Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Uso de armas químicas por Estado Islâmico não ultrapassa ‘linha vermelha’ dos EUA?

O Ministério do Exterior russo declarou nesta quinta-feira (3) que possui informação de como o grupo terrorista Estado Islâmico acessou os documentos sobre produção de armas químicas.


Sputnik

A porta-voz do ministério, Maria Zakharova, divulgou que existe a ameaça séria de que a geografia da atividade terrorista do EI pode ser ampliada fora da Síria e do Iraque:

“Este fato é evidenciado pela informação que temos sobre o fato que o Estado Islâmico acessou a documentação técnico-científica sobre produção de armas químicas, tomou empresas químicas e atraiu especialistas estrangeiros para explorar a síntese de substâncias químicas”.


Membro da equipe de investigação da ONU investiga um míssil perto de Damasco na Síria que supostamente tinha ogiva química
© AP Photo/ United media office of Arbee

A declaração veio após notícias sobre o fato de os terroristas do EI terem lançado nesta terça-feira (1) um míssil com elemento químico contra milícias curdas no Iraque.

Segundo declarou à Sputnik o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Noel Clay, os ataques químicos recentes do EI na Síria e no Iraque sublinham a necessidade para a resolução política da crise síria.

"As alegações também são um lembrete claro à comunidade internacional sobre as ameaças que o caos existente na Síria apresenta e à urgência de chegar à solução diplomática do conflito na Síria."

Os diplomatas russos e americanos continuam os esforços para encontrar uma solução política para o conflito. Moscou critica duramente a intervenção estrangeira na situação política síria e aposta em vias exclusivamente diplomáticas.

Curiosamente, a declaração do porta-voz norte-americano sobre a necessidade para a resolução política da crise na Síria parece mais branda do que a infame frase do então candidato à presidência dos EUA, Barack Obama, feita em 2012 sobre o fato que se o presidente da Síria, Bashar Assad, usar armas químicas contra insurgentes, ultrapassaria a “linha vermelha” e os EUA enviariam tropas para derrubar o regime de Assad.

A Síria está envolvida em uma guerra civil desde março de 2011. O governo luta contra vários grupos rebeldes e organizações militares, incluindo a Frente al-Nusra e o grupo terrorista Estado Islâmico, proibido na Rússia.

Em 2013 a Rússia e os Estados Unidos concordaram em trabalhar juntos para destruir a grande maioria do estoque de armas químicas da Síria. A Síria se juntou à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e concordou em destruir seu estoque de armas químicas após um ataque de gás sarin perto de Damasco, que deixou mais de mil mortos em 2013. Ao fim de outubro de 2014, a OPAQ relatou que quase 98% das armas químicas retiradas da Síria haviam sido destruídas.

Atualmente as delegações diplomáticas dos EUA e da Rússia tentam achar a solução pacífica e diplomática ao conflito sírio. Na sexta-feira passada (28) foram realizadas consultas em Moscou para discutir a situação. Os chefes das delegações, o vice-chanceler russo e o representante especial para Oriente Médio, Mikhail Bogdanov, e o enviado especial dos EUA na Síria, Michael Ratney, não especificaram detalhes das consultas que prorrogavam por mais de três horas.


Postar um comentário