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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

OTAN se prepara para guerras do passado

Enquanto a OTAN se prepara para os maiores exercícios da década, vejamos qual é o seu objetivo e contra quem são dirigidos na realidade.


Sputnik

Os exercícios Trident Juncture 2015 serão realizados de 28 de setembro a 16 de outubro na Espanha, Portugal, Itália, no mar Mediterrâneo e oceano Atlântico. Com a participação 36 mil militares de 27 países, será treinado um cenário de guerra híbrida, que a OTAN considera um novo tipo de guerra alegadamente travada pela Rússia. 


As forças militares da OTAN
© US Army photo by Master Sgt. Donald Sparks

Os exercícios supostamente devem lidar com tais questões como a atual crise migratória e o conflito em Donbass (Ucrânia), no qual a Aliança assume que a Rússia participa. Além disso, a questão da Crimeia também faz parte do cenário, porque a OTAN acusa o lado russo de ter enviado forças especiais para ocupar a península antes da realização do referendo sobre a independência, enquanto o lado russo declara que o envio de tropas foi uma medida forçada para prevenir a violência na Crimeia.

O general da Força Aérea da França, Jean-Paul Palomeros, citado pelo site DefenseOne, disse:

"Em termos de intensidade, estes exercícios são os maiores de todos os que a OTAN já realizou, talvez desde o fim da Guerra Fria."

Enquanto isso, vários analistas duvidam da existência de guerras híbridas, porque todas as descrições delas são baseadas em conflitos do passado.


Paul Saunders da publicação norte-americana The National Interest opina que a ameaça da guerra híbrida com a Rússia simplesmente não existe porque Moscou não tem interesse em territórios estrangeiros, ou, como escreveu ele:

“É pouco provável que forma de atuação na questão [da Crimeia] seja amplamente aplicada.”

Lembramos que a Crimeia e a cidade de Sevastopol adotaram declarações de independência em 11 de março de 2014. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou em diversas ocasiões que os habitantes da Crimeia escolheram o seu destino através de um pleito democrático, realizado em conformidade com todas as normas do direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Enquanto isso, os exercícios da OTAN são a parte da estratégia de aumento da presença miliar na Europa, do fortalecimento das forças de reação rápida, aumento do contingente norte-americano, aumento de grande escala do programa de exercícios e patrulhamento, bem como aumento dos gastos militares. Tudo isso corresponde precisamente ao documento do Pentágono “Estratégia Militar Nacional para 2015”, publicado em julho, que um jornalista norte-americano chamou de “guia de 24 páginas sobre a forma de governar o mundo usando a força militar”.


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