Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Oposição síria recorre aos EUA para se defender de ataques

De acordo com a imprensa norte-americana, os representantes da oposição síria apelaram aos Estados Unidos para lhes fornecer mísseis terra-ar. Embora duvidem que a Casa Branca sucumba ao pedido de socorro, os analistas russos não descartam a possibilidade do fornecimento de armas pela Turquia e Arábia Saudita.


NIKOLAI SURKOV | GAZETA RUSSA

Em meio a acusações de bombardeios russos à chamada “oposição síria moderada”, o jornal “The Washington Post” informou na sexta-feira passada (2) que alguns grupos locais haviam pedido ao governo norte-americano para lhes fornecer recursos de defesa antiaérea.


Cenário atual remete à Guerra Fria, quando os EUA forneciam armas aos mujahidin afegãos Foto:Getty Images

O objetivo, segundo a publicação, seria proteger-se contra os ataques aéreos perpetrados pela Rússia.

O cenário, que remete à Guerra Fria, quando os Estados Unidos forneciam armas aos mujahidin afegãos, poderia levar ao aumento das tensões nas relações com Moscou, acreditam os observadores.

“Mas eles não vão entregar Stingers à oposição moderada porque, nesse caso, Assad receberia um S-300”, diz o Andrêi Suchentsov, sócio-gerente da agência Política Externa.

Para o cientista político, os norte-americanos e seus aliados não irão fornecer sistemas de defesa aérea portáteis (Manpads, na sigla em inglês) nem outros meios de defesa aérea aos adversários do presidente Bashar al-Assad porque a Síria possui um papel secundário nos planos dos EUA.

Além disso, Suchentsov relembra que, após a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão, as autoridades norte-americanas tiveram que desembolsar consideráveis somas de dinheiro para comprar de volta os armamentos dos mujahidin, porque temiam o seu uso contra o próprio país.

Já Dmítri Ofitserki-Belski, professor da Escola Superior de Economia, aponta para o caráter inusitado da matéria divulgada pelo “Washington Post”, qualificando-o como um “vazamento de informação especialmente organizado para sondar a reação tanto interna, como na Rússia”.

“Os rebeldes sírios podem estar exagerando na prontidão dos Estados Unidos em encarar a Rússia no conflito sírio e, à custa disso, tentam reviver certos temores em Moscou”, disse Ofitserki-Belski à Gazeta Russa.

Segundo o professor, há ainda a hipótese, embora pouco provável, de os EUA não estarem interessados em fomentar o confronto com a Rússia. “Tentam desse jeito interromper o fornecimento clandestino de Manpads ou de qualquer outro equipamento militar”, sugeriu.

Players regionais

Apesar de os analistas rejeitarem a ideia de fornecimento norte-americano, eles ressaltam que a Arábia Saudita e a Turquia já enviaram Manpads aos opositores sírios e que alguns desses sistemas podem também ter sido tomados na Líbia e no Iraque. “Porém, eles são ineficazes contra os modernos aviões de ataque, como o Su-34”, disse Ofitserki-Belski.

“O mais provável é esses países continuarem os fornecimentos de antitanques e outras armas que de modo algum conseguem atingir aeronaves da Força Aérea Russa, mas que conseguem reforçar a resistência à ofensiva iminente das forças sírias e das forças expedicionárias do Irã.”

O diretor do Centro de Estudos Orientais, Relações Internacionais e Diplomacia Pública Vladímir Avatkov também não descarta a possibilidade de a oposição síria vir a obter sistemas de defesa antiaérea turca. “Da Turquia pode se esperar medidas antirrussas inesperadas, incluindo o apoio físico à oposição síria”, destaca.

Após recente viagem a Moscou, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan admitiu pela primeira vez a possibilidade de um período de transição com Assad no poder. Uns dias atrás, porém, ele voltou a dizer que a Rússia está equivocada e pode ficar isolada devido à sua política.

“A Turquia negocia e procura a melhor posição para si. Isso se deve tanto ao meio da política externa, como à situação interna do país, onde são crescentes as contradições entre as principais forças políticas”, arremata Avatkov.



Postar um comentário