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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Stephen Cohen: Rússia alertou que Primavera Árabe liberaria forças terríveis

Stephen Cohen, um dos maiores especialistas em Rússia dos EUA, afirmou no programa de rádio norte-americano The John Batchelor Show que Moscou advertiu repetidamente Washington de que forças radicais ascenderiam na sequência dos golpes no Oriente Médio, mas que não foi ouvida.


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As afirmações, segundo Cohen, foram fundamentadas em um conhecimento sólido da região. “Putin e toda a classe política russa, ouso dizer, conhece o Oriente Médio culturalmente e intelectualmente melhor do que os EUA."


Área controlada pelo Estado Islâmico em Kobani, na Síria
Kobane (Síria) © AP Photo/ Jake Simkin

“Moscou alertou desde o início que a Primavera Árabe com a derrubada de governos não levaria à democracia, mas iria liberar forças terríveis… Mas Washington é incapaz de admitir que fez política baseada em uma mitologia”, afirmou Cohen.


Segundo o especialista, um olhar sobre o Iraque ou a Líbia, que têm sido assolados pela violência resultante das operações militares lideradas pelos ocidentais, seria suficiente para apoiar este ponto de vista. Ele afirmou que os EUA poderiam levar estas experiências em conta quando se lida com a Síria. A principal lição seria: ouvir a opinião de Moscou antes de agir.

Cohen afirma que “Putin está dizendo hoje: você, EUA, querem remover Assad e nós garantimos, como dissemos antes de invadirem o Iraque, antes de derrubarem Khaddafi na Líbia, que algo muito pior e que você vai gostar menos seguirá se você fizer isso. Portanto, não vamos fazer nada para evitar tudo isso”.

“O que me assusta é a incapacidade de Washington de repensar alguma coisa, em parte porque pode estar de acordo com a posição assumida por Moscou e Putin. A premissa parece ser: Moscou e Putin nunca pode estar certo”, observou o estudioso.

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