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Israel prende o governador palestino de Jerusalém

Motivo da detenção foram crimes cometidos na Cisjordânia ocupada, segundo a Organização para a Libertação da Palestina.
France Presse

Israel prendeu o governador palestino de Jerusalém por crimes que teria cometido na Cisjordânia ocupada, que não foram especificados, informou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

O governador Adnan Gheith foi detido no sábado (20) à noite no bairro palestino de Beit Hanina, em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel. Será apresentado a um tribunal dentro de quatro dias, afirma a OLP em um comunicado.

Para o dirigente da OLP Saeb Erakat, a detenção é "um novo passo contra a presença palestina em Jerusalém" e constitui uma violação da legislação israelense a respeito das instituições palestinas da cidade.

"As ameaças contra dirigentes palestinos, sua detenção, inclusive o 'sequestro' do governador Gheith, são parte de um plano que pretende sufocar todas as bases de uma solução política com dois Estados e com as f…

Após cúpula em Paris, Donbass inicia retirada de armas

Apesar de avanço obtido em reunião entre líderes globais, processo político na Ucrânia ainda é empecilho para solução da crise.


ALEKSÊI TIMOFEITCHEV | GAZETA RUSSA

A autoproclamada República Popular de Lugansk (RPL) confirmou na segunda-feira (5) o início da retirada de armas com calibre inferior a 100 milímetros por parte dos militares ucranianos.


Donbass after Paris meeting
Encontro em Paris obrigou ambas as partes a fazer concessões Foto:Reuters

A medida foi acordada durante a recente cúpula dedicada à questão ucraniana, que reuniu em Paris os líderes da Alemanha, França, Rússia e Ucrânia. O encontro, segundo os próprios participantes, obrigou que ambas as partes do conflito façam concessões.

“Para o Donbass é mais fácil cumprir a parte política dos acordos, incluindo o adiamento da eleição, do que para Kiev. (...) Para o governo central, trata-se de uma questão de estabilidade do regime político, de estabilidade interna do país”, disse à Gazeta Russa Maksim Bratevski, analista do Centro de Estudos Europeu da Escola Superior de Economia.

Além de sugerir que as votações regionais, marcadas no Donbass para serem realizadas em separado do restante do país, sejam realizadas conforme a legislação ucraniana, foram propostas a adoção de uma lei eleitoral para a votação na região, a ser coordenada com liderança das regiões separatistas, e a anistia para os combatentes.

Segundo Bratevski, o presidente ucraniano Petrô Porochenko já não tem margem de manobra em relação à situação no Donbass. “Existe a ideia de que Porocheno não recebeu 100% de apoio dos parceiros ocidentais [no encontro de Paris]. Ao que tudo indica, teriam lhe dito que violar os acordos de Minsk, (...) sem tocar no processo político, simplesmente não funciona.”

Crise interna

O cientista político ucraniano e diretor do Instituto de estudos estratégicos Nova Ucrânia, Andrêi Ermolaev, destaca também que a Europa faz Porochenko agir “mesmo à custa de perturbações significativas na própria Ucrânia”.

A implementação do plano estabelecido em Paris pode levar a um cessar fogo sustentável e à diminuição da presença física da Rússia no Donbass. “Mas isso não retira da agenda o processo da posterior autonomia do Donbass”, alerta Ermolaev.

“Nem todos os membros da coalizão do governo atual têm interesse no processo que, embora seja difícil e penoso, não deixa de ser um processo de paz: existe um ‘partido da guerra’ e existem apoiantes da ‘pequena Ucrânia’ [sem o Donbass]”, diz.


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