Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Turquia quer ajudar Iraque a combater curdos em Kirkuk

A Turquia informou nesta segunda-feira que estava pronta para ajudar o governo iraquiano a expulsar os combatentes curdos da cidade de Kirkuk, informou AFP.
Sputnik

Ancara teme que a eventual independência do Curdistão iraquiano pode desencadear movimentos semelhantes entre a população curda na Turquia e saudou a operação das forças iraquianas para expulsar as forças do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) de Kirkuk.


"Estamos prontos para qualquer forma de cooperação com o governo iraquiano de modo a acabar com a presença do PKK no território do Iraque", disse o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu.

O Conselho de Segurança Nacional do Iraque afirmou neste domingo que considerará a presença de militares curdos em Kirkuk como um "declaração de guerra".

Na segunda-feira, as forças iraquianas tomaram amplos territórios nos arredores da cidade, bem como uma base militar, um aeroporto e um campo petrolífero.

Em 2014, as tropas peshmerga curdas …

Cessar-fogo entra em vigor no Iêmen na véspera de negociações de paz

Um cessar-fogo entrará em vigor nesta segunda-feira (14) à meia-noite no Iêmen, 19h em Brasília, na véspera das negociações de paz na Suíça entre o governo e os rebeldes. "Esperamos que os milicianos o respeitem desta vez", declarou Muin Abdelmalak, membro da delegação governamental que participará destas negociações de paz, mediadas pela ONU.


RFI

Abdelmalak se referia aos rebeldes xiitas huthis, apoiados pelo Irã e em guerra contra as forças leais ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi. Este, por sua vez, conta com o apoio militar de uma coalizão de países árabes sunitas, dirigida pela Arábia Saudita, que desde março bombardeia os insurgentes xiitas.


media
REUTERS/Khaled Abdullah

A duração do cessar-fogo será de sete dias, eventualmente renováveis, indicou a presidência iemenita no dia 8 de dezembro.

À espera da trégua, os combates prosseguiam. Nesta segunda-feira, noticiou-se a morte de dois oficiais da coalizão árabe, um dos Emirados e outro saudita, este último à frente das forças de seu país em Áden (sul).


Desde março, a guerra do Iêmen deixou 6.000 mortos e 28.000 feridos, entre eles muitos civis.

Os rebeldes huthis, aliados a unidades militares que continuam sendo fiéis ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, se apoderaram desde julho de 2014 de muitas províncias do Iêmen, entre elas a capital Sanaa e várias do noroeste, do oeste e do centro, que mantêm sob seu controle.

Em sua contraofensiva, o exército regular reconquistou no último verão cinco províncias do sul, entre elas a de Áden, proclamada capital provisória do Iêmen pelas autoridades. Em meio ao caos criado, os jihadistas do Estado Islâmico aproveitaram para avançar e, desde a primavera, reivindicaram atentados espetaculares contra mesquitas frequentadas por xiitas. Também atacaram as forças do governo e da coalizão árabe.

Transição pacífica

Em um clima de grande desconfiança entre as partes, as negociações previstas para terça-feira em um local secreto da Suíça buscam propiciar "um cessar-fogo permanente e total, uma melhora da situação humanitária e o retorno a uma transição política pacífica e ordenada", nas palavras do mediador da ONU Ismail Ould Cheikh Ahmed.

Segundo uma fonte da ONU, as partes falarão, entre outras coisas, de um plano de aplicação da resolução 2216 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Essa resolução exige a retirada dos rebeldes e dos seus aliados e também das milícias, das zonas conquistadas desde 2014, assim como a restituição das armas pesadas ao Estado.


Postar um comentário