arábia Saudita ordenaram que os terroristas já localizados em Guta Oriental empreendam o máximo dos esforços para resistir às tropas de Damasco.

"Eles continuarão a atacar Damasco de forma caótica com seus morteiros", acrescentou o entrevistado.

Os terroristas, que tomaram o subúrbio oriental de Damasco, continuam a disparar contra os bairros centrais e residenciais da capital síria. Nesta qui…

Eleições no Donbass estimulam novas sanções contra a Rússia

Diplomatas ocidentais ameaçam impor novas sanções a Moscou se as autoridades das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) não desistirem de realizar eleições independentes do restante da Ucrânia. Pressão de diplomatas ocidentais esbarra em influência limitada do Kremlin em regiões ucranianas.


ALEKSÊI TIMOFEITCHEV | GAZETA RUSSA

Embora as eleições para governadores e prefeitos na Ucrânia estejam agendadas para o próximo dia 25, as autoridades de Donetsk e Lugansk anunciaram que as votações locais serão realizadas em 18 de outubro e 1º de novembro, respectivamente.


Oficial em Donetsk cola adesivo com símbolo da RPD sobre emblema nacional ucraniano Foto:AP

A indefinição de datas gerou descontentamento entre diplomatas ocidentais, que ameaçaram a Rússia com novas sanções caso o país não convença os líderes da RPD e da RPL a desistir dos planos de conduzir um processo eleitoral paralelo ao padrão adotado no resto da Ucrânia.

Os diplomatas sustentam que a organização de eleições no leste ucraniano está prevista pelo Acordo de Minsk. Porém, segundo analistas, o documento afirma que a condução do processo eleitoral deve ser estabelecida pelas partes por meio do diálogo, o que não ocorreu até agora.

De acordo com o documento de Minsk, qualquer mudança prevista na legislação da Ucrânia – recentemente o presidente Petrô Porochenko propôs alterações na lei de descentralização e “estatuto especial” – deve ser tomada mediante consulta aos dirigentes do Donbass.

“Mas Kiev recusa-se a discutir mudanças constitucionais com as autoridades locais”, garante Dmítri Danilov, analista do Instituto da Europa (RAN).

Os líderes da RPD e RPL destacam também que as formações políticas na região permanecem sem solução e que não há sentido em falar sobre eleições segundo as leis ucranianas.

“Os acordos definidos em Minsk têm em vista estabelecer as bases sobre as quais trabalharão os dirigentes eleitos, difundindo, assim, o estatuto especial na RPD e RPL para, em seguida, realizar as eleições”, diz Maksim Braterski, especialista do Centro de Estudos Europeus da Escola Superior de Economia, em Moscou. “No entanto, Kiev está fazendo o oposto.”

Poder limitado

Acredita-se também que a Rússia não seja capaz de tamanha influência sobre os territórios de Donetsk e Lugansk. “Moscou possui influência e é fundamental em uma série de questões, (…) mas surgiu outro problema: a crescente independência desses territórios”, afirma Danilov.

“Até mesmo o estabelecimento do Acordo de Minsk demonstrou isso, foi bastante difícil conseguir assinaturas dentre as autoridades de Lugansk e Donetsk”, acrescenta o especialista da RAN, ressaltando que o Kremlin não se opõe ao respeito das datas definidas por Kiev.

Para Danilov, a abordagem russa em torno da questão compreende não só aspectos fundamentais, como a reforma constitucional e a concessão de um estatuto especial para a região, mas também pontos acerca dos quais Moscou deve demonstrar flexibilidade.

“Isso se a Rússia acreditar que tal medida contribuirá para a aplicação do Acordo de Minsk. Nesse caso, pode-se imaginar que as eleições locais poderiam ser adiadas e conduzidas de acordo com as leis da Ucrânia”, diz.


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