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Águas 'quentes' da Síria: fragata russa persegue submarino nuclear dos EUA

Durante sua última missão no mar Mediterrâneo em abril passado, a fragata Admiral Essen da Marinha russa conseguiu detectar e perseguir um submarino nuclear dos EUA perto da costa síria. Essa informação foi só agora tornada pública.
Sputnik

A fragata Admiral Essen, pertencente à Frota do Mar Negro, perseguiu o submarino estadunidense da classe Ohio durante mais de duas horas, comunica o jornal russo Izvestiya, citando o Estado-Maior da Marinha russa.

A tripulação do navio russo registrou os parâmetros principais do submarino para, em seguida, os adicionar ao retrato acústico do submersível.

A fragata havia partido para o mar Mediterrâneo em março e regressou à base de Sevastopol no fim de junho. Encontrava-se na zona costeira síria quando os EUA, o Reino Unido e a França atacaram a Síria com mísseis.

Além disso, no decurso da missão, a sua tripulação realizou uma série de manobras táticas. Em particular, treinou ataques contra alvos marítimos e aéreos, combate em grupo e isolado, bem como…

OTAN se prepara para guerras do passado

Enquanto a OTAN se prepara para os maiores exercícios da década, vejamos qual é o seu objetivo e contra quem são dirigidos na realidade.


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Os exercícios Trident Juncture 2015 serão realizados de 28 de setembro a 16 de outubro na Espanha, Portugal, Itália, no mar Mediterrâneo e oceano Atlântico. Com a participação 36 mil militares de 27 países, será treinado um cenário de guerra híbrida, que a OTAN considera um novo tipo de guerra alegadamente travada pela Rússia. 


As forças militares da OTAN
© US Army photo by Master Sgt. Donald Sparks

Os exercícios supostamente devem lidar com tais questões como a atual crise migratória e o conflito em Donbass (Ucrânia), no qual a Aliança assume que a Rússia participa. Além disso, a questão da Crimeia também faz parte do cenário, porque a OTAN acusa o lado russo de ter enviado forças especiais para ocupar a península antes da realização do referendo sobre a independência, enquanto o lado russo declara que o envio de tropas foi uma medida forçada para prevenir a violência na Crimeia.

O general da Força Aérea da França, Jean-Paul Palomeros, citado pelo site DefenseOne, disse:

"Em termos de intensidade, estes exercícios são os maiores de todos os que a OTAN já realizou, talvez desde o fim da Guerra Fria."

Enquanto isso, vários analistas duvidam da existência de guerras híbridas, porque todas as descrições delas são baseadas em conflitos do passado.


Paul Saunders da publicação norte-americana The National Interest opina que a ameaça da guerra híbrida com a Rússia simplesmente não existe porque Moscou não tem interesse em territórios estrangeiros, ou, como escreveu ele:

“É pouco provável que forma de atuação na questão [da Crimeia] seja amplamente aplicada.”

Lembramos que a Crimeia e a cidade de Sevastopol adotaram declarações de independência em 11 de março de 2014. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou em diversas ocasiões que os habitantes da Crimeia escolheram o seu destino através de um pleito democrático, realizado em conformidade com todas as normas do direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Enquanto isso, os exercícios da OTAN são a parte da estratégia de aumento da presença miliar na Europa, do fortalecimento das forças de reação rápida, aumento do contingente norte-americano, aumento de grande escala do programa de exercícios e patrulhamento, bem como aumento dos gastos militares. Tudo isso corresponde precisamente ao documento do Pentágono “Estratégia Militar Nacional para 2015”, publicado em julho, que um jornalista norte-americano chamou de “guia de 24 páginas sobre a forma de governar o mundo usando a força militar”.


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