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No decorrer da operação Ramo de Oliveira será criada zona de segurança na Síria

O primeiro-ministro turco Binali Yildirim anunciou a criação, durante a operação militar turca na província síria de Afrin, de uma faixa de segurança de 30 quilômetros.
Sputnik

O premiê, citado pela emissora Haberturk, adiantou também que a operação seria efetuada em quatro etapas.


"A operação vai decorrer em 4 etapas com o objetivo de criar uma faixa de segurança de 30 quilômetros, que será limpa de terroristas", disse o político, citado pela emissora NTV.

Yildirim adiantou que até agora não há mortos ou feridos entre o contingente turco que realiza a operação.

Mais cedo, o Estado-Maior da Turquia anunciou o início da operação "Ramo de Oliveira" contra os grupos curdos na província síria de Afrin, que começou precisamente às 14h00 locais (12h00 no horário de Brasília). De acordo com a entidade militar, a operação conta com a participação de 72 aviões, enquanto 108 dos 113 alvos planejados já foram eliminados. Há poucos dias, o premiê turco, Binali Yildirim, havia avanç…

Ações da Turquia contradizem recomendação da OTAN

As ações da Turquia após a derrubada de um caça russo na Síria não apenas contradizem a Carta da ONU, mas as próprias recomendações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN, na sigla em inglês), afirmou o representante russo na Aliança nesta sexta-feira.


Sputnik

Alexander Grushko comentou que a Turquia voltou-se para a OTAN imediatamente após derrubar um avião Sukhoi Su-24 no dia 24 de novembro "buscando apoio político, o que de fato foi fornecido."

Alexander Grushko, representante da Rússia na OTAN
Alexander Grushko © Sputnik/ Alexander Vilf

"A OTAN, guiada pela solidariedade do Atlântico… não lidou objetivamente porque todos entendem que objetivamente este crime é uma violação flagrante das leis internacionais", disse Grushko à rádio Kommersant. "Contradiz não somente os artigos fundamentais da Carta da ONU e um grande número de convenções, mas contradiz até as próprias recomendações da OTAN."

O enviado lembrou de um Conselho da OTAN no início de novembro que abordou uma violação forçada de espaço aéreo turco por parte de um caça russo Su-30 no dia 3 de outubro. Dois caças turcos F-16 interceptaram o avião e permitiram que ele deixasse o espaço aéreo turco.

"Não aconteceu neste caso, e nesse sentido a Turquia violou até as próprias recomendações e documentos da OTAN que regulamentam esses voos e regras de combate em situações assim", ressaltou Grushko.

Desde o incidente, a Rússia suspendeu todos contatos militares com a Turquia e anunciou o cancelamento da dispensa de vistos nas viagens entre os dois países, que vigorará a partir de janeiro. O governo russo ainda deve apresentar uma série de medidas econômicas e humanitárias como medidas de resposta.

A OTAN expressou publicamente seu apoio à Turquia após o incidente. Entretanto, fontes diplomáticas disseram à Sputnik que vários integrantes da OTAN, incluindo Grécia e França, fizeram duras críticas a Ancara na reunião do dia 24 de novembro, logo após o incidente com o caça russo.


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