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Marinha da Argentina fala sobre localização do submarino ARA San Juan

Embarcação desaparecida há 1 ano foi localizada neste sábado a 907 metros de profundidade. Ainda não há previsão de início dos trabalhos de resgate. 'Não temos meios para resgatar o submarino', diz ministro.
Por G1

A Marinha da Argentina informou neste sábado (17) que o submarino ARA San Juan, que sumiu há 1 ano com 44 tripulantes, foi encontrado a 907 metros de profundidade em uma área de "visibilidade bastante reduzida", e que a embarcação sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma área de 80 a 100 metros. “Isso sugere que a implosão tenha ocorrido muito perto do fundo”, disse.

Segundo a Marinha, as imagens mostram que o casco do submarino permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado …

EUA recorre a Rússia para estabelecer acordo com Assad

Moscou e Washington vêm mantendo consultas intensivas sobre as formas de solucionar a crise síria. Derrubada de líder sírio pode sair de foco por receio de avanço do EI, mas especialistas não acreditam que EUA vai desistir de ideia depois de gastos no conflito.


EKATERINA TCHULKÔVSKAIA | GAZETA RUSSA

Setembro vem sendo marcado por intensivas consultas entre Moscou e Washington sobre a questão da Síria. Diplomatas e militares dos dois países já se encontraram para discutir a prevenção de possíveis incidentes na região, embora um combate conjunto ao Estado Islâmico (EI) ainda não esteja nos planos.


Russia and US
Kerry (dir.) em encontro com chanceler russo Serguêi Lavrov no início do ano. Segundo norte-americano, país está “pronto para negociação” Foto:Reuters

As autoridades norte-americanas podem atualmente obter informações sobre a cooperação entre Moscou e Damasco através do canal de comunicação restaurado entre os ministérios da Defesa dos Estados Unidos e da Rússia. No entanto, o destino do presidente sírio Bashar Al-Assad ainda é motivo de controvérsia entre os países.

Enquanto os Estados Unidos buscam aliados para derrubar Assad, Moscou insiste que os próprios sírios decidam o destino de seu líder sem interferência externa.

Gueôrgui Mírski, pesquisador sênior do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia Russa de Ciências (Imemo Ran, na sigla em russo), aponta, no entanto, mudanças na retórica dos EUA. “Embora Washington insista na queda de Assad, não estipula prazo para isso nem descarta a presença dele nas negociações”, disse à Gazeta Russa.

Exemplo disso é a declaração do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, no sábado passado (19). “Estamos prontos para a negociação. Mas e Assad, estará disposto a negociar? A Rússia está pronta para trazê-lo à mesa de negociação e encontrar uma saída para a crise?”.

As mudanças do posicionamento dos EUA em relação ao presidente sírio podem estar relacionadas ao acordo sobre o programa nuclear do Irã, assinado em julho. “Após o acordo com Teerã, Assad deixou de ser um aliado do inimigo”, disse Mírski.

Além disso, o pesquisador garante que o principal adversário dos Estados Unidos na Síria hoje é o EI, e não Assad. “Se os extremistas do EI chegarem ao poder na Síria, isso será um duro golpe para a segurança de toda a região. E Obama entrará para a história como o presidente norte-americano que entregou Damasco aos terroristas.”

Três saídas, uma aposta

Embora cautelosos ao fazer previsões, os especialistas sugerem três cenários possíveis para o futuro da Síria: um acordo com Assad, um acordo sem Assad e o prolongamento do conflito.

“O cenário no qual Assad está incluído é o menos provável, porque os EUA já gastaram muitos recursos em prol de sua deposição e simplesmente não podem admitir a derrota”, disse à Gazeta Russa Tatiana Tiúkaeva, professora do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou (Mgimo, na sigla em russo).

Opinião semelhante é compartilhada por Mírski. “Para os Estados Unidos, Assad é um mal menor em comparação com o Estado Islâmico. Porém, se Obama concordar em deixa-lo no poder, recairá sobre ele uma avalanche de críticas”, destacou.

Ambos os especialistas concordaram também que seria preferível manter o regime sírio, porém com afastamento de Assad. “Essa pode ser a melhor saída, mas sua implementação é dificultada pelo posicionamento de lideranças regionais da Turquia, da Arábia Saudita e do Qatar”, afirmou Tiúkaeva. “O mais provável é o prolongamento do conflito.”

Israel em alerta
O reforço da cooperação militar entre Rússia e Síria geraram desconforto com o governo de Israel. No início da semana, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu viajou para Moscou em caráter de urgência, acompanhado por chefes das agências de segurança do país.

Em reunião com Pútin, as partes concordam em criar um grupo encarregado de desenvolver um mecanismo para coordenar ações nas “esferas aérea, marítima e eletromagnética” e minimizar os riscos de colisões acidentais, especialmente no ar, e outros incidentes na Síria.


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