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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

França lança bombardeio maciço a reduto do Estado Islâmico na Síria

Posto de comando e campo de treinamento foram destruídos, diz Defesa.
Ação é uma reposta aos ataques terroristas que mataram 129 em Paris.


France Presse

Caças franceses lançaram 20 bombas neste domingo (15) sobre o reduto do grupo radical Estado Islâmico em Raqa, leste da Síria, destruindo um posto de comando e um campo de treinamento, anunciou o ministério da Defesa.

Ministério da Defesa da França diz que os dois alvos foram atingidos e destruídos. (Foto: Divulgação/Ministério da Defesa/Twitter)
Ministério da Defesa da França diz que os dois alvos foram atingidos e destruídos. (Foto: Divulgação/Ministério da Defesa/Twitter)

"O primeiro alvo destruído era utilizado pelo Daech (acrônimo em árabe do EI) como posto de comando, centro de recrutamento jihadista e depósito de armas e munição. O segundo alvo abrigava um campo de treinamento terrorista", acrescentou o ministério em um comunicado.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, os ataques teriam atingido dois campos de treinamento e um suposto depósito de armas do Estado Islâmico na região de Raqqa. Mais de 30 explosões foram ouvidas na cidade.

Doze aeronaves, entre elas dez caças, engajaram-se simultaneamente a partir dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia e lançaram 20 bombas.

"Planejada para os locais preliminarmente identificados durante missões de reconhecimento realizadas pela França, esta operação foi conduzida em coordenação com as forças americanas", destacou o ministério.

O EI reivindicou a autoria da série de atentados de sexta-feira à noite em Paris, que deixaram ao menos 129 mortos e 350 feridos.

"É um ato de guerra cometido por um exército terrorista, o Daech, um exército jihadista", declarou o presidente francês, François Hollande, advertindo que seu país seria implacável" em todos os terrenos, tanto "interior quanto exterior".

O bombardeio deste domingo foi muito mais intenso do que as quatro operações lançadas anteriormente pela França, que mobilizaram menos caças e tinham tinham alvos mais ao sul da Síria, em Deir Ezzor.

Ajuda americana

A França, que participa há um ano da coalizão internacional contra o EI no Iraque, decidiu em setembro estender suas operações à Síria.

A diferença é que o exército francês afirma manter autonomia na escolha dos alvos, enquanto está plenamente associado à coalizão internacional no Iraque, sob o comando de Washington.

Os primeiros bombardeios franceses na Síria, em setembro, tinha como alvo dois centros de treinamento de jihadistas que supostamente se preparavam para realizar ataques em território europeu.

"Estamos trabalhando para a intensificação dos bombardeios", informaram fontes próximas ao ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, que teve neste domingo uma conversa telefônica com o colega americano Ashton Carter, visando a aumentar o compartilhamento de informações de inteligência.

"No campo estamos avançando bem, graças às patrulhas de reconhecimento (francesas), e graças à abertura cada vez maior dos nossos amigos americanos", acrescentaram essas fontes, que consideram os atentados em Paris como um "marco" da intensificação das operações francesas na Síria.


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