Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Análise: presidente ucraniano mata sua indústria ao introduzir novas sanções contra Rússia

O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, assinou um decreto sobre as sanções contra a Rússia adotadas pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia. O especialista Eduard Popov falou com a Sputnik e indicou qual o principal objetivo perseguido pelo governo ucraniano com tal iniciativa.
Sputnik

Em 2 de maio, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia ampliou as medidas restritivas em relação a diversas pessoas físicas e jurídicas russas, bem como prolongou a vigência das sanções introduzidas anteriormente.

Segundo informou a assessoria de imprensa da entidade, as sanções são aplicadas a pessoas "relacionadas com a agressão no ciberespaço e no campo informacional" contra a Ucrânia, "ações criminosas" contra os cidadãos ucranianos detidos na Rússia, bem como aos deputados da Duma de Estado e do Conselho da Federação da Rússia.

O diretor do Centro de Cooperação Pública e Informativa "Europa", Eduardo Popov, disse ao serviço russo da Rádio Sp…

OTAN se prepara para guerras do passado

Enquanto a OTAN se prepara para os maiores exercícios da década, vejamos qual é o seu objetivo e contra quem são dirigidos na realidade.


Sputnik

Os exercícios Trident Juncture 2015 serão realizados de 28 de setembro a 16 de outubro na Espanha, Portugal, Itália, no mar Mediterrâneo e oceano Atlântico. Com a participação 36 mil militares de 27 países, será treinado um cenário de guerra híbrida, que a OTAN considera um novo tipo de guerra alegadamente travada pela Rússia. 


As forças militares da OTAN
© US Army photo by Master Sgt. Donald Sparks

Os exercícios supostamente devem lidar com tais questões como a atual crise migratória e o conflito em Donbass (Ucrânia), no qual a Aliança assume que a Rússia participa. Além disso, a questão da Crimeia também faz parte do cenário, porque a OTAN acusa o lado russo de ter enviado forças especiais para ocupar a península antes da realização do referendo sobre a independência, enquanto o lado russo declara que o envio de tropas foi uma medida forçada para prevenir a violência na Crimeia.

O general da Força Aérea da França, Jean-Paul Palomeros, citado pelo site DefenseOne, disse:

"Em termos de intensidade, estes exercícios são os maiores de todos os que a OTAN já realizou, talvez desde o fim da Guerra Fria."

Enquanto isso, vários analistas duvidam da existência de guerras híbridas, porque todas as descrições delas são baseadas em conflitos do passado.


Paul Saunders da publicação norte-americana The National Interest opina que a ameaça da guerra híbrida com a Rússia simplesmente não existe porque Moscou não tem interesse em territórios estrangeiros, ou, como escreveu ele:

“É pouco provável que forma de atuação na questão [da Crimeia] seja amplamente aplicada.”

Lembramos que a Crimeia e a cidade de Sevastopol adotaram declarações de independência em 11 de março de 2014. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou em diversas ocasiões que os habitantes da Crimeia escolheram o seu destino através de um pleito democrático, realizado em conformidade com todas as normas do direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Enquanto isso, os exercícios da OTAN são a parte da estratégia de aumento da presença miliar na Europa, do fortalecimento das forças de reação rápida, aumento do contingente norte-americano, aumento de grande escala do programa de exercícios e patrulhamento, bem como aumento dos gastos militares. Tudo isso corresponde precisamente ao documento do Pentágono “Estratégia Militar Nacional para 2015”, publicado em julho, que um jornalista norte-americano chamou de “guia de 24 páginas sobre a forma de governar o mundo usando a força militar”.


Postar um comentário