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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Ataque à Síria e acusações dos EUA ganham destaque na mídia russa

Nesta quinta-feira (1), os diários russos focaram possíveis cenários para o conflito no país árabe e divulgaram declaração de chanceler russo, que pediu provas contra as acusações feitas por Washington após o bombardeio.


ALEKSÊI TIMOFEITCHEV | GAZETA RUSSA

Um ataque, dois cenários


O bombardeio aéreo das posições do EI (Estado Islâmico) na Síria, iniciado na quarta-feira (30) pela Força Aérea russa, pode vir a ter dois cenários: um defensivo e outro ofensivo, segundo o jornal russo “Kommersant”.


Governo confirmou novos ataques aéreos contra 4 posições do EI nesta quinta Foto:Ministério da Defesa da Rússia

O primeiro cenário se refere a uma possível ajuda às forças governamentais do presidente sírio Bashar al-Assad a manter sob seu controle a costa do Mediterrâneo e áreas circundantes.

“É precisamente lá que vivem grandes aglomerações de alauítas – os correligionários do presidente Bashar al-Assad e de quem o seu governo recebe o principal apoio. Também nessa região existem duas cidades portuárias importantes: Latakia e Tartus [onde encontra-se a unidade de apoio logístico da Marinha russa]”, publicou o jornal nesta quinta-feira (1).

Já o segundo cenário, o ofensivo, é arriscado para a Rússia, embora mais vantajoso em termos de imagem internacional. “A situação ideal, considerando o efeito propagandista, seria libertar Palmira e suas antigas ruínas, atualmente sob o controle do EI”, acrescentou o “Kommersant”.

Os especialistas entrevistados pelo jornal russo acreditam que esse feito estaria perfeitamente ao alcance das forças especiais russas, caso haja apoio do setor de aviação e das tropas sírias.

Citando uma fonte interna nos órgãos do controle operacional das forças armadas, o veículo descreve ainda a composição dos agrupamentos da Força Aérea russa na Síria. “No aeródromo de Hmeymim, perto de Latakia, formou-se um regimento misto composto por aviões de ataque Su-24M e Su-34, bombardeiros Su-25SM e caças multifuncionais Su-30SM, além de helicópteros de ataque Mi-24 e multifuncionais Mi-8.”

Lavrov pede provas

O diário “RBC” cita o chanceler russo Serguêi Lavrov, que pediu a Washington para fornecer provas de que os bombardeios russos não foram em áreas dominadas pelo Estado Islâmico. Após o ataque, o Pentágono chegou a declarar que as áreas atacadas poderiam não ter terroristas, e sim rebeldes apoiados pela CIA.

“Há uma preocupação por parte dos nossos colegas norte-americanos em relação ao fato de os alvos não terem sido os anunciados, e eles expressaram preocupação, alegando que têm provas. Pedimos a eles que as apresentem [as provas], porque nós respondemos pelos nossos alvos”, declarou Lavrov.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo reforçou que a Força Aérea do país está atuando exclusivamente em alvos ligados ao EI.

Alvo: oleodutos do EI

De acordo com matéria publicada pelo jornal “Novaia Gazeta” nesta quinta-feira (1), um dos objetivos da ação militar russa na Síria é a eliminação de um dos canais de financiamento mais importante do EI: os oleodutos que permitem a comercialização ilegal de petróleo.

O veículo já havia informado anteriormente que “nos computadores de bordo dos caças e bombardeiros em operação na Síria foram introduzidas, em primeiro lugar, as coordenadas das estações de bombeamento dos dutos que transportam o petróleo da organização terrorista EI, e não apenas os dados referentes aos locais onde se encontram os líderes dos terroristas”.

O “Novaia Gazeta” diz ainda que ter recebido informações sobre as consultas entre militares russos e profissionais do setor petrolífero. “Os representantes do Ministério da Defesa estavam principalmente interessados ​​em saber quais as estações de bombeamento que garantem o avanço do petróleo através do oleoduto, para que sejam postas fora de serviço e evitem o comércio ilegal da matéria-prima”, publicou o jornal.


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