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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

NDM Bahia, ex-Siroco, deverá ser incorporado à Marinha do Brasil no final do ano

Incorporação do Navio Doca Multipropósito (NDM) Bahia está prevista para 31 de dezembro, e portarias do Comando da Marinha já autorizaram o envio dos grupos de fiscalização, apoio e recebimento do navio, adquirido à França


Poder Naval

Até o final do ano, a Marinha do Brasil (MB) deverá incorporar o NDM Bahia, navio de desembarque anfíbio dotado de doca alagável à popa, além de amplo convoo e hangar para a operação de helicópteros médios e outras facilidades que o classificam como multipropósito. As providências para envio de pessoal à França para a fiscalização, apoio e recebimento do navio constam de portarias do Comando da Marinha com data de terça-feira, 8 de setembro, e publicados nesta quarta (9 de setembro de 2015). 


Siroco

O navio servia desde 1998 na Marinha Francesa (Marine Nationale) com o nome Siroco, sendo desincorporado em julho deste ano e oferecido ao Brasil. A designação NDM significa “Navio Doca Multipropósito”, diferenciando-se de navios similares, porém mais antigos e limitados, classificados na MB como “Navio de Desembarque Doca” (NDD), como é o caso do NDD Ceará.

O NDM Bahia, ex-Siroco, é um navio com deslocamento de 12.000 toneladas (a plena carga), com 168 metros de comprimento, 23,5 metros de boca, calado de 5,2m, capacidade de atingir até 21 nós de velocidade máxima e com alcance de 11.000 milhas náuticas a 15 nós.

A classe “Foudre” (de dois navios, cujo líder também foi desativado da Marinha Francesa e comprado pelo Chile) tem acomodações para uma tripulação de aproximadamente 200 pessoas e mais de 450 fuzileiros navais para missões em operações de desembarque anfíbio (em situações emergenciais, pode acomodar mais de 1.500 pessoas). O hangar e convoo podem acomodar até sete helicópteros médios do porte do Super Puma, com pontos para pouso e decolagem de duas aeronaves no convoo e uma na cobertura junto à popa. A operação normal (com capacidade para apoiar e reabastecer simultaneamente, em operações contínuas) é de até 4 aeronaves.

A doca alagável, com cerca de 13.000 metros quadrados, permite operar diversas combinações de embarcações de desembarque de grande e médio porte. Essas características, somadas a instalações hospitalares com duas salas de cirurgia e 47 leitos, conferem ao navio uma capacidade multipropósito (para variadas operações militares e humanitárias).

A autorização para envio dos Grupos de Fiscalização, Apoio e Recebimento

O Comandante da Marinha, AE Eduardo Bacellar Leal Ferreira determinou ontem, dia 08 de setembro de 2015, por meio das Portarias nº 388, nº 390, nº 391 que autoriza os militares que irão participar dos Grupos de Fiscalização, Apoio e Recebimento do Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia” – A nova designação é NDM – a partirem para Toulon.

No dia 04 de setembro, o Capitão-de-Mar-e-Guerra LUIS FELIPE MONTEIRO SERRÃO, encarregado do Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA) do Navio Doca Multipropósito “Bahia”, partiu para Paris e posteriormente irá para Toulon.

No próximo dia 14 de setembro, partirão os oficiais que farão parte do Subgrupo ALFA do GFA do Navio Doca Multipropósito “Bahia”. A missão do GFA será: executar tarefas, que transcendam às atividades intranavio, durante o processo de obtenção do NDM “Bahia”, incluindo o gerenciamento dos recursos financeiros no exterior, a programação e realização dos cursos e treinamentos, a fiscalização técnica do Contrato, a obtenção de equipamentos, serviços e sobressalentes, além do apoio administrativo ao pessoal envolvido no recebimento do navio.

Este Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA) do Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia” será formado por 1 CMG – LUIS FELIPE MONTEIRO SERRÃO; 1 CF – LUIS EDUARDO SOARES FRAGOZO ; 1 CC (IM) – LUIZ GUSTAVO PRINCIPE CANEDO; 4 CC/CT (EN); 1 CT; e 2 SO.

O Grupo de Recebimento (GR) do Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia”, inicialmente funcionando no Brasil e, oportunamente, transferido para a França, ficará subordinado à Diretoria-Geral do Material da Marinha, enquanto instalado no Rio de Janeiro, e ao Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA), quando em Toulon, será composto por Oficiais e Praças da futura Tripulação do NDM “Bahia”.

O GR do NDM “Bahia” deverá ficar em Toulon até a incorporação do navio à MB, prevista para ocorrer em 31 de dezembro de 2015.



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