Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
Sputnik

Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Jornalista francês: Rússia fez EUA e Arábia Saudita reconhecerem sua posição na Síria

O site francês Atlantico publicou um artigo do jornalista Eric Verhaeghe onde ele declara que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não só conseguiu promover a estratégia russa no Oriente Médio, como também fez EUA e Arábia Saudita, finalmente, aceitarem o seu ponto de vista sobre a necessidade de se encontrar uma solução pacífica para a Síria.


Sputnik

Segundo Verhaeghe, os recentes acontecimentos sobre as negociações de paz na Síria falam por si. Ele lembra que Moscou diminuiu significativamente o poderio militar do Daesh (grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico) com seus ataques aéreos e tem desempenhado um papel de liderança na busca de uma solução pacífica para a crise síria, com a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria.


Vladimir Putin durante coletiva de imprensa em 17 de dezembro
Vladimir Putin © Sputnik/ Ramil Sitdikov

O fato do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitar Moscou para falar sobre um acordo para a questão da Síria mostra, segundo o jornalista, o declínio da influência ocidental no Oriente Médio.

“Os EUA querem negociar enquanto a Rússia não mudou seu equilíbrio de poder, obtendo resultados ainda mais favoráveis”, escreveu Verhaeghe.

Desde o início de seus ataques aéreos contra o Daesh, destaca o artigo do Atlantico, a Rússia declarou abertamente que estava disposta a trabalhar em conjunto e coordenar seus esforços com a coalizão antiterrorista ocidental liderada pelos EUA.

Além disso, segundo o jornalista, independentemente do que dizem os meios de comunicação ocidentais, a Rússia sempre ressaltou que seu objetivo não era manter o presidente sírio, Bashar Assad, de qualquer forma. Ele argumenta que Moscou afirmava que não aceitaria a derrubada de um líder sírio legitimamente eleito, mas, se o povo da Síria eleger democraticamente um outro presidente, a Rússia, sem dúvida, respeitaria essa escolha.

Verhaeghe afirma que, atualmente, os EUA e a França não consideram mais a saída de Assad como condição prévia para a continuação do diálogo, embora ambos, Washington e Paris, dissessem o oposto apenas algumas semanas atrás. Esse é o poder da diplomacia russa, relata o autor em Atlantico.

O jornalista argumenta que a Rússia poderia, claro, lembrar que foram os EUA e a França que, inicialmente, armaram o Daesh, na esperança de que Assad fosse derrubado. Esta política imprudente, eventualmente, alimentou a besta que cresceu forte, tornou-se incontrolável e escapou da gaiola, afirma Verhaeghe. Mas, continua, o que aconteceu no passado não pode ser revertido e agora é hora de seguir em frente.

Sob tais circunstâncias na Síria, torna-se ainda mais evidente que a União Europeia é nada mais que um vassalo dos EUA, frisa o jornalista. Depois de Putin vencer no Oriente Médio, o bloco europeu votou a favor da extensão das “absurdas” sanções contra a Rússia para suavizar de algum modo o sentimento de perda política do Ocidente na Síria, diz Verhaeghe em Atlantico.


Postar um comentário