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Especialistas: aumenta o risco de guerra entre os EUA, a Rússia e a China

O desenvolvimento de novos tipos de armas nucleares de "baixa potência" aumenta o risco de uma guerra entre os EUA, a Rússia e a China, segundo especialistas consultados por Newsweek.
Sputnik

O Pentágono está desenvolvendo dois novos tipos de armas nucleares, para acompanhar os progressos da Rússia e da China nesse terreno. Os especialistas tiveram acesso às minutas do projeto de doutrina nuclear norte-americana, que acusa Moscou e Pequim de ampliar as suas capacidades nucleares. 


Esse documento afirma a necessidade de "desenvolver e incorporar novos meios de contenção e de defesa dos objetivos, quando a contenção não funciona".

Entre outras medidas, o projeto revela a intenção de desenvolver ogivas nucleares de baixa potência para mísseis Trident, utilizados por submarinos da classe Ohio. Além disso, o departamento de Defesa dos EUA planeja desenvolver um míssil nuclear de baixa potência para suas bases marítimas.

O Pentágono considera o atual arsenal nuclear a disposi…

Stephen Cohen: Rússia alertou que Primavera Árabe liberaria forças terríveis

Stephen Cohen, um dos maiores especialistas em Rússia dos EUA, afirmou no programa de rádio norte-americano The John Batchelor Show que Moscou advertiu repetidamente Washington de que forças radicais ascenderiam na sequência dos golpes no Oriente Médio, mas que não foi ouvida.


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As afirmações, segundo Cohen, foram fundamentadas em um conhecimento sólido da região. “Putin e toda a classe política russa, ouso dizer, conhece o Oriente Médio culturalmente e intelectualmente melhor do que os EUA."


Área controlada pelo Estado Islâmico em Kobani, na Síria
Kobane (Síria) © AP Photo/ Jake Simkin

“Moscou alertou desde o início que a Primavera Árabe com a derrubada de governos não levaria à democracia, mas iria liberar forças terríveis… Mas Washington é incapaz de admitir que fez política baseada em uma mitologia”, afirmou Cohen.


Segundo o especialista, um olhar sobre o Iraque ou a Líbia, que têm sido assolados pela violência resultante das operações militares lideradas pelos ocidentais, seria suficiente para apoiar este ponto de vista. Ele afirmou que os EUA poderiam levar estas experiências em conta quando se lida com a Síria. A principal lição seria: ouvir a opinião de Moscou antes de agir.

Cohen afirma que “Putin está dizendo hoje: você, EUA, querem remover Assad e nós garantimos, como dissemos antes de invadirem o Iraque, antes de derrubarem Khaddafi na Líbia, que algo muito pior e que você vai gostar menos seguirá se você fizer isso. Portanto, não vamos fazer nada para evitar tudo isso”.

“O que me assusta é a incapacidade de Washington de repensar alguma coisa, em parte porque pode estar de acordo com a posição assumida por Moscou e Putin. A premissa parece ser: Moscou e Putin nunca pode estar certo”, observou o estudioso.

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