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Netanyahu: Irã está criando exército contra Israel

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, acusou Israel de violar o direito internacional e avisou Tel Aviv sobre as consequências caso o país continue seguindo a mesma linha anti-Irã. Em resposta, o primeiro-ministro israelense respondeu que a Guarda Revolucionária Iraniana pretende destruir o seu país.
Sputnik

Falando durante a sessão do Estado-Maior General das Forças de Defesa Israelenses (IDF, sigla em inglês), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou as recentes declarações de Teerã em relação a Tel Aviv.


"Hoje ouvi o que disse o chanceler iraniano, acusando Israel de violar direito internacional. Trata-se do ministro do Exterior de um país que envia drones militares contra Israel e mísseis contra a Arábia Saudita. Também ouvi palavras moderadas, e há um abismo enorme entre as palavras e as ações da Guarda Revolucionária [Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica] que está construindo um exército contra Israel com o objetivo declarado…

Hospital dos Médicos Sem Fronteiras é alvo de bombardeio no Afeganistão

19 pessoas morreram - 12 funcionários da organização - em Kunduz.
Otan admitiu ataque aéreo norte-americano 'pode ter' atingido o hospital.


France Presse

Um bombardeio atingiu neste sábado (3) um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Kunduz, no norte do Afeganistão, matando pelo menos 19 pessoas, informou a ONG em comunicado. Entre os mortos estão 12 funcionários da organização, quatro pacientes adultos e três crianças. Outras 37 pessoas ficaram feridas - entre elas 19 funcionários.

Pessoas são vistas em hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, no Afeganistão, logo após bombardeio atingir o local neste sábado  (Foto: Divulgação/Médicos Sem Fronteiras )Pessoas são vistas em hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, no Afeganistão, logo após bombardeio atingir o local neste sábado (Foto: Divulgação/Médicos Sem Fronteiras )

O MSF disse em nota que todas as partes envolvidas no conflito no país foram informadas sobre a localização precisa de seu hospital e de outras instalações do grupo. Ainda de acordo com o MSF, o bombardeio continuou por 30 minutos mesmo após militares dos EUA e afegães terem sido informados sobre o ataque.

O estabelecimento da MSF em Kunduz é um centro hospitalar importante na região e estava funcionando além de sua capacidade durante os recentes combates entre o exército e os talibãs, que assumiram o controle da cidade durante vários dias.

"O centro de traumatologia da MSF em Kunduz foi atingido várias vezes durante um bombardeio prolongado e ficou muito danificado", informou a ONG em um comunicado. "Confirmamos a morte de nove membros da MSF durante o bombardei (...) 37 pessoas estão gravemente feridas e se desconhece o paradeiro de muitos funcionários e pacientes", acrescenta o texto.

No momento do bombardeio, 105 pacientes e pessoal sanitário e mais de 80 funcionários internacionais e locais se encontravam no hospital.

A organização informou na véspera que 59 crianças estavam sendo atendido no centro.

Possíveis responsáveis

A Otan informou à AFP que um ataque aéreo norte-americano "pode ter" atingido o hospital da organização internacional de assistência.

"As força americanas realizavam um ataque aéreo em Kunduz contra pessoas que ameaçavam as forças da coalizão, o que pode ter provocado danos colaterais em um centro médico nas proximidades do alvo", declarou o coronel Brian Tribus, porta-voz da missão da Otan no Afeganistão à AFP.

O chefe do Pentágono, Ashton Carter, afirmou que está em andamento uma investigação exaustiva sobre o bombardeio, apesar de não confirmar que foi realizado pelas forças americanas.

O secretário de Defesa americano assinalou que "as forças americanas em apoio às forças afegãs operavam perto, assim como os talibãs".

O chefe do escritório de Direitos Humanos da ONU disse que o ataque ao hospital é “extremamente trágico, sem desculpas e possivelmente até criminoso”.

“Esse evento profundamente chocante deve ser rapidamente, profundamente e independentemente investigado, e seus resultados devem ser tornados públicos”, disse Zeid Ra'ad al-Hussein em um comunicado. “A seriedade do incidente é ressaltada pelo fato de que um bombardeio contra um hospital pode ser considerado um crime de guerra.”

O governo do Afeganistão afirmou que as forças americanas bombardearam o hospital.

"Como resultado do bombardeio americano contra o hospital da MSF em Kunduz, pelo menos três pessoas morreram e 37 ficaram feridas, entre elas pessoal da MSF", escreveu no Twitter o porta-voz do Ministério da Saúde do Afeganistão, Wahidullah Mayar.

O porta-voz detalhou que entre os feridos há pelo menos 24 integrantes da organização humanitária e que o centro de saúde ficou "destruído quase em sua totalidade pelo fogo causado após o bombardeio dos EUA".

Os feridos foram transferidos para um hospital regional, explicou Mayar.

O hospital ficou "bastante danificado" em um bombardeio "prolongado" que aconteceu às 2h10 locais (18h40 de Brasília de sexta-feira) e a imprensa americana citou fontes militares segundo as quais este incidente poderia ser resultado de "efeitos colaterais" de um ataque da força aérea americana.

Talibãs

Os talibãs condenaram "energicamente" o bombardeio, e acusaram os Estados Unidos de "martirizar" o pessoal médico e os pacientes do centro.

"As forças americanas bombardearam um hospital civil na cidade de Kunduz, no qual médicos, enfermeiras e pacientes foram martirizados e feridos", afirmou o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, em comunicado.

Segundo o porta-voz, "este crime" aconteceu quando não havia nenhum insurgente no interior do centro médico, "já que a situação de conflito não permite que nossos guerreiros sejam hospitalizados lá".

Mujahid acusou a agência de inteligência do Afeganistão de oferecer informação falsa aos EUA para bombardear o hospital em Kunduz.

Cidade estratégica do norte do Afeganistão, Kunduz foi reconquistada pelo Exército afegão das mãos dos talibãs na quinta-feira passada.

Kunduz foi a primeira grande cidade afegã tomada pelos talibãs desde que foram expulsos do poder, em 2001, pela invasão americana.


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