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Única mulher a bordo do submarino argentino desaparecido é oficial pioneira

Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é a 'primeira submarinista' da Argentina. O ARA San Juan desapareceu com 44 tripulantes no Atlântico Sul.
G1

Única mulher no submarino militar argentino desaparecido com 44 tripulantes no Atlântico Sul, Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é descrita pela imprensa local como primeira oficial submarinista do país e da América do Sul. Ela ocupa o cargo de chefe de armas do ARA San Juan, que perdeu contato com a terra na sexta-feira (17).

Eliana nasceu em Oberá, na província de Misiones, no nordeste da Argentina, e só conheceu o mar aos 21 anos de idade, destaca o perfil do jornal "Clarín". Após se formar no ensino médio, ela se matriculou na Universidade de Misiones para fazer faculdade de Engenharia Industrial.

Duas tragédias familiares levaram Eliana a desistir do curso: a morte de um irmão, em um acidente de trânsito, e a morte da mãe, em decorrência de um problema cardíaco.

Em um perfil publicado em 2015 na revista "Viva", que …

Chanceler russo dá coletiva após derrubada do Su-24

O ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov dá hoje uma coletiva na sequência da derrubada do Su-24 na Síria.


Sputnik

Lavrov afirmou que teve uma conversa telefônica com o seu colega turco.


Sergei Lavrov durante a reunião das chancelarias russa e bielorrussa
Serguei Lavrov © Sputnik/ Kirill Kallinikov

O ministro turco expressou as suas condolências ao chanceler russo, disse Lavrov. Todavia, o ministro turco tentou justificar as ações turcas afirmando que a Turquia não sabia que o avião era russo.

"Duvidamos que tenha sido um acidente, a gravação preparada da derrubada do avião faz pensar o contrário", disse Lavrov. "Parece mais uma provocação planejada".

O incidente ocorreu depois de a aviação russa ter realizado ataques contra caminhões-cisterna de petróleo do Estado Islâmico, afirmou Lavrov.

Na reunião da OTAN de ontem foram ditas palavras estranhas sobre a tragédia do Su-24 russo. Não recebemos quaisquer condolências nem da OTAN, nem da União Europeia, afirmou Lavrov.

Lavrov lembrou que os aviões russos estavam no espaço aéreo sírio. Mas, se os caças russos violaram o espaço aéreo turco podem ser colocadas questões sérias porque a Turquia não usou as comunicações de emergência com a Rússia antes de abater o bombardeiro russo, disse o ministro.

"Lembrei [ao chanceler turco] de que sob a iniciativa russa foi estabelecida uma linha direta entre o Centro de Controle de Defesa Nacional russo e o Ministério da Defesa turco. A linha foi estabelecida no início da operação da Força Aeroespacial russa na Síria e não foi usada nem ontem, nem antes disso, o que levanta muitas perguntas sérias", disse Lavrov aos jornalistas.

Lavrov também expressou as suas dúvidas sobre a coordenação das ações turcas com os EUA.

"Ao que sei, o nosso avião foi abatido por F-16 norte-americano. Seria interessante saber se a exigência dos americanos aos seus parceiros de receber autorização norte-americana para usar aviões militares recebidos dos EUA abrange ou não a Turquia", disse Lavrov.

A Rússia ainda está à espera de desculpas da Turquia quanto à derrubada do avião russo.

"Não pretendemos travar guerra contra a Turquia", disse Lavrov respondendo à questão dum jornalista.

Segundo Lavrov, "a atitude ao povo turco não mudou".

"Temos perguntas a fazer somente ao atual governo turco", notou Lavrov.

O chanceler russo acrescentou que todos os acordos com a Turquia serão revisados. Em particular, a chancelaria russa recomendou aos russos não visitar a Turquia.

Segundo Lavrov, Moscou não fecha os olhos ao fato de que os islamistas usam a Turquia como plataforma de preparação de atentados na Síria e em outros países.

"Tentamos considerar os interesses dos nossos vizinhos turcos e explicar a nossa posição através do diálogo", afirmou o chanceler russo. "Tentamos persuadi-los a promover uma política mais equilibrada, não destinada somente a derrubar Assad de todos os modos possíveis e, consequentemente, a cooperar com vários grupos extremistas", destacou Lavrov.

Lavrov disse que Moscou apoia a proposta do presidente francês François Hollande de fechar a fronteira entre a Turquia e a Síria.

Ontem o chanceler russo cancelou a sua visita à Turquia depois do incidente do Su-24.

"O presidente declarou de forma clara que isso iria afetar as relações russo-turcas. Neste contexto foi decidido cancelar a reunião entre os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da Turquia que estava marcada para amanhã (25) em Istambul", disse Lavrov aos jornalistas na terça-feira (24).


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