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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Daesh quer combater diretamente o exército dos EUA - especialista

O Daesh, grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico, quer enfrentar diretamente o exército dos Estados Unidos no Iraque e na Síria, segundo avaliam vários especialistas.


Sputnik

"Enquanto o debate sobre como conter o Estado Islâmico continua nas capitais ocidentais, os próprios militantes já deixaram claro que querem atrair os EUA e seus aliados para uma guerra terrestre", publicou nesta terça-feira o jornal The New York Times.


Secretário de Defesa dos EUA Ashton Carter prometeu enviar mais tropas norte-americanas para a Síria
Aschton Carter diante de tropa norte-americana © AFP 2015/ POOL/CAROLYN KASTER

Segundo o diário americano, "o Daesh baseia sua ideologia em textos proféticos que afirmam que o islã sairá vitorioso após uma batalha apocalíptica que começará quando os exércitos ocidentais chegarem à região."

Além disso, afirma o jornal, os dirigentes da organização jihadista acreditam que uma invasão terrestre poderia fazer aumentar drasticamente o número de recrutas.

"Devido a essas profecias, enviar tropas terrestres seria a pior armadilha em que poderíamos cair", diz Jean-Puierre Filiu, professor de Ciências Políticas da Universidade de Paris e especialista em questões de Oriente Médio.

Segundo Filiu, a propaganda do Daesh se refere a um texto que descreve uma batalha em Dabiq e Amaq, duas pequenas cidades no norte da Síria, onde uma luta definitiva começa quando os "romanos" — termo que na interpretação islâmica inclui os EUA e seus aliados — põem seus pés em Dabiq.

Dabiq também é nome da revista mensal do Daesh, enquanto Amaq é o nome escolhido para sua agência de notícias.

"Trata-se de uma narrativa muito forte e emocionante, que proporciona ao recruta em potencial e aos combatentes o sentimento de que não são apenas parte de uma elite, mas parte da batalha final", afirmou o especialista.

Em três anos, o Daesh conseguiu se apoderar de grandes partes dos territórios de Síria e Iraque. Hoje, o grupo terrorista tenta estender seu domínio ao norte da África — em particular à Líbia.

Na última semana, o secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que será impossível derrotar o Daesh sem uma operação terrestre.



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