Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Especialistas: aumenta o risco de guerra entre os EUA, a Rússia e a China

O desenvolvimento de novos tipos de armas nucleares de "baixa potência" aumenta o risco de uma guerra entre os EUA, a Rússia e a China, segundo especialistas consultados por Newsweek.
Sputnik

O Pentágono está desenvolvendo dois novos tipos de armas nucleares, para acompanhar os progressos da Rússia e da China nesse terreno. Os especialistas tiveram acesso às minutas do projeto de doutrina nuclear norte-americana, que acusa Moscou e Pequim de ampliar as suas capacidades nucleares. 


Esse documento afirma a necessidade de "desenvolver e incorporar novos meios de contenção e de defesa dos objetivos, quando a contenção não funciona".

Entre outras medidas, o projeto revela a intenção de desenvolver ogivas nucleares de baixa potência para mísseis Trident, utilizados por submarinos da classe Ohio. Além disso, o departamento de Defesa dos EUA planeja desenvolver um míssil nuclear de baixa potência para suas bases marítimas.

O Pentágono considera o atual arsenal nuclear a disposi…

Ataque contra jihadista 'John' é golpe simbólico contra o EI, dizem analistas

Terrorista britânico foi alvo de ação dos Estados Unidos na Síria.
Autoridades ainda não confirmaram se ele morreu.


Do G1, em São Paulo

O ataque feito pelos Estados Unidos na Síria contra o terrorista britânico conhecido como “Jihadista John” na Síria "é mais um golpe simbólico" contra o Estado Islâmico, segundo analistas internacionais. Ainda não se sabe se o jihadista, Mohammed Emzawi, morreu no ataque.

O militante mascarado conhecido como jihadista John, identificado como Mohammed Emwazi, é visto em frame de vídeo de 2014 (Foto: SITE Intel Group/Handout via Reuters )
O militante mascarado conhecido como jihadista John, identificado como Mohammed Emwazi, é visto em frame de vídeo de 2014 (Foto: SITE Intel Group/Handout via Reuters )

Emwazi, um cidadão britânico, participou em vídeos que mostram os assassinatos dos jornalistas americanos Steven Sotloff e James Foley, do voluntário americano Abdul-Rahman Kassig, dos voluntários britânicos David Haines e Alan Henning, do jornalista japonês Kenji Goto além de outros inúmeros reféns. Ele é o carrasco mais famoso do Estado Islâmico.

"Taticamente não mudará nada para o grupo", disse Raffaello Pantucci, diretor de estudos de segurança internacional no instituto de pesquisa RUSI (Royal United Services Institute), em Londres, à France Presse. No entanto, "ao eliminar uma figura proemimente, você mostrar que tem um longo alcance".

Para o especialista Ranj Alaaldin, da London School of Economics (LSE), o ataque "mina a aura de invencibilidade" do Estado Islâmico.

Bombardeio

O Pentágono informou que o ataque aéreo, realizado quinta-feira à noite, ocorreu em Raqa (norte da Síria), a capital do “califado” autoproclamado em 2014 pelo Estado Islâmico.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), com sede na Inglaterra, informou que quatro pessoas morreram em um ataque nesta madrugada em Raqa.

O porta-voz do Pentágono, Peter Cook não informou se Mohamed Emwazi morreu, afirmando apenas que "os resultados da operação realizada durante a madrugada estão sendo avaliados e informações adicionais serão dadas quando for apropriado", segundo comunicado.

O Reino Unido também não confirmou a morte. "Ainda não temos certeza do sucesso do ataque" contra Mohammed Emzawi, mas a morte "desse assassino bárbaro seria um golpe no coração do Estado Islâmico", afirmou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em uma breve declaração.

A rede de TV americana CNN e a britânica BBC, entretanto, disseram que fontes de seus governos confirmaram a morte do jihadista.

Histórico

Emwazi, um programador de informática de Londres, nasceu no Kuwait, em uma família apátrida de origem iraquiana.

Seus pais imigraram para a Grã-Bretanha em 1993 depois que seus pedidos de cidadania kuwaitiana fracassaram.

Ele apareceu pela primeira vez em um vídeo em agosto de 2014, no qual decapita James Foley, jornalista freelancer de 40 anos que desapareceu na Síria em novembro de 2012.

O vídeo, intitulado "Uma mensagem à América" provocou condenações em todo o mundo.

Testemunhos sobre Emwazi o descreveram como um jovem londrino sem problemas aparentes, que gostava de futebol e videogame, que se radicalizou e se tornou um "frio, sádico e impiedoso" assassino, nas palavras de um refém.

O ataque em Raqa coincide com o apoio dos Estados Unidos aos combatentes curdos que lançaram uma ofensiva para recuperar a cidade de Sinjar, no norte do Iraque.

O EI controla muitas áreas no Iraque e na Síria, devastada desde 2011 por um conflito complexo que já fez mais de 250 mil mortes.


Postar um comentário