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Países muçulmanos reconhecem Jerusalém como capital do Estado da Palestina

Os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) acordaram nesta quarta-feira reconhecer Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidaram as outras nações a fazer o mesmo, em resposta à decisão dos EUA de declarar Jerusalém como capital de Israel.
EFE

"Declaramos Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidamos todos os países a reconhecer o Estado da Palestina com Jerusalém Oriental como sua capital ocupada", indica a minuta da declaração preparada nesta quarta-feira em Istambul por esta organização, formada por 57 países de maioria muçulmana.


A OCI, formada por 57 países de maioria muçulmana, inclui desde sua fundação em 1969 a Palestina como membro pleno, com sua capital em Jerusalém.

O documento, apresentado pelos "reis, chefes de Estado e de Governo dos Estados membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI)", apresenta em 23 pontos a postura do mundo muçulmano perante a decisão dos EUA.

Nesse texto, a OCI &quo…

Arábia Saudita bombardeou escolas no Iêmen, diz Anistia Internacional

5 escolas foram atacadas entre agosto e outubro de 2015.
Ataques mataram 5 civis e feriram 14, entre estes 4 menores.


EFE

A organização humanitária Anistia Internacional (AI) alertou nesta sexta-feira (11) que a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que ataca os houthis no Iêmen, bombardeou diversas escolas nos últimos meses.

Homens de tribos iemenitas dos Comitês de Resistência Popular, em apoio à Arábia Saudita (Foto: Abdullah al-Qadry / AFP Photo)
Homens de tribos iemenitas dos Comitês de Resistência Popular, em apoio à Arábia Saudita (Foto: Abdullah al-Qadry / AFP Photo)

A coalizão atacou pelo menos cinco centros educativos entre agosto e outubro de 2015, nos quais morreram cinco civis e outros 14 ficaram feridos, entre eles quatro menores, segundo uma investigação divulgada pela AI.

"Apesar de não haver alunos no interior das escolas durante esses ataques, as bombas causaram graves danos ou destruíram os centros, o que terá consequências no longo prazo para as crianças", disse Lama Fakih, porta-voz da organização, em comunicado emitido da sede da organização em Londres.

A Anistia Internacional ressaltou que atacar edifícios públicos não militares é uma "flagrante violação da legislação internacional".

"A escolas são essenciais para a vida civil. Devem oferecer um lugar seguro para as crianças. São os menores iemenitas que vão pagar o preço desses ataques. Além do encarniçado conflito que vivem, agora enfrentam uma longa interrupção de sua educação", lamentou Fakih.

A investigadora destacou que algumas das escolas foram atacadas em mais de uma ocasião, o que mostraria que foram um alvo "deliberado".

Segundo os cálculos da organização humanitária, mais de 6.500 crianças iemenitas nas cidades de Hajjah, Al Hudayda e Sana estão sendo afetadas por esses bombardeios.

A Anistia Internacional reivindica em seu relatório que os cinco ataques sejam investigados por um organismo "independente e imparcial", e que os responsáveis "respondam por suas ações".

"Além do resultado das conversas de paz da próxima semana, é crucial que se averigue estes ataques ilegais", indicou o documento.

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e outras nações árabes, com a Arábia Saudita à frente, lançaram em março uma ofensiva no Iêmen em apoio ao presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi e contra os rebeldes houthis que afundou o país em uma grave crise humanitária.


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