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Única mulher a bordo do submarino argentino desaparecido é oficial pioneira

Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é a 'primeira submarinista' da Argentina. O ARA San Juan desapareceu com 44 tripulantes no Atlântico Sul.
G1

Única mulher no submarino militar argentino desaparecido com 44 tripulantes no Atlântico Sul, Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é descrita pela imprensa local como primeira oficial submarinista do país e da América do Sul. Ela ocupa o cargo de chefe de armas do ARA San Juan, que perdeu contato com a terra na sexta-feira (17).

Eliana nasceu em Oberá, na província de Misiones, no nordeste da Argentina, e só conheceu o mar aos 21 anos de idade, destaca o perfil do jornal "Clarín". Após se formar no ensino médio, ela se matriculou na Universidade de Misiones para fazer faculdade de Engenharia Industrial.

Duas tragédias familiares levaram Eliana a desistir do curso: a morte de um irmão, em um acidente de trânsito, e a morte da mãe, em decorrência de um problema cardíaco.

Em um perfil publicado em 2015 na revista "Viva", que …

Eleições no Donbass estimulam novas sanções contra a Rússia

Diplomatas ocidentais ameaçam impor novas sanções a Moscou se as autoridades das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) não desistirem de realizar eleições independentes do restante da Ucrânia. Pressão de diplomatas ocidentais esbarra em influência limitada do Kremlin em regiões ucranianas.


ALEKSÊI TIMOFEITCHEV | GAZETA RUSSA

Embora as eleições para governadores e prefeitos na Ucrânia estejam agendadas para o próximo dia 25, as autoridades de Donetsk e Lugansk anunciaram que as votações locais serão realizadas em 18 de outubro e 1º de novembro, respectivamente.


Oficial em Donetsk cola adesivo com símbolo da RPD sobre emblema nacional ucraniano Foto:AP

A indefinição de datas gerou descontentamento entre diplomatas ocidentais, que ameaçaram a Rússia com novas sanções caso o país não convença os líderes da RPD e da RPL a desistir dos planos de conduzir um processo eleitoral paralelo ao padrão adotado no resto da Ucrânia.

Os diplomatas sustentam que a organização de eleições no leste ucraniano está prevista pelo Acordo de Minsk. Porém, segundo analistas, o documento afirma que a condução do processo eleitoral deve ser estabelecida pelas partes por meio do diálogo, o que não ocorreu até agora.

De acordo com o documento de Minsk, qualquer mudança prevista na legislação da Ucrânia – recentemente o presidente Petrô Porochenko propôs alterações na lei de descentralização e “estatuto especial” – deve ser tomada mediante consulta aos dirigentes do Donbass.

“Mas Kiev recusa-se a discutir mudanças constitucionais com as autoridades locais”, garante Dmítri Danilov, analista do Instituto da Europa (RAN).

Os líderes da RPD e RPL destacam também que as formações políticas na região permanecem sem solução e que não há sentido em falar sobre eleições segundo as leis ucranianas.

“Os acordos definidos em Minsk têm em vista estabelecer as bases sobre as quais trabalharão os dirigentes eleitos, difundindo, assim, o estatuto especial na RPD e RPL para, em seguida, realizar as eleições”, diz Maksim Braterski, especialista do Centro de Estudos Europeus da Escola Superior de Economia, em Moscou. “No entanto, Kiev está fazendo o oposto.”

Poder limitado

Acredita-se também que a Rússia não seja capaz de tamanha influência sobre os territórios de Donetsk e Lugansk. “Moscou possui influência e é fundamental em uma série de questões, (…) mas surgiu outro problema: a crescente independência desses territórios”, afirma Danilov.

“Até mesmo o estabelecimento do Acordo de Minsk demonstrou isso, foi bastante difícil conseguir assinaturas dentre as autoridades de Lugansk e Donetsk”, acrescenta o especialista da RAN, ressaltando que o Kremlin não se opõe ao respeito das datas definidas por Kiev.

Para Danilov, a abordagem russa em torno da questão compreende não só aspectos fundamentais, como a reforma constitucional e a concessão de um estatuto especial para a região, mas também pontos acerca dos quais Moscou deve demonstrar flexibilidade.

“Isso se a Rússia acreditar que tal medida contribuirá para a aplicação do Acordo de Minsk. Nesse caso, pode-se imaginar que as eleições locais poderiam ser adiadas e conduzidas de acordo com as leis da Ucrânia”, diz.


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