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Rússia testará novo avião de transporte militar até o final do ano

Il-112V deverá substituir modelos soviéticos An-24 e An-26, considerados obsoletos.
Nikolai Litôvkin | Russia Beyond

A nova aeronave de transporte militar Il-112V completou os testes de fábrica e está sendo preparada para o primeiro voo, que está previsto para o final de 2018.


Caso os testes sejam bem sucedidos, o Il-112V substituirá nas Forças Armadas russas os modelos An-24 e An-26, desenvolvidos no início dos anos 1960.

O Ilyushin Il-112 é um avião de transporte militar leve de asa alta que está sendo desenvolvido pela Ilyushin Aviation Complex para transporte de cargas militares, equipamentos e pessoal.

Sua capacidade de carga máxima "útil" a bordo será de até cinco toneladas.

Os projetistas pretendem desenvolver duas versões do avião: uma com hangares estendidos para o transporte de equipamentos militares, carga e soldados; e outra, civil, para o transporte de passageiros e carga leve.

O Il-112V é um monoplano com configuração aerodinâmica tradicional e dois poderosos motores…

Jornalista francês: Rússia fez EUA e Arábia Saudita reconhecerem sua posição na Síria

O site francês Atlantico publicou um artigo do jornalista Eric Verhaeghe onde ele declara que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não só conseguiu promover a estratégia russa no Oriente Médio, como também fez EUA e Arábia Saudita, finalmente, aceitarem o seu ponto de vista sobre a necessidade de se encontrar uma solução pacífica para a Síria.


Sputnik

Segundo Verhaeghe, os recentes acontecimentos sobre as negociações de paz na Síria falam por si. Ele lembra que Moscou diminuiu significativamente o poderio militar do Daesh (grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico) com seus ataques aéreos e tem desempenhado um papel de liderança na busca de uma solução pacífica para a crise síria, com a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria.


Vladimir Putin durante coletiva de imprensa em 17 de dezembro
Vladimir Putin © Sputnik/ Ramil Sitdikov

O fato do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitar Moscou para falar sobre um acordo para a questão da Síria mostra, segundo o jornalista, o declínio da influência ocidental no Oriente Médio.

“Os EUA querem negociar enquanto a Rússia não mudou seu equilíbrio de poder, obtendo resultados ainda mais favoráveis”, escreveu Verhaeghe.

Desde o início de seus ataques aéreos contra o Daesh, destaca o artigo do Atlantico, a Rússia declarou abertamente que estava disposta a trabalhar em conjunto e coordenar seus esforços com a coalizão antiterrorista ocidental liderada pelos EUA.

Além disso, segundo o jornalista, independentemente do que dizem os meios de comunicação ocidentais, a Rússia sempre ressaltou que seu objetivo não era manter o presidente sírio, Bashar Assad, de qualquer forma. Ele argumenta que Moscou afirmava que não aceitaria a derrubada de um líder sírio legitimamente eleito, mas, se o povo da Síria eleger democraticamente um outro presidente, a Rússia, sem dúvida, respeitaria essa escolha.

Verhaeghe afirma que, atualmente, os EUA e a França não consideram mais a saída de Assad como condição prévia para a continuação do diálogo, embora ambos, Washington e Paris, dissessem o oposto apenas algumas semanas atrás. Esse é o poder da diplomacia russa, relata o autor em Atlantico.

O jornalista argumenta que a Rússia poderia, claro, lembrar que foram os EUA e a França que, inicialmente, armaram o Daesh, na esperança de que Assad fosse derrubado. Esta política imprudente, eventualmente, alimentou a besta que cresceu forte, tornou-se incontrolável e escapou da gaiola, afirma Verhaeghe. Mas, continua, o que aconteceu no passado não pode ser revertido e agora é hora de seguir em frente.

Sob tais circunstâncias na Síria, torna-se ainda mais evidente que a União Europeia é nada mais que um vassalo dos EUA, frisa o jornalista. Depois de Putin vencer no Oriente Médio, o bloco europeu votou a favor da extensão das “absurdas” sanções contra a Rússia para suavizar de algum modo o sentimento de perda política do Ocidente na Síria, diz Verhaeghe em Atlantico.


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