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Adeus a tecnologias 'stealth': novo radar russo pode detectar aviões furtivos

Tecnologias russas capazes de detectar aviões furtivos do inimigo podem vir a fazer parte do sistema da defesa antiaérea unida da OTSC – Organização do Tratado de Segurança Coletiva, declarou o chefe do Estado-Maior Conjunto da aliança, Anatoly Sidorov.
Sputnik

Inovações russas capazes de desativar tecnologias furtivas do inimigo podem vir a ser usadas na criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, declarou militar, citado pelo jornal Rossiyskaya Gazeta. Sidorov comentou que essas inovações seriam eficazes tanto contra aviação do inimigo como contra ataques com mísseis.



O sistema Rezonans-NE funciona graças ao princípio de reflexão ressonante de ondas de rádio da superfície de aparelhos aéreos, facilitando vigilância de aeronaves e mísseis do inimigo, explicou Aleksandr Scherbinko, vice-diretor executivo da empresa de design Rezonans.

"Este modelo pode ser de grande interesse, levando em consideração criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, cuja inauguração est…

Jornalista francês: Rússia fez EUA e Arábia Saudita reconhecerem sua posição na Síria

O site francês Atlantico publicou um artigo do jornalista Eric Verhaeghe onde ele declara que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não só conseguiu promover a estratégia russa no Oriente Médio, como também fez EUA e Arábia Saudita, finalmente, aceitarem o seu ponto de vista sobre a necessidade de se encontrar uma solução pacífica para a Síria.


Sputnik

Segundo Verhaeghe, os recentes acontecimentos sobre as negociações de paz na Síria falam por si. Ele lembra que Moscou diminuiu significativamente o poderio militar do Daesh (grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico) com seus ataques aéreos e tem desempenhado um papel de liderança na busca de uma solução pacífica para a crise síria, com a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria.


Vladimir Putin durante coletiva de imprensa em 17 de dezembro
Vladimir Putin © Sputnik/ Ramil Sitdikov

O fato do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitar Moscou para falar sobre um acordo para a questão da Síria mostra, segundo o jornalista, o declínio da influência ocidental no Oriente Médio.

“Os EUA querem negociar enquanto a Rússia não mudou seu equilíbrio de poder, obtendo resultados ainda mais favoráveis”, escreveu Verhaeghe.

Desde o início de seus ataques aéreos contra o Daesh, destaca o artigo do Atlantico, a Rússia declarou abertamente que estava disposta a trabalhar em conjunto e coordenar seus esforços com a coalizão antiterrorista ocidental liderada pelos EUA.

Além disso, segundo o jornalista, independentemente do que dizem os meios de comunicação ocidentais, a Rússia sempre ressaltou que seu objetivo não era manter o presidente sírio, Bashar Assad, de qualquer forma. Ele argumenta que Moscou afirmava que não aceitaria a derrubada de um líder sírio legitimamente eleito, mas, se o povo da Síria eleger democraticamente um outro presidente, a Rússia, sem dúvida, respeitaria essa escolha.

Verhaeghe afirma que, atualmente, os EUA e a França não consideram mais a saída de Assad como condição prévia para a continuação do diálogo, embora ambos, Washington e Paris, dissessem o oposto apenas algumas semanas atrás. Esse é o poder da diplomacia russa, relata o autor em Atlantico.

O jornalista argumenta que a Rússia poderia, claro, lembrar que foram os EUA e a França que, inicialmente, armaram o Daesh, na esperança de que Assad fosse derrubado. Esta política imprudente, eventualmente, alimentou a besta que cresceu forte, tornou-se incontrolável e escapou da gaiola, afirma Verhaeghe. Mas, continua, o que aconteceu no passado não pode ser revertido e agora é hora de seguir em frente.

Sob tais circunstâncias na Síria, torna-se ainda mais evidente que a União Europeia é nada mais que um vassalo dos EUA, frisa o jornalista. Depois de Putin vencer no Oriente Médio, o bloco europeu votou a favor da extensão das “absurdas” sanções contra a Rússia para suavizar de algum modo o sentimento de perda política do Ocidente na Síria, diz Verhaeghe em Atlantico.


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