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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
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O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Relatório da Anistia Internacional revela como Daesh adquiriu armas

As armas que o grupo terrorista Daesh usa no Iraque e na Síria, antes de chegarem às suas mãos, podem ter passado por uma rede complexa de compra e venda, envolvendo o Reino Unido, os EUA e outras nações ocidentais, segundo o novo relatório da Anistia Internacional.


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Várias décadas de fluxos de armamentos pouco regulados com destino ao Iraque, bem como a falta de controle no terreno, garantiram o armamento do Daesh com um grande arsenal letal, que agora é usado para cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade de grande escala no Iraque e na Síria.


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A organização divulgou no seu relatório “Análise: o Armamento do Estado Islâmico” ('Taking Stock: The arming of Islamic State') que as armas vieram dos EUA e do Reino Unido porque, após a primeira Guerra do Golfo, muitos armamentos foram deixados em várias cidades. Além destas, no período da guerra até à atualidade foram fornecidas outras armas que também acabaram nas mãos do Daesh.

O relatório divulga que as armas britânicas, após a ocupação do Iraque em 2003, também chegaram às mãos dos terroristas.

Mas a Anistia Internacional sublinha que a maioria de armas foi obtida nos estoques previamente controlados pelo exército iraquiano. Muitas dessas armas também foram fornecidas por países ocidentais:

“O Reino Unido esteve envolvido no abastecimento de serviços de segurança iraquianos. No início do 2007, a China enviou aproximadamente 20.000 armas de assalto ao Reino Unido para em seguida serem fornecidas aos serviços de segurança iraquianos”.

A organização no seu relatório recém-publicado sublinha:

“Similarmente, entre março de 2005 e dezembro de 2006 vários armamentos ligeiros foram exportados da Bósnia e Herzegovina e da Sérvia ao Reino Unido, e depois reexportados para o Iraque.”

Ainda de acordo com o relatório, após assumir o controle de Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, em junho de 2014, os militantes do Daesh retiraram uma grande quantidade de armas fabricadas internacionalmente dos estoques iraquianos. Eles incluíram armas e veículos militares fabricadas nos EUA, usados posteriormente para ocupar outras partes do país, com consequências devastadoras para a população civil nessas áreas.

Vários tipos de armas capturadas ou adquiridos ilicitamente permitiram aos terroristas levar a cabo uma terrível campanha de violência. Execuções sumárias, estupro, tortura, sequestro e tomada de reféns obrigaram centenas de milhares de pessoas a fugir ou a se tornarem deslocados.



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