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Israel prende o governador palestino de Jerusalém

Motivo da detenção foram crimes cometidos na Cisjordânia ocupada, segundo a Organização para a Libertação da Palestina.
France Presse

Israel prendeu o governador palestino de Jerusalém por crimes que teria cometido na Cisjordânia ocupada, que não foram especificados, informou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

O governador Adnan Gheith foi detido no sábado (20) à noite no bairro palestino de Beit Hanina, em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel. Será apresentado a um tribunal dentro de quatro dias, afirma a OLP em um comunicado.

Para o dirigente da OLP Saeb Erakat, a detenção é "um novo passo contra a presença palestina em Jerusalém" e constitui uma violação da legislação israelense a respeito das instituições palestinas da cidade.

"As ameaças contra dirigentes palestinos, sua detenção, inclusive o 'sequestro' do governador Gheith, são parte de um plano que pretende sufocar todas as bases de uma solução política com dois Estados e com as f…

Espanha ‘aplicou golpe baixo’ na OTAN

Políticos britânicos estão indignados com a decisão da Espanha de deixar ao submarino russo Novorossisk entrar no porto de Ceuta, situado na costa de Marrocos, para se reabastecer de combustível, comunica The Independent.


Sputnik

Deputados britânicos e peritos militares condenaram o governo espanhol pela “provocação evidente” contra Gibraltar, território britânico ultramarino localizado no extremo sul da Península Ibérica. A Espanha continua reivindicando a posse de Gibraltar. Segundo os deputados, a Espanha autorizou a entrada do navio russo para intimidar a população do enclave britânico. 


Bandeira da OTAN é queimada durante protestos na Rússia
© AFP 2015/ MAXIM AVDEYEV

Segundo Konstantin Sivkov, doutor em ciências militares e presidente da União de Analistas Geopolíticos, as ações da tripulação do submarino não contradizem o direito internacional.

O especialista considera que a afirmação de Londres é somente uma manobra diplomática do Ministério das Relações Exteriores:

“O principal é outra coisa, é o ‘golpe baixo’ na OTAN. Porque a Espanha é membro da OTAN, o país foi um dos primeiros a autorizar bases dos navios norte-americanos de defesa antimíssil. E de repente a Espanha – membro fiel da OTAN, que representa a OTAN como uma potência marítima (tem costa no Atlântico e é responsável pela defesa antissubmarino da aliança) – acolhe um submarino contra o qual, em princípio, deve lutar”.

De acordo com Konstantin Sivkov, a Espanha, embora seja membro da aliança, está preparada para cooperar com a Rússia:


“Isto mostra que o governo espanhol está começando a se reorientar cuidadosamente das posições da OTAN para outras, digamos, mais alargadas. E está pronta para cooperar com a Rússia mesmo em contradição com os interesses da OTAN. Isto provocou o pânico nas autoridades da OTAN e nas elites políticas da Grã Bretanha”.

Além disso, o analista afirma que a influência da OTAN sobre a Europa está cada vez mais enfraquecida:

“Tudo aponta para que a OTAN, como organização unida rígida controlada pelas elites anglo-saxónicas, que controla totalmente a Europa, começa a se tornar uma estrutura inconsistente. Se os espanhóis acolhem os nossos submarinos em contradição com a opinião dos dirigentes da OTAN, isso significa que, caso surja um conflito, os espanhóis podem se recusar a participar dele, podem fazer algumas demarches que serão inaceitáveis para a OTAN. Este é, pois, um sinal muito desagradável para a OTAN. Por isso eles estão incomodados. Eles têm medo de perder a Espanha”, conclui o especialista militar.

Assim, parece que, ao invés de realizar os maiores exercícios desde a Guerra Fria, treinando um cenário de guerra híbrida contra a Rússia, seria melhor treinar a disciplina interna porque o aparecimento de aliados "desobedientes" é bem mais provável do que um conflito com a Rússia, que não tem interesse em territórios estrangeiros.


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