Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Ataque à Síria e acusações dos EUA ganham destaque na mídia russa

Nesta quinta-feira (1), os diários russos focaram possíveis cenários para o conflito no país árabe e divulgaram declaração de chanceler russo, que pediu provas contra as acusações feitas por Washington após o bombardeio.


ALEKSÊI TIMOFEITCHEV | GAZETA RUSSA

Um ataque, dois cenários


O bombardeio aéreo das posições do EI (Estado Islâmico) na Síria, iniciado na quarta-feira (30) pela Força Aérea russa, pode vir a ter dois cenários: um defensivo e outro ofensivo, segundo o jornal russo “Kommersant”.


Governo confirmou novos ataques aéreos contra 4 posições do EI nesta quinta Foto:Ministério da Defesa da Rússia

O primeiro cenário se refere a uma possível ajuda às forças governamentais do presidente sírio Bashar al-Assad a manter sob seu controle a costa do Mediterrâneo e áreas circundantes.

“É precisamente lá que vivem grandes aglomerações de alauítas – os correligionários do presidente Bashar al-Assad e de quem o seu governo recebe o principal apoio. Também nessa região existem duas cidades portuárias importantes: Latakia e Tartus [onde encontra-se a unidade de apoio logístico da Marinha russa]”, publicou o jornal nesta quinta-feira (1).

Já o segundo cenário, o ofensivo, é arriscado para a Rússia, embora mais vantajoso em termos de imagem internacional. “A situação ideal, considerando o efeito propagandista, seria libertar Palmira e suas antigas ruínas, atualmente sob o controle do EI”, acrescentou o “Kommersant”.

Os especialistas entrevistados pelo jornal russo acreditam que esse feito estaria perfeitamente ao alcance das forças especiais russas, caso haja apoio do setor de aviação e das tropas sírias.

Citando uma fonte interna nos órgãos do controle operacional das forças armadas, o veículo descreve ainda a composição dos agrupamentos da Força Aérea russa na Síria. “No aeródromo de Hmeymim, perto de Latakia, formou-se um regimento misto composto por aviões de ataque Su-24M e Su-34, bombardeiros Su-25SM e caças multifuncionais Su-30SM, além de helicópteros de ataque Mi-24 e multifuncionais Mi-8.”

Lavrov pede provas

O diário “RBC” cita o chanceler russo Serguêi Lavrov, que pediu a Washington para fornecer provas de que os bombardeios russos não foram em áreas dominadas pelo Estado Islâmico. Após o ataque, o Pentágono chegou a declarar que as áreas atacadas poderiam não ter terroristas, e sim rebeldes apoiados pela CIA.

“Há uma preocupação por parte dos nossos colegas norte-americanos em relação ao fato de os alvos não terem sido os anunciados, e eles expressaram preocupação, alegando que têm provas. Pedimos a eles que as apresentem [as provas], porque nós respondemos pelos nossos alvos”, declarou Lavrov.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo reforçou que a Força Aérea do país está atuando exclusivamente em alvos ligados ao EI.

Alvo: oleodutos do EI

De acordo com matéria publicada pelo jornal “Novaia Gazeta” nesta quinta-feira (1), um dos objetivos da ação militar russa na Síria é a eliminação de um dos canais de financiamento mais importante do EI: os oleodutos que permitem a comercialização ilegal de petróleo.

O veículo já havia informado anteriormente que “nos computadores de bordo dos caças e bombardeiros em operação na Síria foram introduzidas, em primeiro lugar, as coordenadas das estações de bombeamento dos dutos que transportam o petróleo da organização terrorista EI, e não apenas os dados referentes aos locais onde se encontram os líderes dos terroristas”.

O “Novaia Gazeta” diz ainda que ter recebido informações sobre as consultas entre militares russos e profissionais do setor petrolífero. “Os representantes do Ministério da Defesa estavam principalmente interessados ​​em saber quais as estações de bombeamento que garantem o avanço do petróleo através do oleoduto, para que sejam postas fora de serviço e evitem o comércio ilegal da matéria-prima”, publicou o jornal.


Postar um comentário

Postagens mais visitadas