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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Russos querem partir para a Síria como voluntários

No segmento russo da Internet cresceu bruscamente o número de pesquisas sobre como ir para a guerra na Síria como voluntário, diz o jornal russo Izvestiya.


Sputnik

Segundo os dados do Wordstat, instrumento do serviço de busca Yandex, somente em setembro os russos fizeram 389 pesquisas sobre o tema “voluntários, Síria recrutamento”, 281 pesquisas sobre “como chegar à Síria como voluntário”, 115 pesquisas sobre “voluntários à Síria para onde se dirigir”. Ao todo, em setembro o Yandex recebeu cerca de 2.000 pesquisas do tipo “voluntários, Síria”. Ainda em agosto tinha dez vezes menos pesquisas deste tema – cerca de 200.


Posto de controle do exército governamental na Síria
© Sputnik/ Michael Alaeddin

Antes de setembro não tinha tais pesquisas ou eram muito raras. Por exemplo, até maio 2015 na Internet russa não tinha nenhuma pesquisa “voluntários para Síria recrutamento”. De maio a agosto tinha cerca de 5-13 pesquisas por mês.

Em geral os usuários russos da Internet mostram mais interesse sobre o tema de guerra na Síria. Durante o último mês eles fizeram 1,3 milhões de pesquisas com a palavra “Síria”. “Síria últimas notícias” foi buscada 89 mil vezes, “Síria no mapa” – 71 mil vezes, “hostilidades na Síria” – 12 mil vezes.

Reação oficial russa

Comentando os rumores sobre a eventual inscrição de voluntários para a campanha russa na Síria, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, frisou de novo durante o briefing nesta terça-feira (6) que a Rússia só está realizando uma operação aérea na Síria para ajudar as forças terrestres leais ao presidente Assad. Mas não se trata de nenhuma operação terrestre russa.

O próprio Ministério da Defesa prometeu somente engajar profissionais-voluntários na operação na Síria. Os militares do serviço militar obrigatório não irão participar das operações no estrangeiro.

Vale lembrar que a Rússia iniciou sua ofensiva aérea contra as posições do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria na quarta-feira (30) em resposta a um pedido oficial de ajuda militar apresentado por Damasco.

Segundo os dados do Ministério da Defesa russo, os ataques lançados por caças Su-34, Su-24M e Su-25 já destruíram várias bases, centros de comando e campos de treinamento do Estado Islâmico.

Os alvos dos ataques são escolhidos com base em dados de reconhecimento russo e sírio, inclusive através de reconhecimento aéreo. Segundo o Ministério da Defesa russo, o equipamento dos aviões russos permite atingir alvos do Estado Islâmico em todo o território sírio com “precisão absoluta”.

O embaixador sírio na Rússia, Riad Haddad, confirmou que o exército sírio efetuou ataques aéreos, apoiados pelas forças aeroespaciais russas, contra organizações terroristas armadas, e não fações da oposição política ou civis.


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