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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Marinha do Brasil: Força Naval do Nordeste comemora 73 anos

Poder Naval

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Marinha do Brasil (MB) participou da Campanha do Atlântico, a mais longa e uma das mais importantes daquele conflito. Nela, a Alemanha e a Itália procuravam negar o uso do Oceano Atlântico aos aliados, uma estratégia que levou ao ataque do comércio marítimo brasileiro, com o afundamento de vários navios mercantes nacionais.


Cruzador Bahia
Cruzador Bahia

O Brasil, como consequência, não podia manter uma posição de neutralidade. A economia dependia fortemente do comércio marítimo para exportar as matérias primas e os alimentos que produzia, pois era um País essencialmente agrícola, e também para importar combustíveis, pela falta de carvão de boa qualidade e petróleo. Em virtude da falta de estradas, dependia da cabotagem para os intercâmbios comerciais entre suas principais regiões.

Com a entrada do Brasil no conflito, tendo como principal aliado os Estados Unidos da América (EUA), coube à MB patrulhar o Atlântico Sul e proteger os comboios de navios mercantes que trafegavam entre o Mar do Caribe e o litoral Sul do Brasil contra a ação dos submarinos e navios corsários germânicos e italianos. No início do conflito, a MB pouco conhecia das novas táticas antissubmarino e estava, consequentemente, desprovida de meios flutuantes e dos equipamentos necessários para executá-las.

A criação da Força Naval do Nordeste (FNNE), em Outubro de 1942, foi parte do rápido e intenso processo de reorganização das forças navais brasileiras para adequar-se à situação de conflito. Sob o comando do então Capitão-de-Mar-e-Guerra Alfredo Carlos Soares Dutra, a recém-criada Força foi inicialmente composta pelos seguintes Navios: Cruzadores “Bahia” e “Rio Grande do Sul”, Navios-Mineiros “Carioca”, “Caravelas”, “Camaquã” e “Cabedelo” (posteriormente convertidos em corvetas) e os Caça-Submarinos “Guaporé” e “Gurupi”.

Recebeu, ainda, navios que tinham acabado de ser prontificados nos estaleiros brasileiros e vários escoltas antissubmarino cedidos pelos norte-americanos, constituindo a Força-Tarefa 46, da Força do Atlântico Sul, subordinada à 4ª Esquadra norte-americana. Os entendimentos entre o Brasil e os EUA permitiram o fornecimento ao Brasil de navios escolta e caça submarinos, bem como o indispensável treinamento do pessoal, habilitando-os a operarem navios modernos com equipamentos de detecção, como o sonar e radar.

A missão principal da MB foi a escolta dos comboios de navios mercantes. A atuação das forças navais brasileiras, destacadamente da FNNE, manteve abertas as vias de comunicações marítimas no Atlântico Sul, provendo aos Aliados materiais estratégicos essenciais para o esforço de guerra e mantendo a economia nacional abastecida. Esta guerra cotidiana e silenciosa ceifou inúmeras vidas. As perdas brasileiras na guerra do Atlântico somaram 30 mercantes e três navios de guerra, entre eles o “Bahia” e o “Camaquã”, que pertenciam à FNNE. Nas operações navais na Segunda Guerra Mundial, a MB perdeu 486 homens – verdadeiros marinheiros que escreveram páginas de abnegação e heroísmo no cumprimento do dever – número de óbitos superior ao conjunto das perdas de vidas sofridas pela FEB e FAB na Segunda Guerra Mundial. Em 7 de novembro de 1945, concluída a sua missão, a FNNE regressou ao RJ em seu último cruzeiro. O desempenho da FNNE, no cumprimento de sua missão, evitou que ocorresse um desabastecimento das cidades brasileiras e contribuiu de maneira notável para permitir o fluxo da navegação de longo curso do Atlântico Sul e certamente para a vitória final aliada sobre o Eixo.

É com imenso orgulho e justo sentimento de gratidão que, ao comemorarmos os 73 Anos de Criação da FNNE, reverenciamos aqueles bravos e dedicados marinheiros que, com desprendimento e amor à Pátria, souberam suplantar os diversos obstáculos da ocasião, nos deixando uma Nação livre e soberana. A Cerimônia alusiva ao Dia da Criação da Força Naval do Nordeste será realizada no dia 08 de Outubro (quinta-feira), às 15h, na Base Naval do Rio de Janeiro, situada na Ilha de Mocanguê.



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