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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

‘Sedes da OTAN multiplicam-se como coelhos'

O secretário geral da OTAN, Jens Stoltenberg, espera que na reunião dos ministros de Defesa dos países-membros da OTAN em 8 de outubro será recebido o consentimento para a abertura de dois sedes da Aliança na Eslováquia e na Hungria. Os planos da OTAN comenta o especialista militar russo, coronel Viktor Baranets.


Sputnik

"Multiplicando estas sedes como coelhos australianos, a OTAN está tentando, por um lado, justificar a sua própria existência, por outro ligar mais profundamente os governos dos países membros para a Aliança", disse Baranets.


As bandeiras dos países membros da OTAN perto da sede da OTAN em Bruxelas
© AP Photo/ Geert Vanden Wijngaert

Ele observou que, no contexto da crise ucraniana as estruturas da OTAN estão constantemente a ser reformadas, por exemplo, na Polónia, está prevista a abertura de um novo centro de inteligência.

"Tudo isto tem alguma importância prática? Eu não vejo outra coisa senão um significado burocrático. Não há nenhuma ameaça para a Rússia destas estruturas, porque elas não são objetos estratégicos. Eles não aumentam o potencial de combate da OTAN, mas ao contrário enfraquecem. Afinal, cada novo elo faz mais difícil a gestão de uma estrutura já gigantesca da aliança", disse Baranets.

Ele acrescentou que, após a decisão da UE de deportar 400 mil imigrantes parece que a OTAN está tentando organizar uma nova estrutura de inteligência, devido ao afluxo de refugiados.

"É claro que há uma questão de segurança. Os membros da OTAN estão pensando como eliminar dessa massa de pessoas terroristas, funcionários de inteligência. E como sabemos há muitos deles entrando na Europa com os imigrantes ilegais. A OTAN está alarmado e tenta reagir à nova situação na Europa", acredita o especialista.

Segundo ele, não é necessário considerar os planos da NATO para estabelecer uma sede na Eslováquia e na Hungria como uma resposta à situação na Ucrânia.

"No contexto do processo de paz e implementação dos acordos de Minsk por ambas as partes estas palavras aparecem como uma folha de figueira para cobrir os objetivos verdadeiros… Gostaria de chamar a atenção da Eslováquia e da Hungria para o outro fato. A sede da OTAN, não é um apartamento comum em um edifício residencial. A estrutura político-militar que exige muitos gastos do país de acolhimento".

"O regulamento da Aliança obriga cada um dos seus membros desembolsar uma soma igual a 2% do PIB nacional. A manutenção da sede da OTAN vai custar a Eslováquia e a Hungria muito caro. Eles estão dispostos a desembolsar mais dinheiro para a estrutura militar burocrática?" — concluiu Baranets.



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