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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Caças turcos armaram uma emboscada ao Su-24

Os caças turcos fizeram uma armadilha para o bombardeiro Su-24 russo, disse o comandante da Força Aeroespacial russa, general Viktor Bondarev na sexta-feira (27).


Sputnik

Os caças turcos prepararam uma armadilha para o bombardeiro Su-24 russo no céu porque não tiveram tempo de voar até o local da tragédia a partir do aeródromo mais próximo, disse o comandante da Força Aeroespacial russa, general Viktor Bondarev na sexta-feira (27).


Bombardeiro russo Su-24M
Sukhoi Su-24 © Sputnik/ Igor Zarembo

De acordo com o comandante, o tempo necessário de voo do avião F-16 a partir da base de Diarbaquir até ao local do lançamento do míssil é de 46 minutos, o que inclui 15 minutos para preparação e decolagem e 31 minutos para voar até o local de lançamento.

O Su-24 foi abatido a 5,5 km da fronteira turca pouco depois de um ataque contra os militantes, disse Bondarev.

"Quando realizava um ataque contra um alvo que ficava a 5,5 km da fronteira nacional da Turquia, às 10h24 (horário de Moscou, 5h24 — horário de Brasília) a tripulação do tenente coronel Peshkov [piloto morto a tiro a partir de terra] lançou bombas e depois disso foi abatido por um míssil ar-ar de um avião F-16 da Força Aérea turca que havia decolado do aeródromo turco de Diarbaquir", disse.

O caça turco F-16 foi conduzido para o Su-24 a partir de terra, afirmou o comandante. Segundo o militar russo, a decisão de derrubar o Su-24 foi tomada 1 minuto e 40 segundos antes de o avião russo se ter aproximado da fronteira entre a Síria e a Turquia.

De acordo com Bondarev, as ações do avião turco depois de ter lançado os mísseis — viragem com perda de altura e aproximação à linha inferior da zona de reconhecimento dos meios de defesa antiaérea — indicam que o ato foi planejado.

O caça turco permaneceu no espaço aéreo sírio por 40 segundos, tendo percorrido 2 km sobre o território sírio. Já o bombardeiro russo não violou o espaço aéreo turco, disse Bondarev.

"Depois da aproximação do caça turco ao Su-24 à distância de alcance do míssil, ou seja, 5-7 km (o que mostra que o caça F-16 voou sobre o território da República Árabe da Síria), este último realizou uma manobra de viragem à direita com perda de altura e desapareceu das telas do radar", disse o general Bondarev.

Nem os meios de controle da base aérea russa na Síria, nem o segundo avião detetaram qualquer aviso da parte do caça turco F-16, disse Bondarev.

Radares turcos vigiaram o bombardeiro russo durante 34 minutos, afirmou o comandante.

Segundo os dados do comandante da Força Aeroespacial russa, no momento do ataque o bombardeiro russo Su-24 realizava uma missão militar em conjunto com o avião principal.

"Os meios de controle objetivo do aeródromo de Hmeymim e do avião principal não detetaram qualquer aviso da tripulação da aeronave turca para os nossos pilotos […]", afirmou Bondarev.

O alto militar russo disse que, no local da tragédia, militantes e alguns grupos armados tentaram capturar o piloto sobrevivente, Konstantin Murakhtin. Segundo o general, depois que o piloto foi encontrado, bombardeiros russos realizaram ataques mais intensos contra a região onde estes militantes atuam.

Bondarev afirmou que, segundo os acordos entre a Rússia e os EUA, país que dirige as ações da coalizão internacional contra o Estado Islâmico para prevenir incidentes no ar, a Rússia passou com antecedência informações sobre as regiões onde os dois Su-24 iriam atuar.

"Por isso, as declarações de vários oficiais turcos de que não sabiam a quem pertencia o nosso avião provoca perplexidade", disse.

Nesta terça-feira (24), um bombardeiro russo Su-24 foi derrubado por um míssil ar-ar turco no espaço aéreo sírio. O Ministério da Defesa sublinha que, durante todo o voo, o avião se manteve sempre sobre o território da Síria. Isto foi registrado por meios objetivos de controle, acrescentou o departamento militar. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o ato como "um golpe nas costas".


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