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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Washington confirma tráfico ilegal do petróleo sírio na Turquia

As autoridades dos EUA não acreditam que o governo da Turquia tenha alguma coisa a ver com os terroristas. Mas reconhecem o fato do comércio ilegal de petróleo que vem da Síria.


Sputnik

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Mark Toner, se pronunciou sobre as provas que confirmam a participação de Ancara no tráfico do petróleo transportado através de oleodutos controlados pelo grupo terrorista Daesh (também conhecido como "Estado Islâmico").


Apesar de uma grande parte da rede petrolífera síria estar nas mãos do Daesh, há instalações que acabam por voltar ao controle legítimo. Esta foto mostra um integrante das forças sírias perto de poço de petróleo nos arredores de Palmira.
Poço de petróleo na Síria © AFP 2015/ STR

"Eu reconheço estas informações. Nós desmentimos que o governo turco possa cooperar com o Estado Islâmico transportanto o petróleo através da sua fronteira. Nós acreditamos que a Turquia tomou todas as medidas necessárias para reforçar a sua fronteira com a Síria", disse Toner.

Ontem, durante uma entrevista coletiva, o Ministério da Defesa da Federação da Rússia apresentou provas que confirmam que o petróleo cujo transporte é controlado pelo Daesh vai parar na Turquia.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que iria renunciar ao seu cargo caso as informações da parte russa forem reconhecidas como certas.

No entanto, o vice-ministro da Defesa russo, Anatoly Antonov, disse durante o evento de ontem que Erdogan "não renunciaria nem com o rosto pintado com petróleo roubado".

A extração e transporte de petróleo é uma das principais fontes de financiamento do Daesh, reconhecido como organização terrorista em vários países, inclusive na Rússia e no Brasil.

Em entrevista à Sputnik, um especialista italiano comentou hoje que o petróleo proveniente do Daesh poderia parar até na Europa — e até nos países que já sofreram com o seu terrorismo. Segundo ele, tal ação seria involuntária e pouco controlada.

Em 30 de setembro, começou a campanha aérea russa na Síria, após pedido de ajuda pelo governo da Síria. A coalizão internacional, liderada pelos EUA, não o considera como um aliado legítimo, porém a Rússia manifesta que todas as partes envolvidas no conflito devem ter o direito de combater o terrorismo.

No entanto, a Turquia, atingida por um impactante atentado reivindicado pelo Daesh em 20 de agosto, declarava que primeiro iria atacar os curdos, minoria étnica presente na Turquia, no Iraque e na Síria. Os curdos combatem também o Daesh e os destacamentos chamados peshmerga (palavra traduzida da língua curda como "aqueles que enfrentam a morte") até são considerados como uma das forças mais eficientes neste combate.



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