Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Países emergentes exportam cada vez mais armas

Um estudo internacional revela que os países emergentes vendem cada vez armas no mercado internacional. Mesmo se as nações ocidentais ainda liderem o ranking, cada vez mais contratos são assinados com fornecedores da Rússia, Brasil, Coreia do Sul, Índia e Turquia.


RFI

Segundo o relatório anual publicado pelo Instituto internacional de pesquisas sobre a paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês) o comércio legal de armas movimentou US$ 400 bilhões em 2014. No entanto, o documento constata que o ano foi marcado por uma queda de 3,2% nos contratos assinados com os países ocidentais (Estados Unidos e Europa), que tradicionalmente representam 80% do mercado. Esse é o quarto ano consecutivo que os 100 principais fabricantes de armas do planeta registram uma baixa em seu faturamento.


media
Vladimir Putin visita fábrica de armas na Rússia | REUTERS/Alexei Nikolskyi/Sputnik/Kremlin

A principal surpresa do estudo foi o aumento nas vendas dos fornecedores vindos dos países emergentes. O exemplo mais flagrante é o da Rússia, líder do grupo que, sozinha, registrou uma alta de 50% no ano passado, apesar das sanções internacionais impostas contra Moscou após a anexação da Crimeia em 2014, que não parecem tem impedido a assinatura de contratos.

Ouralvagonzavod, holding russa que reúne 30 empresas do setor e emprega 70 mil pessoas, registrou um faturamento de US$ 1,4 bilhões de dólares em 2014, um salto de quase 50% com relação ao ano anterior. Mas Anatoli Issaïkine, diretor da agência Rosoboronexport, responsável pelas exportações de equipamentos militares na Rússia, disse recentemente que as vendas de armas do país devem permanecer estáveis nos próximos três anos.

Brasil, Índia, Turquia e Coreia do Sul entre os 100 maiores do mundo

Além da Rússia, outros países emergentes se destacaram no ranking, com 12 empresas integrando a lista das 100 maiores do mundo. Brasil, Coreia do Sul, Turquia e Índia despontam no estudo da Sipri, mesmo se ainda representem apenas 3,7% do mercado. As nações desse grupo registraram, juntas, uma alta de 25% nas vendas de armas no mundo.

A China ficou fora do ranking da Sipri, devido à “falta de dados permitindo estimativas aceitáveis”, informou o instituto sueco. Mas um estudo divulgado pela mesma entidade no início do ano havia classificado os chineses como 3º maior exportador de armas, à frente da França.



Postar um comentário