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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

Ataque contra jihadista 'John' é golpe simbólico contra o EI, dizem analistas

Terrorista britânico foi alvo de ação dos Estados Unidos na Síria.
Autoridades ainda não confirmaram se ele morreu.


Do G1, em São Paulo

O ataque feito pelos Estados Unidos na Síria contra o terrorista britânico conhecido como “Jihadista John” na Síria "é mais um golpe simbólico" contra o Estado Islâmico, segundo analistas internacionais. Ainda não se sabe se o jihadista, Mohammed Emzawi, morreu no ataque.

O militante mascarado conhecido como jihadista John, identificado como Mohammed Emwazi, é visto em frame de vídeo de 2014 (Foto: SITE Intel Group/Handout via Reuters )
O militante mascarado conhecido como jihadista John, identificado como Mohammed Emwazi, é visto em frame de vídeo de 2014 (Foto: SITE Intel Group/Handout via Reuters )

Emwazi, um cidadão britânico, participou em vídeos que mostram os assassinatos dos jornalistas americanos Steven Sotloff e James Foley, do voluntário americano Abdul-Rahman Kassig, dos voluntários britânicos David Haines e Alan Henning, do jornalista japonês Kenji Goto além de outros inúmeros reféns. Ele é o carrasco mais famoso do Estado Islâmico.

"Taticamente não mudará nada para o grupo", disse Raffaello Pantucci, diretor de estudos de segurança internacional no instituto de pesquisa RUSI (Royal United Services Institute), em Londres, à France Presse. No entanto, "ao eliminar uma figura proemimente, você mostrar que tem um longo alcance".

Para o especialista Ranj Alaaldin, da London School of Economics (LSE), o ataque "mina a aura de invencibilidade" do Estado Islâmico.

Bombardeio

O Pentágono informou que o ataque aéreo, realizado quinta-feira à noite, ocorreu em Raqa (norte da Síria), a capital do “califado” autoproclamado em 2014 pelo Estado Islâmico.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), com sede na Inglaterra, informou que quatro pessoas morreram em um ataque nesta madrugada em Raqa.

O porta-voz do Pentágono, Peter Cook não informou se Mohamed Emwazi morreu, afirmando apenas que "os resultados da operação realizada durante a madrugada estão sendo avaliados e informações adicionais serão dadas quando for apropriado", segundo comunicado.

O Reino Unido também não confirmou a morte. "Ainda não temos certeza do sucesso do ataque" contra Mohammed Emzawi, mas a morte "desse assassino bárbaro seria um golpe no coração do Estado Islâmico", afirmou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em uma breve declaração.

A rede de TV americana CNN e a britânica BBC, entretanto, disseram que fontes de seus governos confirmaram a morte do jihadista.

Histórico

Emwazi, um programador de informática de Londres, nasceu no Kuwait, em uma família apátrida de origem iraquiana.

Seus pais imigraram para a Grã-Bretanha em 1993 depois que seus pedidos de cidadania kuwaitiana fracassaram.

Ele apareceu pela primeira vez em um vídeo em agosto de 2014, no qual decapita James Foley, jornalista freelancer de 40 anos que desapareceu na Síria em novembro de 2012.

O vídeo, intitulado "Uma mensagem à América" provocou condenações em todo o mundo.

Testemunhos sobre Emwazi o descreveram como um jovem londrino sem problemas aparentes, que gostava de futebol e videogame, que se radicalizou e se tornou um "frio, sádico e impiedoso" assassino, nas palavras de um refém.

O ataque em Raqa coincide com o apoio dos Estados Unidos aos combatentes curdos que lançaram uma ofensiva para recuperar a cidade de Sinjar, no norte do Iraque.

O EI controla muitas áreas no Iraque e na Síria, devastada desde 2011 por um conflito complexo que já fez mais de 250 mil mortes.


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