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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Caças turcos armaram uma emboscada ao Su-24

Os caças turcos fizeram uma armadilha para o bombardeiro Su-24 russo, disse o comandante da Força Aeroespacial russa, general Viktor Bondarev na sexta-feira (27).


Sputnik

Os caças turcos prepararam uma armadilha para o bombardeiro Su-24 russo no céu porque não tiveram tempo de voar até o local da tragédia a partir do aeródromo mais próximo, disse o comandante da Força Aeroespacial russa, general Viktor Bondarev na sexta-feira (27).


Bombardeiro russo Su-24M
Sukhoi Su-24 © Sputnik/ Igor Zarembo

De acordo com o comandante, o tempo necessário de voo do avião F-16 a partir da base de Diarbaquir até ao local do lançamento do míssil é de 46 minutos, o que inclui 15 minutos para preparação e decolagem e 31 minutos para voar até o local de lançamento.

O Su-24 foi abatido a 5,5 km da fronteira turca pouco depois de um ataque contra os militantes, disse Bondarev.

"Quando realizava um ataque contra um alvo que ficava a 5,5 km da fronteira nacional da Turquia, às 10h24 (horário de Moscou, 5h24 — horário de Brasília) a tripulação do tenente coronel Peshkov [piloto morto a tiro a partir de terra] lançou bombas e depois disso foi abatido por um míssil ar-ar de um avião F-16 da Força Aérea turca que havia decolado do aeródromo turco de Diarbaquir", disse.

O caça turco F-16 foi conduzido para o Su-24 a partir de terra, afirmou o comandante. Segundo o militar russo, a decisão de derrubar o Su-24 foi tomada 1 minuto e 40 segundos antes de o avião russo se ter aproximado da fronteira entre a Síria e a Turquia.

De acordo com Bondarev, as ações do avião turco depois de ter lançado os mísseis — viragem com perda de altura e aproximação à linha inferior da zona de reconhecimento dos meios de defesa antiaérea — indicam que o ato foi planejado.

O caça turco permaneceu no espaço aéreo sírio por 40 segundos, tendo percorrido 2 km sobre o território sírio. Já o bombardeiro russo não violou o espaço aéreo turco, disse Bondarev.

"Depois da aproximação do caça turco ao Su-24 à distância de alcance do míssil, ou seja, 5-7 km (o que mostra que o caça F-16 voou sobre o território da República Árabe da Síria), este último realizou uma manobra de viragem à direita com perda de altura e desapareceu das telas do radar", disse o general Bondarev.

Nem os meios de controle da base aérea russa na Síria, nem o segundo avião detetaram qualquer aviso da parte do caça turco F-16, disse Bondarev.

Radares turcos vigiaram o bombardeiro russo durante 34 minutos, afirmou o comandante.

Segundo os dados do comandante da Força Aeroespacial russa, no momento do ataque o bombardeiro russo Su-24 realizava uma missão militar em conjunto com o avião principal.

"Os meios de controle objetivo do aeródromo de Hmeymim e do avião principal não detetaram qualquer aviso da tripulação da aeronave turca para os nossos pilotos […]", afirmou Bondarev.

O alto militar russo disse que, no local da tragédia, militantes e alguns grupos armados tentaram capturar o piloto sobrevivente, Konstantin Murakhtin. Segundo o general, depois que o piloto foi encontrado, bombardeiros russos realizaram ataques mais intensos contra a região onde estes militantes atuam.

Bondarev afirmou que, segundo os acordos entre a Rússia e os EUA, país que dirige as ações da coalizão internacional contra o Estado Islâmico para prevenir incidentes no ar, a Rússia passou com antecedência informações sobre as regiões onde os dois Su-24 iriam atuar.

"Por isso, as declarações de vários oficiais turcos de que não sabiam a quem pertencia o nosso avião provoca perplexidade", disse.

Nesta terça-feira (24), um bombardeiro russo Su-24 foi derrubado por um míssil ar-ar turco no espaço aéreo sírio. O Ministério da Defesa sublinha que, durante todo o voo, o avião se manteve sempre sobre o território da Síria. Isto foi registrado por meios objetivos de controle, acrescentou o departamento militar. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o ato como "um golpe nas costas".


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