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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Jornalista francês: Rússia fez EUA e Arábia Saudita reconhecerem sua posição na Síria

O site francês Atlantico publicou um artigo do jornalista Eric Verhaeghe onde ele declara que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não só conseguiu promover a estratégia russa no Oriente Médio, como também fez EUA e Arábia Saudita, finalmente, aceitarem o seu ponto de vista sobre a necessidade de se encontrar uma solução pacífica para a Síria.


Sputnik

Segundo Verhaeghe, os recentes acontecimentos sobre as negociações de paz na Síria falam por si. Ele lembra que Moscou diminuiu significativamente o poderio militar do Daesh (grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico) com seus ataques aéreos e tem desempenhado um papel de liderança na busca de uma solução pacífica para a crise síria, com a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria.


Vladimir Putin durante coletiva de imprensa em 17 de dezembro
Vladimir Putin © Sputnik/ Ramil Sitdikov

O fato do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitar Moscou para falar sobre um acordo para a questão da Síria mostra, segundo o jornalista, o declínio da influência ocidental no Oriente Médio.

“Os EUA querem negociar enquanto a Rússia não mudou seu equilíbrio de poder, obtendo resultados ainda mais favoráveis”, escreveu Verhaeghe.

Desde o início de seus ataques aéreos contra o Daesh, destaca o artigo do Atlantico, a Rússia declarou abertamente que estava disposta a trabalhar em conjunto e coordenar seus esforços com a coalizão antiterrorista ocidental liderada pelos EUA.

Além disso, segundo o jornalista, independentemente do que dizem os meios de comunicação ocidentais, a Rússia sempre ressaltou que seu objetivo não era manter o presidente sírio, Bashar Assad, de qualquer forma. Ele argumenta que Moscou afirmava que não aceitaria a derrubada de um líder sírio legitimamente eleito, mas, se o povo da Síria eleger democraticamente um outro presidente, a Rússia, sem dúvida, respeitaria essa escolha.

Verhaeghe afirma que, atualmente, os EUA e a França não consideram mais a saída de Assad como condição prévia para a continuação do diálogo, embora ambos, Washington e Paris, dissessem o oposto apenas algumas semanas atrás. Esse é o poder da diplomacia russa, relata o autor em Atlantico.

O jornalista argumenta que a Rússia poderia, claro, lembrar que foram os EUA e a França que, inicialmente, armaram o Daesh, na esperança de que Assad fosse derrubado. Esta política imprudente, eventualmente, alimentou a besta que cresceu forte, tornou-se incontrolável e escapou da gaiola, afirma Verhaeghe. Mas, continua, o que aconteceu no passado não pode ser revertido e agora é hora de seguir em frente.

Sob tais circunstâncias na Síria, torna-se ainda mais evidente que a União Europeia é nada mais que um vassalo dos EUA, frisa o jornalista. Depois de Putin vencer no Oriente Médio, o bloco europeu votou a favor da extensão das “absurdas” sanções contra a Rússia para suavizar de algum modo o sentimento de perda política do Ocidente na Síria, diz Verhaeghe em Atlantico.


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