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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Rússia, Síria, Iraque e Irã criam central de informações para combate ao EI

Órgão em Bagdá facilitará intercâmbio de dados e pode também ser base de coordenação para futuras operações militares. Na ONU, ministro iraquiano exige mais ação da aliança internacional anti-"Estado Islâmico".


Deutsch Welle

A Rússia e três países do Oriente Médio pretendem fundar na capital iraquiana uma central para facilitar o intercâmbio das informações a respeito da milícia terrorista "Estado Islâmico" (EI). O órgão reunirá membros do Estado-maior da Rússia, Síria, Iraque e Irã, noticiou a agência de notícias russa Interfax, com base em fontes diplomáticas e militares de Moscou.

Numa fase posterior, operações militares poderão ser coordenadas a partir do centro em Bagdá, que será dirigido alternadamente por oficiais das quatro nações. O primeiro deles será um representante do Iraque.


Tomada de Mossul por EI é considerada maior derrota de Bagdá

Otimismo e exigências de Bagdá

O ministro iraquiano do Exterior, Ibrahim al-Jaafari, que se encontra em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, se mostrou otimista a respeito do projeto, neste sábado (26/09).

"As forças militares iraquianas alcançaram algumas vitórias significativas, repelindo os terroristas e os obrigando a se retirarem a norte de Mossul", afirmou Jaafari, acrescentando que o Exército nacional "está do lado vitorioso".

No entanto, a situação na segunda maior cidade iraquiana desmente tal versão. Depois de 15 meses de combates, as tropas do governo ainda não conseguiram retomar a maior refinaria de petróleo do país. As Forças Armadas procuram ganhar mais controle ao oeste antes de iniciar um ataque a Mossul, considerada a maior perda de Bagdá na luta contra o EI.

Ainda assim, Jaafari declarou que não são necessárias tropas de solo estrangeiras, e acusou a aliança militar internacional liderada pelos Estados Unidos de não estar fazendo o suficiente: "A frequência dos ataques aéreos oscila, e espero que ela seja mais alta no futuro."

O chefe da diplomacia iraquiana também reivindicou de Washington mais equipamento de combate, assim como a intensificação dos treinamentos militares e da disponibilização de dados pelos serviços de informação.


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