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TOA - MPF quer que Exército consulte indígenas antes de instalar microcentral hidrelétrica no Tumucumaque

Comunidades indígenas têm direito à consulta prévia, livre e informada sempre que empreendimentos afetem seu território
MPF | DefesaNet

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que determine à União, na figura do Exército Brasileiro, não instalar microcentral hidrelétrica na terra indígena do Parque do Tumucumaque (AP), até que sejam atendidos todos os requisitos constitucionais para a exploração de recursos hídricos em terra indígena. Além disso, há também a necessidade de avaliação dos impactos socioambientais do empreendimento, bem como a consulta livre, prévia e informada aos indígenas. A ação foi protocolada em 11 de outubro.

A microcentral tem o objetivo de fornecer energia elétrica para propiciar autonomia ao pelotão, composto por 45 militares, localizado na faixa de fronteira entre Brasil e Suriname, no parque do Tumucumaque. Atualmente, os militares contam apenas com oito horas diárias de energia elétrica, dependendo integralmente de geradores a diesel, óleo cujo trans…

Ex-guarda: campo de detenção dos EUA criou os maiores líderes do Estado Islâmico

Logo após a intervenção norte-americana ao Iraque os líderes militares criaram um campo de detenção geralmente conhecido como Camp Bucca para deter milhares de homens que apresentaram (na verdade ou não) ameaça à segurança.


Sputnik

O ex-guarda do campo Mitchell Gray declarou no ar da emissora Sputnik que o Bucca se tornou num terreno fértil para aqueles que se formaram no grupo terrorista Estado Islâmico.


Líder do grupo terrorista Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi. (Arquivo)
Abu Bakr al-Baghdadi © East News/ Balkis Press

Um homem jovem suspeito de ser militante era trazido na sala de interrogações nos primeiros dias da guerra no Iraque. Deixado só com uma edição do jornal para homens Maxim ele era observado pelos funcionários do campo. Se ele apanhar o jornal e der uma olhada, ele seria considerado "moderado" e levado para um pavilhão comum, e se não, seria considerado "radical" e acabaria em um pavilhão para jihadistas.

É esse o procedimento de Camp Bucca para determinar o futuro de prisioneiros nos tempos da guerra iraquiana, segundo divulgou a investigação do jornal norte-americano The New York Post.

Os funcionários da prisão deviam também separar os detidos e manter os sunitas separadamente dos xiitas e os jihadistas moderados, dos radicais para manter a paz no centro da detenção.

Segundo Mitchell Gray divulgou à Sputnik, caso os prisioneiros não fossem separados, apareceriam problemas “com mais radicais radicalizando os menos radicais”.

Tal política também previa a coexistência por muito tempo de jihadistas radicais e permitiria o terreno fértil para estes desenvolver ideias radicais.

"Entre os prisioneiros existia violência. Eles criavam seus próprios tribunais da Sharia e mesmo executaram ou torturaram outros e intimidaram pessoas para se tornar mais radical," disse Gray.

Os problemas podem ser rastreados às origens do campo, que nunca foi preparado para enfrentar adequadamente a situação política da região.

Com o desenvolvimento da guerra no Iraque muitos problemas geopolíticos apareceram e Bucca nunca lidava com estes, segundo o ex-guarda.

Ele serviu no campo de detenção entre 2007 e 2008 e disse que cerca de 30 mil pessoas foram detidas e mantidas na instituição penitenciária:

“Foi uma mistura. O lugar tinha todos, de membros da Al-Qaeda até milícias locais e criminosos francos”.

Gray divulgou que quando foi admitido para o trabalho ele foi dito que um dos detidos poderia ser um próximo Nelson Mandela. Mas na verdade aconteceu completamente o contrário.

"Isso é o que aconteceu com Abu Bakr al-Baghdadi, é ele que não foi considerado uma ameaça e foi libertado e voltou para a comunidade. Na verdade, ele tinha sido visto, realmente, como alguém que era um mediador e uma influência moderadora", disse Gray.

Depois de ser libertado, al-Baghdadi organizou uma organização terrorista que já é geralmente sabida notoriamente por todo o mundo – o Estado Islâmico.



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