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Turquia adverte exército sírio contra entrada em Manbij

O comunicado foi divulgado poucos dias depois de pelo menos quatro soldados americanos terem sido mortos em um atentado suicida na cidade de Manbij, no norte da Síria, cuja responsabilidade foi assumida pelo Daesh (grupo terrorista proibido em Rússia e em vários outros países).
Sputnik

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores turco, Hami Aksoy, alertou as Forças Armadas do governo sírio para que não tentassem entrar na cidade de Manbij, localizada no norte da Síria.


"Às Unidades de Proteção Popular curdas na Síria (YPG) não deveria ser permitido deixar que as forças do regime [do presidente sírio Bashar Assad] entrem em Manbij", disse Aksoy em uma entrevista coletiva na sexta-feira (18). Ele também destacou que "a retirada das tropas norte-americanas da Síria não deveria ajudar os terroristas das YPG e do Partido de União Democrática curdo (PYD)".

As declarações foram feitas depois que nesta quarta-feira (16) na cidade síria de Manbij ocorreu uma explosão em u…

Premiê ucraniano dá tiro no pé

A imprensa polonesa mostra entusiasmo relativamente a uma recente declaração do primeiro-ministro ucraniano Arseny Yatsenyuk. O premiê afirmou que o Pacto Molotov-Ribbentrop, que efetivamente criou as fronteiras ocidentais da Ucrânia contemporânea, foi um ato contra os interesses da Polônia e da Ucrânia.


Sputnik

O Pacto Molotov-Ribbentrop, um pacto de não agressão assinado entre a União Soviética e a Alemanha nazista em 1939, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial, resultou na devolução à União Soviética de territórios polacos na Bielorrússia ocidental e na Ucrânia ocidental que a Polônia perdera durante a guerra polaco-soviética de 1919-1921, formando efetivamente as fronteiras ocidentais dos dois países.


O primeiro-ministro da Ucrânia Arseny Yatsenyuk chega para a reunião do Conselho de Segurança em Kiev 4 de novembro de 2014
Arseny Yatsenyuk © REUTERS/ Valentyn Ogirenko

Durante o encontro com a primeira-ministra polonesa Ewa Kopacz, que visitou a aldeia ucraniana de Bykivnia na quinta-feira (16) para participar de uma cerimônia em memória dos oficiais poloneses mortos por forças de segurança soviéticas durante a guerra, Yatsenyuk declarou que o Pacto Molotov-Ribbentrop foi dirigido não só contra a Polónia, mas também contra a Ucrânia, relatou o jornal polonês Kresy.

"Tendo concluído este pacto, os bolcheviques-comunistas e os nazistas agiram contra a Polônia e a Ucrânia, dividindo nossos países e humilhando o nosso povo", disse Yatsenyuk, acrescentando que o pacto foi responsável pelo desencadear da Segunda Guerra Mundial.

Comentando o absurdo da declaração de Yatsenyuk, que parece abrir a porta para o revanchismo polaco relativamente à Ucrânia ocidental, os usuários da mídia social observam que, se as autoridades de Kiev consideram o pacto como um ato criminoso, talvez eles devam considerar a entrega das regiões ocidentais da Ucrânia à Polónia, como forma de correção deste “erro histórico”.

No site de notícias e análise PolitNavigator.net um usuário perguntou:

"Deixe-me ver: a junção da Ucrânia ocidental ao resto da Ucrânia foi dirigida contra o interesse da Ucrânia? Será que Yatsenyuk entende o que ele próprio disse?"

No ano passado, após a assinatura do Acordo de Associação entre a UE e a Ucrânia, várias organizações civis polonesas declararam que iriam interpor processos judiciais para reaver os bens que ficaram na Ucrânia ocidental quando a região foi retirada à Polônia e passou a pertencer à administração ucraniana (soviética).

Além disso, um recente estudo do Instituto de Varsóvia de Relações Públicas, em colaboração com os seus homólogos em Kiev, descobriu que quase metade dos poloneses continua a ver a Ucrânia e os ucranianos de forma negativa, com 38 por cento de indiferentes, e apenas 23 por cento dizem que estão dispostos a reconhecer totalmente a legitimidade da atual fronteira entre os dois países.


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