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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
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Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Mídia israelense: Fraqueza de Obama levou o Oriente Médio a se voltar para a Rússia

A política firme da Rússia no Oriente Médio finalmente deu resultados. Agora é Moscou quem representa o papel de liderança na região, enquanto aliados tradicionais dos EUA buscam ganhar o apoio do líder russo Vladimir Putin. A análise é do jornal israelense Maariv Nrg.


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Enquanto os EUA hesitam em suas ações futuras na região, a Rússia está tomando medidas decisivas apesar das sanções e de uma desaceleração na sua economia, relatou o jornal, decretando que a política norte-americana no Oriente Médio fracassou.


Bashar Assad, presidente da Síria, e Vladimir Putin, presidente da Rússia, no Kremlin
Bashar Assad e Vladimir Putin © Sputnik/ Mikhail Klementiev

"A oposição síria treinada por Washington se rendeu à Frente al-Nusra. O exército iraquiano não conseguiu derrotar o Estado Islâmico apesar do apoio dos EUA", observa o artigo assinado por Eytan Gilboa, diretor do Centro para Comunicação Internacional da Universidade de Bar-Ilan.

Os EUA gastaram US$ 90 bilhões em sua guerra contra o terrorismo: dinheiro jogado fora, segundo o analista. E depois que Washington retirou suas tropas do Iraque em 2011, o Presidente Barack Obama se recusou a iniciar outra guerra no Oriente Médio.

"Putin está percebendo a fraqueza dos EUA, e está desafiando a hegemonia mundial da América. É por isso que Israel, Egito e Arábia Saudita se voltaram para Moscou por ajuda", escreveu Gilboa, acrescentando que Obama tem hesitado nas ações dos EUA em relação à Síria, o que “resultou em Putin assumindo a liderança".

A fraqueza de Washington também provocou violência e instabilidade em outras regiões, segundo Gilboa. Esta semana, o Talibã tomou o controle sobre a província de Kunduz. Segundo lembra o jornal israelense, apesar de o Talibã não ter estado ativo recentemente, o grupo ainda está invicto e tentaria recuperar as áreas que teve de abandonar.

No Iraque, o exército apoiado pelos EUA está sofrendo perdas e não consegue derrotar o Estado Islâmico. Isso, de acordo com o analista, levou o Iraque a cooperar com a Síria, o Irã e a Rússia para criar um centro de coordenação de informações para recolher dados sobre os terroristas.

Além disso, apesar do fato de que os EUA apoiaram combatentes curdos – a força mais eficaz contra o Estado Islâmico até o momento –, agora Washington está ajudando a Turquia a lutar contra a minoria étnica.

Segundo Gilboa, os EUA esperavam que depois do acordo nuclear iraniano Teerã iria estabilizar a situação na região.

“No entanto, depois que as sanções foram levantadas, o Irã se voltou para a cooperação com a Rússia. Outros países na região também estão pedindo ajuda a Putin”, concluiu o analista israelense.



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